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	<title>Arquivos Curiosidades - Império Otomano</title>
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	<description>Império Otomano</description>
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		<title>DARDANELOS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[imperiootamano]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Jul 2025 14:25:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>DARDANELOS DARDANELOS Dardanelos  (em turco: Çanakkale Boğazı), antigamente Helesponto, é um estreito no noroeste da Turquia ligando o mar Egeu ao mar de Mármara. Assim como o estreito de Bósforo, ele separa a Europa (neste caso, a península de Galípoli) da Ásia. A maior cidade próxima ao estreito é Çanakkale, que tem seu nome, oriunda do seu famoso castelo (kale significa &#8220;castelo&#8221;). O estreito teve um papel importante ao longo da História (vide foto aérea acima). Por exemplo, a Guerra de Troia aconteceu no lado asiático do estreito. Além disso, os exércitos persas do imperador Xerxes I  e, mais tarde, o exército macedônio de Alexandre o Grande, atravessaram o estreito de Dardanelos em direções opostas, para invadir as...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>DARDANELOS</strong></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1005" src="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem1.jpg" alt="" width="189" height="170" /></p>
<h1><strong>DARDANELOS</strong></h1>
<h2><strong>Dardanelos </strong></h2>
<h4><strong>(em <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_turca">turco</a>: <em>Çanakkale Boğazı</em>), antigamente Helesponto, é um <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Estreito">estreito</a> no noroeste da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Turquia">Turquia</a> ligando o <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mar_Egeu">mar Egeu</a> ao <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mar_de_M%C3%A1rmara">mar de Mármara</a>.</strong></h4>
<p>Assim como o <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%B3sforo">estreito de Bósforo</a>, ele separa a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Europa"><strong>Europa</strong></a> (neste caso, a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Pen%C3%ADnsula">península</a> de <strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Gal%C3%ADpoli">Galípoli</a></strong>) da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81sia"><strong>Ásia</strong></a>. A maior cidade próxima ao estreito é <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%87anakkale"><strong>Çanakkale</strong></a>, que tem seu nome, oriunda do seu famoso <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo">castelo</a> (<em>kale</em> significa &#8220;castelo&#8221;).</p>
<p>O estreito teve um papel importante ao longo da História (vide foto aérea acima). Por exemplo, a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_de_Troia"><strong>Guerra de Troia</strong></a> aconteceu no lado asiático do estreito. Além disso, os <strong>exércitos </strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A9rsia"><strong>persas</strong></a> do <strong>imperador </strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Xerxes_I"><strong>Xerxes I</strong></a>  e, mais tarde, o <strong>exército </strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Maced%C3%B3nia_(hist%C3%B3ria)"><strong>macedônio</strong></a> de<strong> </strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Alexandre,_o_Grande"><strong>Alexandre o Grande</strong></a>, atravessaram o estreito de Dardanelos em direções opostas, para invadir as terras uns dos outros.</p>
<p>Neste Estreito, em 450 a.C., o rei <strong>Xerxes da Pérsia</strong> construiu uma ponte feita de barcos para desembarcar suas tropas na Trácia e nessas águas, por volta de 400 a.C., ocorreram as batalhas finais da Guerra de Peloponeso.</p>
<p>Da cidade de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%87anakkale"><strong>Çanakkale</strong></a><strong>,</strong> também é possível avistar duas fortalezas: <strong>Kilitbahir</strong>, do lado Europeu e <strong>Çimenlik</strong>, do lado asiático junto ao porto de <strong>Çanakkale</strong>. Ambas foram construídas por <strong>Mehmet II</strong>, o Conquistador, nos preparativos para tomar Constantinopla em 1453.</p>
<p>Entretanto, o evento que mais marcou o <strong>Estreito de Dardanelos</strong> foi Guerra de <strong>Galípoli</strong>, durante a 1ª guerra mundial.</p>
<p>Tendo uma importância vital para a armada do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Otomano"><strong>Império Otomano</strong></a> para sua dominação no <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mediterr%C3%A2neo">Mediterrâneo</a> oriental, o estreito sofreu uma tentativa de invasão com inúmeras perdas humanas pelos aliados durante a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_Guerra_Mundial">Primeira Guerra Mundial</a>.</p>
<p>Esta disputa ficou marcada como uma das mais sangrentas da primeira Guerra Mundial, a qual ceifou a vida de soldados turcos e aliados (Austrália, Grã-Bretanha, França, Índia e Nova Zelândia).</p>
<p>De todos os países que lutaram em <strong>Galípoli</strong>, os australianos foram o que obtiveram maior prejuízo, pois perderam praticamente uma geração nesta Guerra. Por esta razão, em 1973, foi criado nas proximidades de <strong>Çanakkale</strong> o <strong>Parque Nacional Histórico de</strong> <strong>Galípoli.</strong></p>
<p>Todos os anos são celebradas missas e homenagens nos cemitérios e memoriais criados na região. Anualmente, milhares de australianos vem a <strong>Çanakkale</strong> para homenagear seus soldados australianos que aqui perderam suas vidas. A <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Campanha_de_Gal%C3%ADpoli">Campanha de <strong>Galípoli</strong></a>, com vitória para os otomanos e derrota para os aliados, quase custou a carreira de Winston Churchill.</p>
<h2>A batalha de Helesponto</h2>
<h4><strong><span style="color: #000000;">Batalha do Helesponto</span> é a designação de dois combates navais consecutivos travados em julho de 324 entre a frota do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Imperador_romano">imperador romano</a> <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Constantino,_o_Grande">Constantino, o Grande</a> , liderada por seu <a href="https://pt.wiktionary.org/wiki/primog%C3%AAnito">primogênito</a> <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Crispo">Crispo</a>, e uma frota maior, sob o almirante do imperador <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Lic%C3%ADnio">Licínio</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Abanto_(comandante)">Abanto</a>.</strong></h4>
