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	<title>Arquivos A Influência Otomana - Império Otomano</title>
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	<description>Império Otomano</description>
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		<title>A EMIGRAÇÃO LIBANESA NO PERÍODO OTOMANO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[imperiootamano]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Sep 2022 05:24:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A Influência Otomana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A vinda maciça de emigrantes árabes do Oriente Médio para as Américas, aí incluso o Brasil, significativo receptor de migrantes, iniciou-se a partir de 1880. Este processo ocorreu principalmente na área geográfica conhecida como BiladAL-Cham (territórios de Damasco) ou Suryia (Síria). O nome Síria era usado desde a idade média para designar o território que hoje corresponde ao Sudoeste da Turquia, Síria, Líbano, Israel, Palestina e Jordânia. Algumas subdivisões regionais tinham uma identidade geográfica, historia e cultural própria, como a Palestina (Filistin) e o Monte Líbano (Jab AL...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A vinda maciça de emigrantes árabes do Oriente Médio para as Américas, aí incluso o Brasil, significativo receptor de migrantes, iniciou-se a partir de 1880. </p>
<p>Este processo ocorreu principalmente na área geográfica conhecida como BiladAL-Cham (territórios de Damasco) ou Suryia (Síria). O nome Síria era usado desde a idade média para designar o território que hoje corresponde ao Sudoeste da Turquia, Síria, Líbano, Israel, Palestina e Jordânia. Algumas subdivisões regionais tinham uma identidade geográfica, historia e cultural própria, como a Palestina (Filistin) e o Monte Líbano (Jab AL Lubnan), embora também fossem vistas como parte integrante da Síria.</p>
<p>A emigração em massa verificada no Oriente Médio teve como principais causas, a interferência das potências européias no império otomano e as respectivas tensões sociais e violentos conflitos sectários e religiosos por ela desencadeados, o impacto econômico da crise da indústria da seda ao final do século XIX (a seda constituía 62% das exportações do Monte Líbano), a proteção européia às comunidades religiosas não muçulmanas sunitas, as vantagens fiscais e jurídicas que a proteção européia fornecia a determinadas comunidades e comerciantes cristãos, o que provocou grande ressentimento entre a população muçulmana, a dificuldade cada vez maior de incorporação dos árabes à administração otomana, a promulgação da lei que instituía a obrigatoriedade do serviço militar para as minorias (cristãos e judeus) e, por fim, a crise social e política provocada pela Primeira Guerra Mundial.</p>
<p>Diante de todos esses fatores e principalmente pela redução da renda proveniente da seda e da fragmentação da propriedade fundiária devido ao crescente número de herdeiros, os camponeses do Monte Líbano foram obrigados a buscar recursos financeiros para evitar o já visível declínio sócio econômico. No inicio, muitos migraram para as grandes cidades, como Damasco, Beirute e Alepo. Outros para o Egito. Porém, nenhum desses destinos oferecia a perspectiva de inserção econômica suficientemente dinâmica e atraente para sustentar a esperança de enriquecimento rápido que os emigrantes buscavam.</p>
<p>A América apareceu então como o destino principal desse fluxo migratório. </p>
<p>As apresentações oficiais dos países americanos como terras de oportunidades ilimitadas e de múltiplos recursos a serem explorados, ajudaram a criar o mito das “terras da promissão”. Na exposição do Centenário, em 1876 na Filadélfia (EUA), foi construído um pavilhão otomano e sabe-se que lá havia libaneses entre os visitantes, que se maravilharam com as novidades mostradas no pavilhão norte americano.</p>
<p>Outra contribuição importante foi dada por D. Pedro II, em sua viagem à Síria e ao Líbano em meados do século XIX, quando o monarca brasileiro apresentou a imagem de um país moderno e aberto aos imigrantes. Além disso, D. Pedro II fez doações a instituições educacionais libanesas e firmou, em 1858, junto ao Império Otomano, um “Acordo de Amizade, Comércio e Navegação”. Em 1887, foi aberto um consulado otomano no Rio de Janeiro.<br />
Abriram-se assim as portas da América para os imigrantes sírios libaneses.</p>
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		<title>MOHAMMED ALI: O PAXÁ OTOMANO do EGITO, SÍRIA e ARÁBIA (1769-1849)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[imperiootamano]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Sep 2022 04:58:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A Influência Otomana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mohammed Ali Paxá nasceu no ano 1182 da Hégira, correspondente ao ano 1769 da era Cristã. É digno de nota sabermos que, neste ano, também nasceu Napoleão Bonaparte. Da mesma forma que foram distintos pelo gênio militar, as personalidades destes líderes foram igualmente marcadas por uma ambição insaciável e uma atividade incansável. Uma educação precoce, a vantagem da ciência, e um campo de atuação mais proeminente, deram à história de um Napoleão Bonaparte, um brilho e sucesso que foram negados ao outro. Ainda assim, alguém que aprende a...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mohammed Ali Paxá nasceu no ano 1182 da Hégira, correspondente ao ano 1769 da era Cristã. É digno de nota sabermos que, neste ano, também nasceu Napoleão Bonaparte. Da mesma forma que foram distintos pelo gênio militar, as personalidades destes líderes foram igualmente marcadas por uma ambição insaciável e uma atividade incansável.</p>