<p><strong>Crispo</strong>, apesar de possuir menos navios, logrou usar a estreita topografia do Helesponto a seu favor, conseguindo afundar muitos navios da frota desordenada de <strong>Abanto.</strong> Este reorganizou seus efetivos e no dia seguinte travou novo confronto contra a frota de <strong>Constantino</strong>, porém uma tempestade arrasou grande parte de seus navios, levando <strong>Crispo</strong> a uma vitória esmagadora.</p>
<p>Essa vitória possibilitou a <strong>Constantino</strong> prosseguir em seu <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cerco_de_Biz%C3%A2ncio_(324)">cerco</a> em curso à cidade de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Biz%C3%A2ncio"><strong>Bizâncio</strong></a> (atual <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Istambul"><strong>Istambul</strong></a>, na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Turquia">Turquia</a>), no <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%B3sforo">Bósforo</a>.</p>
<p>Diante da forte pressão, e com sua frota perdida,<strong> Licínio</strong> viu-se obrigado a fugir através do estreito em direção à<strong> </strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Anat%C3%B3lia"><strong>Anatólia</strong></a> (região centro/leste da <strong>Turquia</strong>), onde reagrupou seus soldados remanescentes em sua última tentativa de parar seu rival.</p>
<p>Ele seria derrotado decisivamente na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_Cris%C3%B3polis"><strong>Batalha de Crisópolis</strong></a>, que poria fim às <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerras_Civis_da_Tetrarquia">Guerras Civis da Tetrarquia</a> e estabeleceria <strong>Constantino</strong> como único governante romano.</p>
<h2>O Contexto</h2>
<p>Constantino havia derrotado Licínio numa <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_Guerra_Civil_de_Constantino_e_Lic%C3%ADnio">guerra anterior</a> oito anos antes tendo conquistado toda a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Pen%C3%ADnsula_Balc%C3%A2nica"><strong>península Balcânica</strong></a>, com exceção da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Diocese_da_Tr%C3%A1cia">Trácia</a>. Foi estabelecido um acordo de paz rapidamente, o qual colocou <strong>Constantino </strong>em uma posição superior à de <strong>Licínio</strong>, mas as relações entre os dois continuaram instáveis.</p>
<p>Já em 323, <strong>Constantino</strong> estava pronto para reiniciar o conflito e, quando seu exército, que estava perseguindo um bando invasor de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Visigodos">visigodos</a> (ou de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A1rmatas">sármatas</a>), atravessou a fronteira do território de <strong>Licínio</strong>, um oportuno <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Casus_belli"><em>casus belli</em></a> se fez presente.</p>
<p>A reação de <strong>Licínio</strong> à invasão foi totalmente hostil, o que incitou <strong>Constantino</strong> a continuar na ofensiva. Ele invadiu a <strong>Trácia</strong> com toda sua força e, apesar de sua força ser menor que a de Licínio, estava repleta de veteranos de muitas batalhas. Além disso, como ele agora tinha acesso aos melhores recrutas do império.</p>
<p>Após sua derrota na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_Adrian%C3%B3polis_(324)"><strong>Batalha de Adrianópolis</strong></a>, <strong>Licínio</strong> e seu exército principal recuaram para a cidade de Bizâncio. Ali deixou uma forte guarnição e cruzou o <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%B3sforo">Bósforo</a> com a maior parte de suas tropas.</p>
<p>Para manter sua força em <strong>Bizâncio</strong> e para assegurar sua linha de comunicação entre a capital e seu exército na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81sia_Menor"><strong>Ásia Menor</strong></a>, se tornou imperativo para Licínio manter o controle dos estreitos que separavam a Trácia da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Bit%C3%ADnia">Bitínia</a> (Bósforo) e da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%ADsia">Mísia</a> (<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Helesponto">Helesponto</a>).</p>
<p>Se quisesse cruzar para a Ásia para destruir a resistência de <strong>Licínio Constantino</strong>, teria também que conquistar o controle marítimo dos estreitos. O exército principal de Licínio estava no Bósforo para vigiá-lo enquanto o grosso de sua marinha se deslocou para cobrir o estreito do Helesponto.</p>
<h2>A Batalha</h2>
<p>Enquanto <strong>Constantino </strong>estava liderando o <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cerco_de_Biz%C3%A2ncio_(324)">cerco a<strong> Bizâncio</strong></a>, <strong>Crispo</strong> recebeu ordens para liderar a frota em direção ao <strong>Helesponto</strong> (<strong>atual </strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Dardanelos"><strong>Dardanelos</strong></a>), onde bloquearia o inimigo.</p>
<p>Ele decidiu entrar no estreito com apenas 80 de seus navios, enquanto o almirante de <strong>Licínio</strong>, <strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Abanto_(comandante)">Abanto</a></strong> comandou 200 navios, com clara intensão de cercar a frota inimiga.</p>
<p>A opção de <strong>Abanto</strong>, contudo, provar-se-ia errada, com o tamanho de sua frota mais atrapalhando do que ajudando no apertado estreito. <strong>Crispo </strong>conseguiu utilizar seus esquadrões mais compactos para sobrepujar a desengonçada armada adversária, afundando muitos dos navios de <strong>Licínio.</strong></p>
<p>A batalha terminou ao anoitecer e<strong> Abanto</strong> teve de recuar para a ponta leste do Helesponto para reagrupar sua frota. <strong>Crispo,</strong> por sua vez, aumentou sua frota com reforços vindos do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mar_Egeu">mar Egeu</a> e as duas frotas se reencontraram no dia seguinte.</p>
<p>Este segundo combate se deu perto de <strong>Calípolis</strong> e, para sorte de <strong>Crispo,</strong> uma tempestade arruinou muitos dos navios de <strong>Licínio</strong> que estavam ainda ancorados na costa; segundo <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Z%C3%B3simo">Zósimo</a>, a tempestade teria provocado a destruição de 130 navios e a perda de 5 000 homens.</p>