<p>Uma educação precoce, a vantagem da ciência, e um campo de atuação mais proeminente, deram à história de um  Napoleão Bonaparte, um brilho e sucesso que foram negados ao outro. Ainda assim, alguém que aprende a ler e escrever aos quarenta e cinco anos, como foi o caso de Mohammed Ali, e de uma profissão modesta como vendedor de tabaco, e que ascende ao trono de um grande império, não pode ser um homem comum e por isso, pode ser comparado ao herói da França.</p>
<p>Com um exército disciplinado de 50.000 homens, uma frota de nove navios de guerra e uma receita de vinte milhões de dólares, considerava-se que ele possuía os meios para consolidar seu poder, estabelecer sua dinastia e manter sua independência de fato. Ele desejava alçar o Egito ao nível da Civilização Européia, superando a era augusta de El Mamun e Harun Rashid. O patrocínio que ele dava às artes e ciências; seu incentivo aos europeus de talento; suas editoras; as escolas politécnicas, técnicas, elementares e médicas. Suas fábricas e melhorias tambem são evidências ilustradas sobre sua administração civil.</p>
<p>O Paxá é normalmente chamado de Mehmet Ali, embora seu nome seja escrito como Mohammed Ali. A veneração Suprema pelo nome do seu Profeta proíbe que um Muçulmano profane o nome de Mohammed através do uso coloquial e assim é feita esta distinção ao se pronunciar seu nome. Ele também é chamado de Hajj Mohammed, ou peregrino, pois realizou a peregrinação à Meca, que é um dos cinco Pilares do Islam. Entre os inúmeros títulos notáveis atribuídos a ele por seus correligionários estão o de “quediva”, ou divino.</p>
<p>Mohammed Ali Paxá, nasceu em Cavala, uma pequena cidade portuária da Rumélia, na parte européia do Império Otomano. Este distrito é renomado no Oriente pelo seu tabaco aromático, que rivaliza com o de Laocidéia entre os fumantes do chibuque oriental. Cavala é distante, noventa milhas a leste de Salônica, a antiga Tessalônica.<br />
Ibrahim Agha, o pai de Mohammed Ali, era o chefe de polícia na cidade de Cavala. Quando seu pai faleceu, Mohammed Ali, sendo bastante jovem, foi levado para o serviço do Chorbaji, ou governador de Cavala.</p>
<p>Cedo, uma oportunidade se apresentou, apesar de Mohammed estar ligado à família do Chorbaji, pela qual ele obteve prudência, inteligência e bravura. Uma certa vila,  dentro da jurisdição de Cavala, se recusou a pagar suas contribuições usuais. </p>
<p>O Chorbaji estava indeciso em relação às medidas mais eficientes para adotar na ocasião, e Mohammed Ali prontamente ofereceu seus serviços. Eles foram aceitos, e um corpo de homens armados foi designado para acompanhá-lo. Ele foi até a vila, e no horário da oração, quando a mesma foi anunciada pelo “muezzin”, foi para a mesquita realizar suas devoções. Depois de orar, ele pediu que fosse comunicado aos quatro líderes Muçulmanos da vila, que o aguardassem, sob o pretexto de negócios importantes. Estas pessoas, sem suspeitar de nada, foram até a mesquita. Mohammed Ali imediatamente ordenou a seus homens para prender estes chefes da vila, que foram conduzidos à Cavala entre as ameaças dos habitantes.</p>
<p>Este ato de bravura resultou no pagamento das contribuições pelos refratários habitantes das vilas, e o Chorbaji ficou tão satisfeito que promoveu o jovem Mohammed  ao posto de Buluk Bai, ou capitão de uma companhia. O Chorbaji também o deu em casamento a uma de suas parentes, uma viúva, através da qual ele teve três filhos: Ibrahim, Tosun e Isma’il. Este casamento com uma viúva deu origem ao boato de que, Ibrahim Pasha, o conquistador de Akka e Síria, era na realidade o enteado de Mohammed Ali.</p>
<p>Destes três filhos mais velhos, Tosun e Isma’il, morreram precocemente. O primeiro conduziu uma campanha bem sucedida contra a seita Wahabita da Arábia. Isma’il Paxá foi general da expedição contra Sanar e Kordofan, onde ele foi  assassinado por um dos seus chefes subjugados.</p>
<p>Ibrahim Paxá, o filho restante, está agora na Síria, com um exército numeroso, colhendo os louros conquistados em suas últimas batalhas com o Grão Vizir e as tropas disciplinadas do Sultão.</p>
<p>Mohammed Ali, depois do seu casamento, juntou à carreira militar, o trabalho de comerciante e se tornou um grande negociador de Tabaco, o produto mais rico da Rumélia. Em breve, ele seria chamado para entrar em um empreendimento maior e mais importante. Napoleão havia invadido o Egito, e na Batalha das Pirâmides derrotou os Mamelucos, abrindo os portões do Cairo e assegurando a posse do país. </p>
<p>Em 1800, a Sublime Porta, em aliança com a Grã-Bretanha, e auxiliada por suas forças, fez preparações para recuperar o Egito, e entre os contingentes de tropas requeridos pela Porta, estavam cem de trezentos homens do distrito de Cavala.  Eles foram reunidos pelo Chorbaji e colocados sob o comando de Ali Aga, seu filho, e Mohammed Ali foi nomeado para a dupla função de mentor de Ali e seu segundo no comando. Ali Aga em breve ficou insatisfeito com a fadiga do campo e retornou para casa, deixando sua companhia sob as ordens de Mohammed Ali. Ele assim adquiriu o posto de Binbashi no exército do Grão Vizir.</p>
<p>Após as vitórias de Abu Kir, e o campo de César, ganho pelas tropas Britânicas, o Grão Vizir começou as operações ofensivas. Mohammed Ali, em frequentes combates contras as divisões francesas, destacou-se por grande bravura pessoal e por tática militar, se não por ciência estratégica.<br />
Os Beis Mamelucos</p>
<p>Aconteceram inúmeros incidentes da carreira do Paxá, durante a qual ele foi alternadamente aplaudido e reprovado pelos seus superiores, até o importante período da sua eleição como Governador do Egito, por uma delegação de Sheikhs, no dia 14 de Março de 1805. O país era, naquele período, presa de uma guerra intestina causada por aqueles pequenos tiranos, os Beis Mamelucos. Ele habilmente evitou e resistiu aos seus ataques e maquinações, e teve sucesso em obter dois meses após a eleição, sua confirmação como Paxá do Egito, pela Sublime Porta…</p>
<p>A influência Francesa ganhou ascendência nos conselhos Otomanos em 1807, e a Grã Bretanha declarou guerra contra o Sultão Selim e invadiu o Egito. As tropas de Mohammed Ali encontraram as forças britânicas em Rosetta e as derrotaram. Elas foram compelidas a evacuar Alexandria, que tinha capitulado ao General Frazer.<br />
Foi neste período que a esquadra Britânica, comandada pelo Almirante Sir John Duckworth, passou pelas fortes baterias de Dardanelos e ancorou na cidade de Constantinopla. A travessia do Dardanelos por uma força militar nunca fora então realizada. </p>
<p>A Sublime Porta foi sensível aos importantes serviços prestados por Mohammed Ali, na então guerra contra a Inglaterra, e recebeu freqüentes manifestações de satisfação do Sultão, através de presentes ricos e suntuosos. Ele continuou a preservar seu governo contra os inimigos internos e maquinações estrangeiras. Os Beis Mamelucos permaneceram em armas contra ele, e conduziram uma guerra aleatória. O Mameluco Elif Bey foi apoiado pelos Britânicos.</p>
<p>Em Primeiro de Março de 1811, Mohammed Ali obteve sucesso em destruir grande parte destes Beis revoltosos através de um ardil sanguinário, sem paralelo nos anais da História exceto naqueles dos impérios orientais. Seria assim julgado pela da moral abstrata, ainda que a necessidade política a sancionaria no Oriente.<br />
O Paxá não havia então estudado Maquiavel, que desde então ele leu em parte. Ele havia conseguido conciliar aqueles Beis em certo grau e os desarmou de seus medos e suspeitas. Sobre este período, a expedição contra os Wahabitas, os inimigos do Islam, estava se preparando para deixar o Cairo. A partida desta expedição tornou-se uma ocasião para conclamar as autoridades civis e militares em uma cerimônia. </p>
<p>Os Beis Mamelucos também foram convidados para se juntar às cerimônias e a procissão que sinalizaria o evento. Eles obedeceram ao convite e foram recebidos com muitas demonstrações de amizade, e com distinção condizente ao seu status. Aqui então, o Paxá habilidosamente conseguiu reunir quatrocentos chefes Mamelucos na cidadela do Cairo, aqueles velhos e formidáveis inimigos, tanto para seu engrandecimento pessoal quanto para a tranqüilidade do Egito.</p>
<p>A cidadela do Cairo, dentro da qual se localizava o palácio do Paxá, e o dilapidado, mas uma vez esplêndido serai de Selahiddin (Saladino), repousa sobre um ombro projetado do Monte Muqattam. Das suas muralhas franzidas são vistas, na direção oeste, e além do Nilo, a grandes pirâmides de Gizé e as de Sakhara e Dashur.</p>
<p>Imediatamente abaixo das muralhas, repousa o Cairo, a mãe do mundo, como é chamada na linguagem figurada da Arábia, com suas avenidas populosas, suas avenidas populosas, suas línguas de Babel, palácios suntuosos e mais esplêndidas mesquitas e minaretes. O córrego prateado do Nilo “abençoado” corre perto dos muros do Cairo, trazendo fertilidade para a terra e alegria para seu povo.</p>
<p>Desta cidadela, a procissão militar, liderada por Tosun Paxá, que havia sido nomeado para comandar a expedição contra os Wahabitas, se colocou em marcha, e descendo para a cidade, passou por uma passagem estreita ou desfiladeiro. Do outro lado, havia a rocha coberta por altos muros. Quando os Beis Mamelucos tinham entrado neste desfiladeiro, os portões dos dois lados foram subitamente fechados, e os soldados anteriormente a postos para este objetivo, começaram a atirar sobre estas vítimas insuspeitas de traição. Somente um Bei escapou desta terrível emboscada.</p>
<p>A destruição dos Wahabitas</p>
<p>A bem sucedida expedição do Paxá contra os Wahabitas da Arábia, os formidáveis inimigos da fé islâmica, estabeleceu a sua reputação como guerreiro, a consideração da Sublime Porta e de todo o mundo Muçulmano, tendo assegurado sua ininterrupta possessão do Egito. </p>