<p>A nau de<strong> Abanto</strong> afundou e ele só conseguiu se salvar nadando até a costa. O resultado foi que toda frota de <strong>Licínio</strong>, com exceção de quatro navios, foi destruída, afundada ou capturada, uma vitória contundente de <strong>Constantino</strong>.</p>
<h2>Resultados</h2>
<p><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Soldo_(moeda)">Soldo</a> de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Crispo"><strong>Crispo</strong></a><strong> </strong>emitido para celebrar a vitória de <strong>Constantino</strong> sobre os <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Godos">godos</a> em 323.</p>
<p>A vitória de <strong>Crispo</strong> possibilitou que Constantino recebesse os recursos necessários para continuar seu cerco a Bizâncio.</p>
<p>Com este novo revés, <strong>Licínio</strong> ordenou que seus soldados atravessassem para a Ásia, onde pretendia reagrupá-los.</p>
<p>A vitória naval permitiu que <strong>Constantino</strong> transportasse seu exército para a Ásia Menor,  onde finalmente derrotou <strong>Licínio</strong> na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_Cris%C3%B3polis">Batalha de Crisópolis</a>, próximo da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Calced%C3%B4nia_(cidade)">Calcedônia</a>, a última batalha da guerra civil entre ambos.</p>
<p>Bizâncio e Calcedônia capitularam e <strong>Licínio</strong> rendeu-se, o que garantiu a <strong>Constantino</strong> o controle único do<strong> </strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Romano"><strong>Império Romano</strong></a>.</p>
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		<title>O retrato que impediu uma guerra</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Sep 2020 23:42:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um dos mais importantes acontecimentos da história, a tomada de Constantinopla pelo império Otomano representou o auge de uma revolucionária expansão territorial sem precedentes que varreu o ocidente no ano de 1453. Em questão de meses o jovem sultão Mehmet II (ou Maomé II, em português) passou a ser conhecido como Mehmet, o Conquistador, tornando-se então o homem mais poderoso do mundo. A expansão do império Otomano de Mehmet II não só significou o fim da chamada Era das Trevas, como também uma grande ameaça para Veneza, então...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-878" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Sultão-Mehemet-II-218x300.jpg" alt="" width="218" height="300" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Sultão-Mehemet-II-218x300.jpg 218w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Sultão-Mehemet-II.jpg 628w" sizes="(max-width: 218px) 100vw, 218px" /></p>
<p>Um dos mais importantes acontecimentos da história, a tomada de Constantinopla pelo império Otomano representou o auge de uma revolucionária expansão territorial sem precedentes que varreu o ocidente no ano de 1453. Em questão de meses o jovem sultão Mehmet II (ou Maomé II, em português) passou a ser conhecido como Mehmet, o Conquistador, tornando-se então o homem mais poderoso do mundo. A expansão do império Otomano de Mehmet II não só significou o fim da chamada Era das Trevas, como também uma grande ameaça para Veneza, então uma cidade-estado estrategicamente localizada na rota para a Ásia e a África. A pulsante e próspera vida cultural e mercantil parecia ameaçada pelo poderio do Conquistador.</p>
<p>Depois de conseguir resistir por mais de duas décadas, em 1479, Veneza, com um exército e uma população muito menores que os Otomanos, viu-se na situação de ter de aceitar o acordo de paz oferecido por Mehmet II. Para tal, além de tesouros e territórios, o sultão exigiu dos venezianos algo inusitado: que o melhor pintor da região viajasse a Istambul, então capital do império, para realizar um retrato seu. O escolhido pelo senado de Veneza foi Gentile Bellini.<em>               </em></p>
<p><em>         <img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-913" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Gentile-Bellini-300x146.jpg" alt="" width="300" height="146" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Gentile-Bellini-300x146.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Gentile-Bellini-1024x498.jpg 1024w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Gentile-Bellini-768x373.jpg 768w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Gentile-Bellini-1536x747.jpg 1536w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Gentile-Bellini-2048x996.jpg 2048w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Gentile-Bellini-700x340.jpg 700w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" />  Auto retrato de Bellini                 </em></p>
<p>A viagem de Bellini, pintor oficial e mais aclamado artista de Veneza à época, durou dois anos, e acabou por se tornar um dos mais importantes catalisadores da influência oriental sobre as artes européias de então e uma abertura fundamental para a presença da cultura oriental no ocidente até hoje. Mais do que isso, porém, ajudou a impedir que os Otomanos tomassem Veneza.</p>
<p>Bellini pintou diversos quadros durante a estadia em Istambul, mas o principal deles realmente foi <em>O Sultão Mehmet II</em>, retrato do Conquistador, hoje exposto na National Gallery de Londres .</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-878" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Sultão-Mehemet-II-218x300.jpg" alt="" width="218" height="300" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Sultão-Mehemet-II-218x300.jpg 218w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Sultão-Mehemet-II.jpg 628w" sizes="(max-width: 218px) 100vw, 218px" /><em> </em><em>O retrato do sultão pintado por Bellini</em></p>
<p>Trata-se, de toda forma, de um dos únicos retratos contemporâneos do homem mais poderoso do mundo de então e de um verdadeiro documento da mistura entre cultura oriental e ocidental. Mehmet viria a falecer meses depois da volta do pintor a Veneza, e seu filho, Bayezid II, ao assumir o trono, viria a desprezar o trabalho de Bellini que, no entanto, permanece na história como um marco incontestável.</p>
<p>Até hoje arte é utilizada como afirmação cultural de um povo, mas no caso de Bellini, no entanto, ela foi uma força capaz de impedir uma guerra e mudar o mundo em suas relações.</p>