<p>A guerra foi concluída em 1813, pela captura de Dariyah, a capital Wahabi, e do seu Chefe Abdullah ibn Sa’ud. A condução da guerra havia sido entregue à Tosun Paxá, o filho mais velho de Mohammed Ali. Através dele, a guerra foi quase concluída, e Abdullah ibn Sa’ud foi enviado para o Sultão, sob os cuidado de Isma’il Paxá, junto com uns poucos objetos restantes de valor, que foram recuperados entre os objetos saqueados dos santuários de Meca e Medina pelo pai de Sa’ud. </p>
<p>Destes, o mais notável era uma cópia do Alcorão, tão pequena que rivalizava com a Ilíada de Homero que Alexandre, O grande, em pessoa carregava. Também havia pérolas e pedras preciosas de valor desconhecido, que a veneração pia havia depositado como ofertas votivas na tumba do Profeta. </p>
<p>Abdullah ibn Sa’ud foi trazido acorrentado na presença do seu soberano, e Mohammed Ali, intercedeu em seu favor pela clemência imperial. O Sultão/Califa Mahmud estava constantemente em busca do chefe de uma seita herética, que havia por anos desafiado a sua autoridade, profanado lugares sagrados do Profeta e interrompido as peregrinações anuais do mundo islâmico, à Kaaba sagrada, às águas de ZamZam, e ao sepulcro sagrado em Medina. Sa’ud foi publicamente decapitado em Constantinopla, na praça pública, que pode ser vista hoje pelo viajante, entre a Porta da Sublimidade e a Mesquita de Santa Sofia.</p>
<p>Os Wahabitas como uma seita religiosa, possuem a mesma referência à religião muçulmana. que o Socinianismo possui com o Cristianismo. O fundador, Abdul Wahab, nasceu na última parte do século passado 18 e após ter estudado religião em Medina e nas Madrassas, escolas de teologia de Bagdá, Basra e Isfahan, começou a pregar a nova doutrina, em que o Profeta Mohammed era um simples homem e que invocá-lo junto com outros santos era idolatria, pois não estava autorizado pelo Alcorão. Ele aderiu religiosamente ao texto do livro sagrado, mas rejeitou todas as tradições, a Hadith e comentários dos Imames ou doutores. </p>
<p>Ele dizia que os muçulmanos precisavam voltar ao espírito original do Alcorão e ao culto exclusivo de Deus, em sua unicidade indisputada. Neste espírito, ele proibiu a peregrinação à Meca, a invocação do Profeta, divertimentos, tabaco, seda e jóias. Ele propagou suas doutrinas com a espada, e as tropas dos seus sucessores marcharam sobre Meca e Medina, destruindo santuários veneráveis, e roubando-os de inumeráveis ofertas votivas, com as quais eles se enriqueceram, por piedade e devoção.Tais eram as doutrinas desta seita guerrilheira, que por um longo tempo desprezou e desafiou a autoridade espiritual e temporal do Sultão.</p>
<p>Liberto deste formidável inimigo, Mohammed Ali estava agora livre para subjugar as províncias do Sul (Núbia, Sanar e Kordofan). Estes países estiveram por um longo tempo em estado de anarquia e rebelião contra o governo do Egito. Ele, coerentemente, em 1820, enviou uma expedição de quatro mil homens para estes países, sob o comando do seu segundo filho, Isma’il Paxá, que resultou na conquista inteira de extensas províncias, com a qual o Egito sempre manteve um importante comércio. </p>
<p>A Revolução Grega</p>
<p>A Revolução Grega começou por volta dessa época e Mohammed Ali preparou-se para obedecer seu Sultão e fornecer ajuda sob forma de tropas, navio e dinheiro. Enquanto ele combatia o movimento dos Gregos e contribuía com seus esforços para a supressão da rebelião, precisa ser dito que ele não massacrou seus súditos desafortunados, que residiam em Constantinopla. Nenhum súdito grego foi molestado, e aqueles que fugiram para aquele país foram protegidos.</p>
<p>Os amigos da Grécia na Europa não temeram muito as hostilidades do Sultão, como as do Paxá, em sua luta pela independência. Acredita-se que este sentimento induziu alguns dos maiores governos a acenar para o Paxá com a possibilidade de sua independência,  para retirá-lo das operações combinadas com a Porta. Se ele desconfiava da diplomacia Cristã, ou estava satisfeito em desfrutar da sua independência de fato, continuou a fornecer os principais meios de operação contra a Moréia. A política de ministérios europeus foi imperfeitamente compreendida, e a persistência causou a perda do esquadrão Egípcio em Navarino, e a retirada das legiões de Ibrahim Paxá da península.</p>
<p>Na cidade de Kutahya da Ásia Menor, na Primavera de 1833, os comissários, enviados da Inglaterra, França e Rússia, concluíram um armistício e uma convenção para a evacuação da Anatólia. Por esta convenção, com o consentimento da Porta, Mohammed Ali recebeu sua confirmação para o todo da Síria, compreendendo as quatro pachalicks de Alepo, Trípoli, Damasco e Saida, juntamente com a província de Adana, que é de primeira importância para o Egito, por causa da sua madeira. As notícias de paz foram recebidas em Alexandria com demonstração de alegria pública, e foram feitas todas as espécies de festividade. O Paxá foi comparado ao “Alexandre dos dois chifres”.</p>
<p>As negociações que aconteceram e as notas diplomáticas que foram trocadas entre Mohammed Ali e o Almirante Barão de Roussin, embaixador da França na Porta, exibem o verdadeiro caráter do primeiro. Ele respondeu em resposta à requisição do Barão para retirar suas tropas da Anatólia: “este pronunciamento contra mim não é uma pena de morte? Mas eu me sinto confiante, que a França e a Inglaterra não irão negar meus direitos”. </p>
<p>Mohammed Ali está agora na posse indisputada da Síria, Egito, o Hijaz da Arábia, Núbia, Sanar, Kordofan e a importante Ilha de Creta. Ele irá transmitir seu poder e império intactos para o seu sucessor na dinastia. Quando foi convidado para assumir o comando supremo do Egito, trinta anos atrás, ele disse, “Eu agora conquistei este país com a espada, e pela espada irei preservá-lo.”</p>
<p>Mohammed Ali é de estatura baixa ou mediana. Ele está agora em seus sessenta e sete anos, e possui uma constituição sólida e vigorosa. O rosto Tártaro, com suas maçãs do rosto altas, olhos pequenos e brilho geral, que são particularmente seus, foram perdidos entre os Otomanos da capital, pelos seus casamentos com os gregos da Jônia, ou com as beldades mais lânguidas da Circássia e Geórgia. </p>
<p>Seus olhos verdes escuros brilhavam com gênio e inteligência. Sua roupa, diferente daquela do Sultão Mahmud, não é do Nizam, ou da reforma. Ele ainda usa o turbante, que o Sultão.Sua roupa é de tecido colorido cor de oliva, sem detalhes nem decoração. Ao lado, ele sempre traz uma cimitarra curva.</p>
<p>O Paxá acorda cedo e possui hábitos frugais. No romper da aurora, ele realiza sas orações, e no pôr do Sol, ele vai até seu divã, para tratar de negócios. Após o anoitecer, ele janta e se retira para o seu harém, onde ele lê ou se reclina em uma almofada otomana enquanto uma de suas Sultanas favoritas, a filha de um Mufti, ou uma mulher de talentos, lê para ele às suas ordens. Ele ultimamente tem se dedicado a ler “O Espírito das Leis”, página por página, em um manuscrito traduzido, do qual cada página é levada por ele para seu harém, e se torna a ocupação ou relaxamento das suas noites. Ele leu Maquiavel alguns anos atrás e o Código Napoleônico é agora objeto do seu mais profundo estudo e reflexão.</p>
<p>Fonte: https://www.sunnah.org/history/mhdalip.htm</p>
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		<title>O LÍBANO SOB O IMPÉRIO OTOMANO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[imperiootamano]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Sep 2022 03:11:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A Influência Otomana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para se entender o Líbano atual e a saga de seus emigrantes, é necessário retroceder ao século XIX, quando o império otomano já apresentava um cenário de descentralização administrativa iniciado no século XVIII, fazendo com que os governos locais, aos poucos, se libertassem da burocracia estatal de Istambul e passassem a serem exercidos cada vez mais pelas famílias de “notáveis” urbanos, ou seja, aquelas famílias dedicadas ao comércio e ao mundo letrado do direito e da religião islâmica. A propriedade fundiária também passa a ter uma importância cada...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Para se entender o Líbano atual e a saga de seus emigrantes, é necessário retroceder ao século XIX, quando o império otomano já apresentava um cenário de descentralização administrativa iniciado no século XVIII, fazendo com que os governos locais, aos poucos, se libertassem da burocracia estatal de Istambul e passassem a serem exercidos cada vez mais pelas famílias de “notáveis” urbanos, ou seja, aquelas famílias dedicadas ao comércio e ao mundo letrado do direito e da religião islâmica. A propriedade fundiária também passa a ter uma importância cada vez maior na configuração dessa elite urbana.</p>
<p>A administração e a justiça estatal nas regiões árabes eram exercidas pelos membros da elite local, em língua árabe. A comunicação entre as províncias e Istambul, eram realizada em otomano, uma linguagem burocrática composta por um misto de turco, árabe e persa.  </p>
<p>O império otomano era uma espécie de “império fiscal”, onde o relacionamento entre Istambul e as suas províncias, se dava pelo recolhimento de impostos e sua contrapartida, através de proteção militar. As áreas pouco produtivas e de difícil taxação, como os desertos e estepes povoadas por tribos nômades, bem como as áreas montanhosas de difícil acesso, como o Monte Líbano, não atraíam a atenção do estado otomano, que acabava permitindo o autogoverno pelas tribos, clãs e comunidades religiosas locais. Com essa possibilidade clara de fugir ao jugo direto do estado otomano, essa política acabou atraindo comunidades religiosas como os maronitas (2), drusos(3) e alauitas (4), que acabaram por se instalar nas regiões montanhosas do Líbano.</p>
<p>No contexto das províncias árabes do Império Otomano (1), o Líbano sempre foi uma região peculiar – trata-se aqui especificamente do Monte Líbano, conjunto montanhoso a leste de Beirute, caracterizado pela presença dos grupos religiosos maronita e druso, que ali se refugiaram para escapar à ortodoxia islâmica e cristã, respectivamente.<br />