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		<title>Os Sultões Otomanos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[imperiootamano]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2020 20:44:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cada sultão otomano era considerado como o “Guerreiro da Fé, Guardião das Relíquias Sagradas, Protetor da Peregrinação e Servidor das Duas Cidades Sagradas”. Os otomanos seguiam a escola hanafi da lei sunita, a mais tolerante e flexível em relação aos não-muçulmanos. Seus soberanos casavam-se com princesas sérvias e gregas, o que significou que vários sultões otomanos tiveram mães cristãs e seus principais conselheiros e generais eram muitas vezes conversos recrutados do serviço público bizantino. (Mazower, 2007: 169, 135)</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Cada sultão otomano era considerado como o “Guerreiro da Fé, Guardião das Relíquias Sagradas, Protetor da Peregrinação e Servidor das Duas Cidades Sagradas”. Os otomanos seguiam a escola <em>hanafi</em> da lei sunita, a mais tolerante e flexível em relação aos não-muçulmanos. Seus soberanos casavam-se com princesas sérvias e gregas, o que significou que vários sultões otomanos tiveram mães cristãs e seus principais conselheiros e generais eram muitas vezes conversos recrutados do serviço público bizantino. (Mazower, 2007: 169, 135)<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-878" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Sultão-Mehemet-II-218x300.jpg" alt="" width="218" height="300" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Sultão-Mehemet-II-218x300.jpg 218w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Sultão-Mehemet-II.jpg 628w" sizes="auto, (max-width: 218px) 100vw, 218px" /><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-879" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Sultão-Murad.jpg" alt="" width="213" height="237" /><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-880" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Sultão-Abdulaziz.jpg" alt="" width="183" height="276" /></p>
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		<title>D. PEDRO II e o sultão otomano</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2020 20:40:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Sobre os eventuais contatos entre o Brasil e o Império Otomano, e mais especificamente das viagens de D. PEDRO II a províncias otomanas na década de 1870, existem duas obras baseadas nos diários do imperador: “D. Pedro II na Terra Santa”, de Reuven Faingold, e “Brasil-Líbano: amizade que desafia fronteiras”, de Roberto Khatlab. Ambos tratam do conhecido interesse do imperador pelas línguas orientais e centram-se em suas viagens à região. De suas visitas a terras otomanas, ficariam, além de imenso acervo de fotografias e obras impressas hoje na...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre os eventuais contatos entre o Brasil e o Império Otomano, e mais especificamente das viagens de D. PEDRO II a províncias otomanas na década de 1870, existem duas obras baseadas nos diários do imperador: <strong>“D. Pedro II na Terra Santa</strong>”, de Reuven Faingold, e “Brasil-Líbano: amizade que desafia fronteiras”, de Roberto Khatlab. Ambos tratam do conhecido interesse do imperador pelas línguas orientais e centram-se em suas viagens à região.</p>
<p>De suas visitas a terras otomanas, ficariam, além de imenso acervo de fotografias e obras impressas hoje na biblioteca nacional, basicamente a troca de correspondência protocolar com o “muito caro e perfeito amigo” o sultão ABDUL HAMID II, comunicando de seu retorno seguro ao Brasil, do nascimento de netos ou de nova viagem ao exterior, deixando a princesa Isabel como regente.</p>
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		<title>O sultão otomano e a escrava cristã que se tornou sultana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[imperiootamano]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jan 2020 15:26:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Hurrem Sultan muitas vezes chamada Roxelana, era a favorita (após Mahidevran Sultan ) e mais tarde a consorte chefe e esposa legal do sultão otomano Solimão, o Magnífico . Ela tornou-se uma das mulheres mais poderosas e influentes na história otomana e uma figura proeminente e controversa durante a era conhecida como o Sultanato de Mulheres . Ela alcançou o poder e influenciou a política do Império Otomano através de seu marido e desempenhou um papel ativo nos assuntos de Estado do Império. Origens O nome de nascimento de Hurrem é desconhecida. Ela pode ter sido tanto Anastasia , ou Aleksandra Lisowska . Entre...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Hurrem Sultan</strong> muitas vezes chamada <strong>Roxelana</strong>, era a favorita <span style="color: #000000;">(após <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Mahidevran_Sultan">Mahidevran Sultan</a> ) e mais tarde a consorte chefe e esposa legal do <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/List_of_sultans_of_the_Ottoman_Empire">sultão otomano </a><a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/S%C3%BCleyman_the_Magnificent">Solimão, o Magnífico</a> . Ela tornou-se uma das mulheres mais poderosas e influentes na <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Ottoman_history">história otomana</a> e uma figura proeminente e controversa durante a era conhecida como o <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Sultanate_of_Women">Sultanato de Mulheres</a> . Ela alcançou o poder e influenciou a política do Império Otomano através de seu marido e desempenhou um papel ativo nos assuntos de Estado do Império.</span></p>
<h2><span style="color: #000000;">Origens</span></h2>
<p><span style="color: #000000;">O nome de nascimento de Hurrem é desconhecida. Ela pode ter sido tanto <em>Anastasia</em> , ou <em>Aleksandra Lisowska</em> . Entre os otomanos, ela era conhecida principalmente como Haseki Hurrem Sultan ou Hurrem <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Haseki_Sultan">Haseki Sultan</a> . <em>Hurrem</em> ou <em>Khorram</em> ( <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Persian_language">persa</a> : <a style="color: #000000;" href="https://en.wiktionary.org/wiki/%D8%AE%D8%B1%D9%85#Persian">خرم</a> ) significa &#8220;o alegre&#8221; em persa.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Fontes indicam que Hurrem Sultan era originalmente de <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Ruthenia">Ruthenia</a> , que era então parte do <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Kingdom_of_Poland_(1385%E2%80%931569)">Reino da Polônia</a>. De acordo com o poeta polonês <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Samuel_Twardowski">Samuel Twardowski</a> (falecido em 1661), que pesquisou o assunto na Turquia, Hurrem aparentemente nasceu de um pai que era um <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Orthodox_priest">sacerdote ortodoxo</a> .