O desenvolvimento histórico desta região, que veio a se tornar o Estado libanês após a anexação de áreas ao sul e ao norte em 1920, deve ser conhecido desde meados do século XIX, para a compreensão dos problemas que até hoje afligem o país, dos quais, um dos mais graves, é a emigração crônica de seus jovens. </p>
<p>Ao final do século XVIII, a região do Império Otomano denominada Síria, onde se encontrava o Monte Líbano, estava dividida em quatro províncias, governadas por pashas: Damasco, Alepo, Trípoli e Saida (antiga Sidon). As famílias governantes desfrutavam de independência quase total, devendo apenas pagar um tributo aos otomanos. Istambul reassumia sua autoridade quando considerava necessário. Frequentemente, os pashas e outros governantes guerreavam entre si, por razões pessoais, políticas ou comerciais. </p>
<p>No contexto religioso, para os judeus e cristãos, foi concedido o status de dhimmis(protegidos). Essas minorias eram consideradas ‘povos do livro’ (Ahlal –Kitab) e suas religiões reconhecidas como predecessoras do Islã. Elas não deviam ser perturbadas e podiam ter uma vida comunal autônoma sob a direção de suas próprias autoridades religiosas, segundo André Gattaz, no seu livro “Do Líbano ao Brasil: história oral de imigrantes”. </p>
<p>Apesar de alguns autores observarem que, politicamente, os dhimmi eram cidadãos de segunda classe (não podiam ocupar cargos públicos, servir ao exército, usar certos tipos de cores em suas roupas, usar turbantes ou andar a cavalo) e obrigados a pagar uma taxa especial, a jizya, é inegável que ao longo do século XIX, nas principais cidades da região, os ‘povos do livro’ conheceram um enriquecimento maior do que o da maioria da população muçulmana. </p>
<p>Esse sistema de autonomia das minorias, no qual as comunidades eram governadas por seus próprios líderes religiosos, ocorria desde os primórdios da história muçulmana. Conhecido como millet, o sistema alcançou seu auge sob o domínio otomano. Nas áreas onde essas minorias eram numerosas e proeminentes, como a Palestina, a Síria e, especialmente o Líbano, o arranjo criou um mosaico comunal que persiste até hoje. </p>
<p>A principal característica da sociedade da região do Monte Líbano era seu caráter hierárquico. O ápice da pirâmide social era o Amir, ou Hakim, título concedido aos emires sob soberania otomana. Investido pelo pasha otomano de Saida ou Trípoli, devia pagar-lhe um pequeno tributo, porém sofria interferência mínima em sua administração.<br />
Abaixo do Amir vinham as famílias nobres (muqata’ji), ou lordes das montanhas. Estes, em sua maioria, eram drusos, mas também havia maronitas, greco-ortodoxos e xiitas. A massa da população (‘amiya) constituía-se de camponeses, alguns proprietários, outros meeiros, principalmente maronitas e drusos, mas também xiitas, greco-católicos, greco-ortodoxos e sunitas. </p>
<p>As cidades eram poucas e pequenas e os principais portos (Beirute, Trípoli e Saida) estavam fora das fronteiras do Monte Líbano. Como resultado destes fatores, o Líbano tinha, apesar de uma sociedade pobre e estagnada, um grau de tolerância religiosa desconhecido em outros países do Oriente Médio. Em 1840 começaram a surgir conflitos comunais devidos à inabilidade dos governantes em lidar com as ambições de poder das diversas famílias nobres drusas e maronitas, agravados pelos conflitos de classe entre os camponeses maronitas e os senhores fundiários drusos das montanhas. </p>
<p>Em 1841, o último Amir foi substituído por um pashaotomano que também se mostrou ineficiente para apaziguar a região. Em seguida, sob intervenção dos poderes europeus, o Líbano foi dividido em distritos drusos e maronitas (caicamatos), separados pela estrada Beirute-Damasco, divisão essa que não refletia o balanço populacional, levando a novos conflitos civis. No final dos anos 1850, o Líbano estava em convulsão. No norte, os camponeses maronitas atacaram e expulsaram as famílias nobres, tomando suas propriedades. </p>
<p>O movimento espalhou-se por toda a região e tornou-se um conflito entre os camponeses maronitas e os lordes drusos, conhecido como a “guerra civil de 1860”, na verdade um misto de conflito comunal e luta de classes.<br />
Nesse combate, os drusos, sob a liderança de Said Jumblat, provocaram grandes perdas entre seus oponentes e assumiram o controle sobre os camponeses maronitas. Estima-se que, em quatro semanas, 11.000 cristãos tenham sido mortos pelos drusos, outros 4.000 morreram de desnutrição e cerca de 100.000 tornaram-se refugiados. </p>
<p>Os reflexos deste conflito chegaram até Damasco, onde um massacre deixou cerca de 3.000 cristãos mortos e provocou o êxodo de milhares para a costa. Vários motivos concorreram para a violência desses conflitos. Para o historiador Albert Hourani, um dos principais autores sobre o Oriente Médio, foi a perda de poder e influência árabes e a sensação de que o mundo político do Islã era ameaçado de fora, que acabou por serefletir em “vários movimentos violentos contra as novas políticas, contra a crescente influência da Europa e, em alguns lugares, contra os cristãos locais que lucravam com ela.”</p>
<p>Há que se lembrar também, que os cristãos eram mais ativos no mercado e nas finanças, além de serem os chefes da administração fiscal em algumas cidades importantes, obtendo relativa melhoria econômica e social, o que levou ao ressentimento e oposição dos muçulmanos em momentos de crise social. Por outro lado, o período presenciou, no Monte Líbano, um crescimento relativo da população maronita, que se tornou a principal comunidade da região, pondo em xeque a hegemonia drusa. </p>
<p>Tal crescimento populacional, entretanto, não foi acompanhado de equivalente crescimento e distribuição da produção agrícola, centrada na produção de seda, tabaco e vinho para exportação. A esses motivos deve-se adicionar o crescente interesse europeu pelas regiões pertencentes ao Oriente Próximo e a respectiva formação de “alianças” entre as potências européias e os grupos religiosos das províncias árabes do Império Otomano, numa tentativa dos primeiros de estabelecer bases de apoio naquela região estratégica.<br />
Desta forma, os ingleses passaram a fortalecer os drusos, enquanto os franceses apoiavam os maronitas e os russos defendiam os greco-ortodoxos. </p>
<p>A reação internacional ao conflito druso-maronita foi imediata, com o desembarque em Beirute do exército francês e a intervenção otomana. Em 1861, representantes do Império Otomano, Inglaterra, França, Áustria, Prússia e Rússia assinaram em Istambul o regulamento sobre a administração do Monte Líbano, o primeiro texto oficial reconhecendo a autonomia do Líbano em relação ao Império e o direito das potências de intervir em seus negócios. De acordo com esse documento, o governador (mutasarrif) seria indicado pelo sultão otomano com a aprovação dos governos europeus, sendo assistido por um conselho administrativo representando todas as comunidades religiosas, por oficiais pagos e por uma polícia. </p>
<p>Assim, apesar de a região ter uma clara maioria cristã, seu sistema político oferecia representação e uma parte do poder às comunidades minoritárias. Sob este regulamento, que lançou o fundamento da organização do país, no sistema que veio a ser conhecido como confessional e desfrutando do apoio europeu, o Líbano viveu em relativa calma até a primeira década do século XX, apresentando considerável progresso socioeconômico. </p>
<p>Como parte de um processo comum a todo o Oriente Médio, as potências européias concorrentes procuravam estabelecer suas bases para a formação de elites nativas que lhes fossem favoráveis, fundando escolas e universidades. O local onde este processo deu-se com mais vigor foi o Líbano, devido à presença de grande população cristã. Segundo o raciocínio da Igreja e Estados europeus, era importante proteger e aparelhar (inclusive educacionalmente) a população cristã do Líbano, que desta forma resistiria à expansão islâmica, funcionando como uma cabeça-de-ponte cristã européia em um ambiente plenamente islâmico-árabe. </p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/BeirutNejmehSq-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" class="alignnone size-medium wp-image-929" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/BeirutNejmehSq-300x200.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/BeirutNejmehSq-1024x683.jpg 1024w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/BeirutNejmehSq-768x512.jpg 768w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/BeirutNejmehSq-1536x1024.jpg 1536w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/BeirutNejmehSq-2048x1365.jpg 2048w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/BeirutNejmehSq-700x467.jpg 700w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" />O papel de educar as elites nativas coube às missões religiosas européias, que, através da criação de inúmeras escolas (em 1913 o Monte Líbano tinha 330 escolas, com 20.000 alunos), fez com que a taxa de analfabetismo fosse extremamente baixa para um país fora da Europa ou América do Norte. Também criaram universidades – como a Universidade St. Joseph de Beirute, fundada por jesuítas franceses ea Universidade Americana de Beirute, por missionários presbiterianos.</p>
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		<title>BÓSNIA E HERZEGOVINA</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2020 19:46:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A Influência Otomana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A partir do século XII, várias partes da região que hoje corresponde à Bósnia e Herzegovina, foram tomadas pelos sérvios, croatas, húngaros, venezianos e bizantinos. No século XII, o Reino da Hungria passou a governar o território, delegando o poder a vice-reis distritais de origem bósnia, croata e húngara. Anos depois, a região foi invadida pelo Império Otomano e, depois de várias batalhas, tornou-se uma província turca. Durante os séculos XVI e século XVII, a Bósnia foi um ponto estratégico nos conflitos constantes dos otomanos contra os Habsburgos e contra Veneza. Durante este período, uma parte...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A partir do século XII, várias partes da região que hoje corresponde à Bósnia e Herzegovina, foram tomadas pelos sérvios, croatas, húngaros, venezianos e bizantinos.</p>