</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Na década de 1520, <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Crimean_Tatars">tártaros da Criméia</a> a capturaram durante uma de suas <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Crimean%E2%80%93Nogai_raids_into_East_Slavic_lands">freqüentes incursões em Ruthenia</a> . Os tártaros podem ter primeiro a levado à <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Crimea">Crimeia</a>, cidade de <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Feodosiya">Kaffa</a> , um importante centro do <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Slavery_in_the_Ottoman_Empire">comércio de escravos</a> , antes que ela fosse levada para Istambul. Em Istambul, <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Valide_Sultan">Valide Sultan </a><a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Hafsa_Sultan_(wife_of_Selim_I)">Hasfa Sultan</a>  (mãe do Sultão) selecionou Hurrem como um presente para seu filho, Sultan Süleyman. Hurrem viria a ser mais tarde a <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Haseki_Sultan">Haseki Sultan</a> ou &#8220;concubina favorita&#8221; do <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Ottoman_imperial_harem">harém imperial otomano</a> . </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Roxelana, chamada Hurrem Sultan, provavelmente entrou no harém cerca de quinze anos de idade. Ela logo se tornou a consorte mais proeminente de Süleyman ao lado <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Mahidevran">Mahidevran</a> (também conhecido como Gülbahar). Enquanto as datas exatas para os nascimentos dos seus filhos não são fixaadas, há consenso acadêmico que os nascimentos de seus cinco filhos &#8211; <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/%C5%9Eehzade_Mehmed">Şehzade Mehmed</a> , <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Mihrimah_Sultan">Mihrimah Sultan</a> , <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/%C5%9Eehzade_Abdullah">Şehzade Abdullah</a> , <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Sultan_Selim_II">Sultan Selim II</a> e <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/%C5%9Eehzade_Bayezid">Şehzade Bayezid</a>,  ocorreram rapidamente ao longo dos próximos quatro a cinco anos. O último filho de Hurrem, <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/%C5%9Eehzade_Cihangir">Şehzade Cihangir</a> nasceu com uma corcunda, mas por esse tempo Hurrem já dera filhos saudáveis o suficiente para garantir o futuro da <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Ottoman_dynasty">dinastia otomana</a> .</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Seu espírito alegre e de temperamento brincalhão lhe rendeu um novo nome, Hurrem, do persa <em>Khorram</em> , &#8220;o alegre&#8221;. No Istambul <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Harem">harém</a> , Hurrem se tornou uma rival para Mahidevran e sua influência sobre o Sultan logo se tornou lendária. Hurrem foi autorizada a dar à luz a mais de um filho, o que era uma violação flagrante do princípio do harém &#8220;um concubina mãe &#8211; um filho&#8221;, que foi projetado para evitar tanto a influência da mãe sobre o sultão e os feudos de sangue irmãos para o trono.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Hurrem deu à luz seu primeiro filho <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/%C5%9Eehzade_Mehmed">Mehmed</a> em 1521 (morreu em 1543) e a mais  quatro filhos, destruindo o status da Mahidevran como a mãe do único filho do sultão. Como resultado da rivalidade amarga, uma briga entre as duas mulheres eclodiu, com Mahidevran batendo em Hurrem, o que irritou Süleyman.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Em 1533 ou 1534 (a data exata é desconhecida), Süleyman casou-se com Hurrem, em uma cerimônia formal magnífica, violando o antigo costume da casa imperial Otomana, segundo a qual sultões não deviam casar com suas concubinas.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Nunca antes uma ex-escrava imperial tinha sido elevada ao status de cônjuge legal do sultão, para grande espanto dos observadores no palácio e da cidade. Hurrem também recebeu o título <em><a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Haseki_sultan">Haseki Sultan</a></em> e tornou-se a primeira consorte para manter este título. Este título, usado por um século, reflete o grande poder de consortes imperiais (a maioria deles eram ex-escravos) na corte otomana, elevando seu status mais elevado do que princesas otomanas, e tornando-as iguais as imperatrizes na Europa.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Neste caso, Süleyman não só quebrou o velho costume, mas criou nova tradição para as futuros Sultões Otomanos para se casar em uma cerimônia formal e fazer suas consortes terem influência significativa, especialmente em matéria de sucessões.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Seu casamento teve consequências subsequentes, incluindo a criação de uma crença geral de que por este casamento, o sultão tinha limitado a sua autonomia e que tinha sido dominado e controlado por sua esposa.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Mais tarde, Hurrem tornou-se a primeira mulher a permanecer na corte do sultão para a duração da sua vida. Na tradição da família imperial otomano, a consorte de um sultão devia permanecer no harém só até seu filho atingiu a maioridade (em torno de 16 ou 17). Depois ele seria enviado de distância da capital para governar uma província distante e sua mãe o seguiria.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Esta tradição foi chamada de <em><a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Sanjak-bey">Sanjak Beyliği</a> . </em>Os consortes iam para nunca mais voltar a Istambul, a menos que seus filhos tivessem sucedido ao trono. Em desafio deste antigo costume, Hurrem ficou para trás no harém com seu filho corcunda Cihangir, mesmo depois de seus outros três filhos terem ido para governar províncias remotas do império.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Além disso, além de permanecer em Istambul, ela também saiu do harém localizado no Palácio Velho ( <em>Eski Saray</em> ) e permanentemente se mudou para o <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Topkap%C4%B1_Palace">Palácio Topkapi</a> após um incêndio que destruiu o antigo harém. Algumas fontes dizem que ela se mudou para Topkapi, não por causa do fogo, mas como resultado de seu casamento com Süleyman.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Sob seu pseudônimo, Muhibbi, Sultan Süleyman compôs este poema para Hurrem Sultan:</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Trono de meu nicho solitário, a minha riqueza, meu amor, meu luar.<br />
O meu mais sincero amigo, meu confidente, minha própria existência, meu Sultan, meu primeiro e único amor.<br />
A mais bela entre as belas &#8230;<br />
Meu primavera, o meu feliz enfrentou amor, meu dia, minha querida, rindo folha &#8230;<br />
Meus plantas, minha doce, minha rosa, a única que não faz angústia me neste mundo &#8230;<br />
meu Istambul, minha Caraman, a terra da minha Anatolia<br />
My Badakhshan, meu Bagdá e Khorasan<br />
minha mulher do cabelo bonito, meu amor da testa inclinada, meu amor dos olhos cheios de malícia &#8230;<br />
Eu vou cantar seus elogios sempre<br />
eu, amante do coração atormentado, Muhibbi dos olhos cheios de lágrimas, estou feliz</em><em>.&#8221;</em></span></p>
<h2><span style="color: #000000;">A influência de Roxelana</span></h2>
<p><span style="color: #000000;">Hurrem tornou-se parceira da Süleyman não só na casa do sultão, mas também em assuntos de Estado. Graças a sua inteligência, ela atuou como consultor-chefe de Süleyman sobre assuntos de estado e parece ter tido uma influência sobre política externa e política internacional. Ela freqüentemente o acompanhava como um conselheiro político. A influência de Hurrem em Süleyman foi tão significativa que circularam rumores em torno da corte otomana que o sultão tinha sido enfeitiçado.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Sua influência com Süleyman fez dela uma das mulheres mais poderosas na história otomana e no mundo naquele tempo. Mesmo como um consorte, seu poder era comparável com a mulher mais poderosa do Harem imperial, que, pela tradição, era a mãe do Sultão (<a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Valide_sultan"><em>Valide Sultan</em></a>).</span></p>
<p><span style="color: #000000;">A influência de Hurrem nos assuntos do Estado não só fez dela uma das mulheres mais influentes, mas também uma figura controversa na história otomana, especialmente em sua rivalidade com Mahidevran e seu filho Mustafa, <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Pargal%C4%B1_Ibrahim_Pasha">Pargalı Ibrahim Pasha</a> , e <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Kara_Ahmed_Pasha">Kara Ahmed Pasha</a> .</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Hurrem e Mahidevran dera Süleyman seis <em><a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/%C5%9Eehzade">şehzades</a></em> (príncipes otomanos), quatro dos quais sobreviveram passado década de 1550: Mustafa, Selim, Bayezid e Cihangir. Destes, o filho de Mahidevran Mustafa era o mais velho e precedido filhos de Hurrem na ordem de sucessão.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Tradicionalmente, quando um novo sultão subia ao poder, todos os seus <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Fratricide#Ottoman_Empire">irmãos eram mortos</a> , a fim de assegurar a estabilidade do império. Esta prática é chamada <em>Kardeş katliamı</em> .</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/%C5%9Eehzade_Mustafa">Mustafa</a> foi apoiado por <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Pargal%C4%B1_Ibrahim_Pasha">Ibrahim Pasha</a> , que se tornou de Süleyman grão-vizir em 1523. Hurrem foi normalmente acusada, pelo menos em parte, de responsável pelas intrigas para nomear um sucessor. Embora sendo a esposa de Süleyman, ela não exerceu nenhum papel público oficial. Isso não impediu, porém, Hurrem de empunhar poderosa influência política. Desde o império não tinha, até o reinado de <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Ahmed_I">Ahmed I</a> (1603-1617), sucessões geralmente envolveram a morte de príncipes concorrentes, a fim de evitar distúrbios civis e rebeliões. Na tentativa de evitar a execução de seus filhos, Hurrem usou sua influência para eliminar aqueles que apoiaram a adesão da Mustafa ao trono.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Um comandante qualificado de <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Military_of_the_Ottoman_Empire">exército de Süleyman</a>, Ibrahim, eventualmente, caiu em desgraça depois de uma imprudência cometida durante uma campanha contra o persa <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Safavid">safávida</a> império durante a <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Ottoman%E2%80%93Safavid_War_(1532%E2%80%9355)">Guerra Otomano-Safavida (1532-1555)</a>, quando ele concedeu-se um título incluindo a palavra &#8221; <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Sultan">Sultan</a> &#8220;.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Outro conflito ocorreu quando Ibrahim e seu ex-mentor, <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/%C4%B0skender_%C3%87elebi">İskender Çelebi</a> , entraram em confronto repetidamente pela liderança militar e posições durante a guerra contra os Safavidas. Estes incidentes lançaram uma série de eventos que culminaram em sua execução em 1536 por ordem de Süleyman. Acredita-se que a influência de Hurrem contribuiu para a decisão de Süleyman.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Muitos anos mais tarde, no final do longo reinado de Süleyman, a rivalidade entre seus filhos tornou-se evidente. Mustafa foi mais tarde acusado de causar agitação. Durante a campanha contra <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Safavid_Persia">Safavida Pérsia</a> em 1553, por causa do medo de rebelião, Süleyman ordenou a execução de Mustafa.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">De acordo com uma fonte que ele foi executado nesse mesmo ano sob a acusação de planejamento para destronar seu pai; sua culpa pela traição da qual ele foi acusado permanece não comprovada nem refutada. Após a morte de Mustafa, Mahidevran perdeu seu status no palácio (como a mãe do herdeiro aparente) e se mudou para <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Bursa">Bursa</a> . Ela não passou seus últimos anos na pobreza, pois seu enteado, <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Selim_II">Selim II</a>, o novo sultão após 1566, lhe concedeu  um salário generoso.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Sua reabilitação foi possível após a morte de Hurrem em 1558. Cihangir, filho mais novo de Hurrem, supostamente morreu de desgosto de alguns meses após a notícia do assassinato de seu meio-irmão.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Embora as histórias sobre o papel da Hurrem em execuções de Ibrahim, Mustafa, e Kara Ahmed sejam muito populares, na verdade, nenhuma delas são baseadas em fontes de primeira mão.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Todas as outras representações de Hurrem, começando com comentários de historiadores otomanos do século XVII XVI e, assim como por diplomatas europeus, observadores e viajantes, são altamente derivado e de natureza especulativa. Porque nenhuma dessas pessoas, nem os otomanos nem visitantes estrangeiros, foram permitidas dentro do círculo interior do harém imperial, que era cercado por paredes múltiplas.Grande parte se baseou no testemunho dos servos, cortesãos ou nas fofocas populares que circulavam em torno de Istambul.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Mesmo os relatórios dos embaixadores venezianos ( <em>Baili</em> ) na corte de Süleyman, a mais extensa e objetiva fonte ocidental em primeira mão sobre Hurrem até à data, foram muitas vezes cheios de próprias interpretações dos rumores dos autores.</span></p>
<h3><span style="color: #000000;">Política estrangeira e assuntos de estado</span></h3>
<p><span style="color: #000000;">Hurrem atuou como assessor de Süleyman sobre assuntos de estado, e parece ter tido uma influência sobre <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Foreign_policy">a política externa</a> e na <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/International_politics">política internacional</a> . Duas de suas cartas ao Rei <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Sigismund_II_Augustus">Sigismundo II Augusto</a> da Polônia (reinou 1548-1572) sobreviveram, e durante a sua vida, o Império Otomano geralmente tinham relações pacíficas com o Estado polonês dentro de uma <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Polish%E2%80%93Ottoman_alliance">aliança polaco-otomana</a> .</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Em sua primeiro curta carta a Sigismund II, Hurrem expressa sua maior alegria e felicitações ao novo rei por ocasião de sua ascensão ao trono polonês após a morte de seu pai Sigismundo I em 1548. Em sua segunda carta a Sigismundo, escrita em resposta à sua carta, Hurrem expressa em termos superlativos sua alegria ao ouvir que o rei está de boa saúde e que ele envia garantias de sua simpatia sincera e apego ao Sultan Süleyman, o Magnífico.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Além de suas preocupações políticas, Hurrem esteve envolvida em várias das principais obras de edifícios públicos, de <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Mecca">Meca</a> a <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Jerusalem">Jerusalém</a>. Entre suas primeiras fundações foram uma <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Mosque">mesquita</a> , duas escolas corânicas ( <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Madrassa"><em>madrassas</em></a> ), uma fonte e um hospital perto de mercado de escravos das mulheres ( <em>Avret Pazary</em> ) em Istambul ( <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Haseki_Sultan_Complex">Haseki Sultan Complex</a> ).</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Foi o primeiro complexo construído em Istambul por <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Mimar_Sinan">Mimar Sinan</a> em sua nova posição como o arquiteto imperial chefe. O fato de ter sido o terceiro maior edifício na capital, após os complexos de Mehmed II (Fatih) e Süleyman (Süleymaniye Mesquita), atesta a grande status de Hurrem. Também construiu mesquitas em Adrianopolis e Ancara.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Ela encomendou um banho, (<a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Haseki_H%C3%BCrrem_Sultan_Hamam%C4%B1">banhos de Roxelana</a>) , para servir a comunidade de adoradores na proximidade da <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Hagia_Sophia">Hagia Sophia</a> . Em Jerusalém ela estabeleceu em 1552 o <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Haseki_Sultan_Imaret">Haseki Sultan Imaret</a> , uma cozinha de sopa pública para alimentar os pobres e os necessitados. Esta sopa foi dito ter alimentado pelo menos 500 pessoas, duas vezes por dia. Ela também construiu Imaret Haseki Hurrem, para fornecer sopa pública em Meca (Arábia Saudita).</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Alguns de seus <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Embroidery">bordados</a> , ou pelo menos feitos sob a sua supervisão, também sobreviveram, sendo exemplos o dado em 1547 para <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Tahmasp_I">Tahmasp I</a> ( <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Safavid_dynasty">xá do Irã</a>)  e o dado em 1549 para o rei Sigismundo II Augusto, da Polônia.</span></p>
<h2><span style="color: #000000;">Morte</span></h2>
<p><span style="color: #000000;">Hürrem morreu em 15 de abril 1558 e foi enterrada em um mausoléu abobadado ( <em><a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/T%C3%BCrbe">türbe</a></em> ) decorados em requintados <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Iznik">Iznik</a> azulejos retratando o jardim do paraíso, talvez em homenagem à sua natureza alegre. Sua mausoléu é adjacente ao Süleyman, na <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/S%C3%BCleymaniye_Mosque">Mesquita Süleymaniye</a>.</span></p>
<h2><span style="color: #000000;">Legado</span></h2>
<p><span style="color: #000000;">Hurrem <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Haseki_Sultan">Haseki Sultan</a> , ou Roxelana, é bem conhecido na Turquia moderna e no Ocidente, e é o assunto de muitos trabalhos artísticos. Em 1561, três anos após a morte de Hurrem, o autor francês <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Gabriel_Bounin">Gabriel Bounin</a> escreveu uma tragédia intitulado <em>La Soltane</em> . Esta tragédia marca a primeira vez que os otomanos foram introduzidos no palco na França. Ela tem inspirado pinturas, obras musicais (incluindo <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Joseph_Haydn">Joseph Haydn</a> &#8216;s <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Symphony_No._63_(Haydn)">Symphony No. 63</a> ), uma ópera de <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Halych_Raion#Prominent_people">Denys Sichynsky</a> , um ballet, jogos, e vários romances escritos principalmente em russo e ucraniano, mas também em Inglês, francês e alemão.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">No início moderna <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Spain">Espanha</a>, ela aparece ou é mencionado em obras de <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Francisco_de_Quevedo">Quevedo</a> e outros escritores, bem como em uma série de peças de <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Lope_de_Vega">Lope de Vega</a> . Em uma peça intitulada The Holy League, <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Titian">Ticiano</a> aparece no palco do Senado de Veneza, e afirmando que ele acaba de chegar de visitar o Sultan, mostra sua pintura de Sultana Rossa ou Roxelana.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Em 2007, <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Islam_in_Ukraine">os muçulmanos</a> em <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Mariupol">Mariupol</a>, uma cidade portuária na Ucrânia, abriram uma mesquita para honrar Roxelana.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Na minissérie 2003 TV, <em>Hürrem Sultan</em> , ela foi interpretada pela atriz turca e cantor <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/G%C3%BClben_Ergen">Gülben Ergen</a> . Na série 2011-2014 TV <em><a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Muhte%C5%9Fem_Y%C3%BCzy%C4%B1l">Muhteşem Yüzyıl</a></em> , Hurrem Sultan é retratada pela atriz turco-alemão <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Meryem_Uzerli">Meryem Uzerli</a> de uma estação para a terceira temporada e na última temporada das séries ela é retratada pela atriz turca <a style="color: #000000;" href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Vahide_Per%C3%A7in">Vahide Perçin</a> .</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-750" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Capa-Roxelana-e-Solimão-2-300x126.jpg" alt="" width="300" height="126" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Capa-Roxelana-e-Solimão-2-300x126.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Capa-Roxelana-e-Solimão-2-768x323.jpg 768w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Capa-Roxelana-e-Solimão-2-700x295.jpg 700w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Capa-Roxelana-e-Solimão-2.jpg 955w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>O Canhão Otomano</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jan 2020 17:08:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No século XV, época em que a artilharia era ainda incipiente, o canhão tornou-se numa das armas mais temíveis do império otomano. Com efeito, a tomada de Constantinopla pelos Turcos em 1453 apenas foi possível graças ao uso intenso de canhões que destruíram as suas inexpugnáveis muralhas. Mas os turcos otomanos não possuíam tradições no uso de artilharia e, se não fosse um irônico episódio, aparentemente insignificante, talvez a História tivesse seguido outro rumo&#8230; O canhão que veio a ser conhecido como Bombarda Turca, Basílica, Canhão Real ou...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No século XV, época em que a artilharia era ainda incipiente, o canhão tornou-se numa das armas mais temíveis do império otomano.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-731" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Capa-O-Canhão-Otomano-300x160.jpg" alt="" width="461" height="246" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Capa-O-Canhão-Otomano-300x160.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Capa-O-Canhão-Otomano-768x410.jpg 768w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Capa-O-Canhão-Otomano-700x374.jpg 700w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Capa-O-Canhão-Otomano.jpg 953w" sizes="auto, (max-width: 461px) 100vw, 461px" /></p>
<p>Com efeito, a tomada de Constantinopla pelos Turcos em 1453 apenas foi possível graças ao uso intenso de canhões que destruíram as suas inexpugnáveis muralhas. Mas os turcos otomanos não possuíam tradições no uso de artilharia e, se não fosse um irônico episódio, aparentemente insignificante, talvez a História tivesse seguido outro rumo&#8230;</p>
<p>O canhão que veio a ser conhecido como Bombarda Turca, Basílica, Canhão Real ou Canhão de Mehmed foi na verdade trazido da Hungria. O seu inventor, um engenheiro de nome Orban, apresentou-o ao sultão Mehmed II após uma tentativa falhada junto do então imperador do Império Bizantino, Constantino XI, que a recusou. É esta a grande ironia da História.</p>
<p>Ao invés do seu adversário, o sultão viu naquele engenho grandes potencialidades e dispôs-se a financiar a construção de um protótipo. Deve dizer-se que o projeto era extremamente complexo e oneroso. Terá sido este último aspecto, aliás, que desinteressou Constantino. Durante meses, na cidade de Edirne, um exército de operários trabalhou sob a orientação de Orban, consumindo quantidades enormes de bronze e de outras matérias primas necessárias à fundição das duas peças que compunham o canhão. Quando ficou pronto, o sultão pôde enfim contemplar o enorme monstro que tinha encomendado&#8230;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-733" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Post-O-Canhão-Otomano-300x125.jpg" alt="" width="598" height="249" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Post-O-Canhão-Otomano-300x125.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Post-O-Canhão-Otomano.jpg 400w" sizes="auto, (max-width: 598px) 100vw, 598px" /></p>
<p>Ligadas, as duas peças formavam um tubo cilíndrico com 5,20 de comprimento &#8211; uma dimensão colossal para a época! O conjunto pesava cerca de 19 toneladas e possuía um calibre de 75 cm (o que quer dizer que podia projetar bolas de pedra com este diâmetro) pesando cerca de 600 Kg, a uma distância superior a 2 Km. Era necessário testá-lo e, primeiro, conseguir tirá-lo dali.</p>
<p>Com a ajuda de 60 bois e 400 homens, dos quais metade prepararam um piso capaz de suportar tamanho peso, o canhão foi deslocado até um local de testes. Aí, foi carregado com pólvora e uma enorme esfera de pedra que foi projetada a mais de 1500 metros e se enterrou no solo quase 2 metros! Pouco preciso, mas de efeito devastador. Vários destes canhões foram então preparados e colocados em frente às muralhas de Constantinopla. Bastaram algumas horas de fogo para que as defesas fossem literalmente desbaratadas e as tropas otomanas tomassem a mítica capital do Império bizantino.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Referências </strong></p>
<ol>
<li>1453 &#8211; A Guerra Santa Por Constantinopla e o Confronto entre o Islã e Ocidente (Crowley,Roger)</li>
<li>Civilização – Ocidente &amp; Oriente (Niall Ferguson – Ed. Critica)</li>
<li>Wikipedia</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
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