<p>No século XII, o <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Reino_da_Hungria">Reino da Hungria</a> passou a governar o território, delegando o poder a vice-reis distritais de origem bósnia, croata e húngara. Anos depois, a região foi invadida pelo <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Otomano">Império Otomano</a> e, depois de várias batalhas, tornou-se uma província turca.</p>
<p>Durante os séculos XVI e século XVII, a Bósnia foi um ponto estratégico nos conflitos constantes dos otomanos contra os <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Habsburgos">Habsburgos</a> e contra Veneza. Durante este período, uma parte da população, conhecida como «Bugomilos», sérvios que professavam uma heresia de tipo arianista, converteu-se massivamente ao <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Isl%C3%A3o">Islão</a>.</p>
<p>Depois da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_russo-turca_de_1877-1878">guerra russo-turca</a>, entre 1877 e 1878, a Bósnia e a Herzegovina ficaram a constituir um protetorado sob controlo do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Austro-H%C3%BAngaro">Império Austro-Húngaro</a>, tendo sido anexada em 1908. A nova constituição dividiu o eleitorado em <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Ortodoxa">ortodoxo</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cat%C3%B3lico">católico</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mu%C3%A7ulmano">muçulmano</a>, o que contribuiu muito pouco para travar o crescente nacionalismo sérvio.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-868" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Foto-MOSTAR-300x146.jpg" alt="" width="470" height="229" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Foto-MOSTAR-300x146.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Foto-MOSTAR-1024x498.jpg 1024w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Foto-MOSTAR-768x373.jpg 768w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Foto-MOSTAR-1536x747.jpg 1536w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Foto-MOSTAR-2048x996.jpg 2048w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Foto-MOSTAR-700x340.jpg 700w" sizes="(max-width: 470px) 100vw, 470px" /></p>
<p>Mostar</p>
<p>Em 1914, o arquiduque austríaco <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Fernando_da_%C3%81ustria-Hungria">Francisco Fernando</a> foi assassinado em <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Sarajevo">Sarajevo</a> por um nacionalista sérvio. Esse acontecimento precipitou o início da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_Guerra_Mundial">Primeira Guerra Mundial</a>.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone  wp-image-885" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Ponte-latina-sarajevo-300x194.jpg" alt="" width="374" height="242" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Ponte-latina-sarajevo-300x194.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Ponte-latina-sarajevo-1024x662.jpg 1024w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Ponte-latina-sarajevo-768x497.jpg 768w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Ponte-latina-sarajevo-400x260.jpg 400w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Ponte-latina-sarajevo-700x453.jpg 700w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Ponte-latina-sarajevo.jpg 1200w" sizes="(max-width: 374px) 100vw, 374px" /></p>
<p>Ponte Latina (Seravejo), onde ocorreu o assassinato do arquiduque austríaco <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Fernando_da_%C3%81ustria-Hungria">Francisco Fernando</a>.</p>
<p>Em 1918, a Bósnia-Herzegovina foi anexada à Sérvia, como parte do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Reino_dos_s%C3%A9rvios,_croatas_e_eslovenos">Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos</a>. Durante a segunda guerra mundial, decorrendo de perseguições e <em>limpeza étnica</em> às mãos do regime fascista croata, satélite da Itália de Mussolini, a proporção da população sérvia-ortodoxa da Bósnia-Herzegovina diminuiu de dois terços para um terço do total.</p>
<p>Em 1946, os dois territórios integraram a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica_Socialista_Federativa_da_Jugosl%C3%A1via">República Socialista Federativa da Jugoslávia</a>, de regime comunista, sob a liderança do croata <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Josip_Broz_Tito">Josip Broz Tito</a>.</p>
<p>Com o colapso do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Comunismo">comunismo</a>, em 1989-1990, a Jugoslávia mergulhou numa onda de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Nacionalismo">nacionalismo</a> extremo, no quadro dum processo intencional externamente estimulado com vista ao desmembramento da Jugoslávia. Depois de a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cro%C3%A1cia">Croácia</a> abandonar a federação, em 1991, os croatas bósnios e os eslavos muçulmanos aprovaram um referendo a favor da criação de uma república multinacional e independente. Mas os sérvios bósnios recusaram separar-se da Jugoslávia, que nessa altura se encontrava sob o domínio da Sérvia.</p>
<p>Em 1992, a Bósnia-Herzegovina foi arrastada para uma <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_da_B%C3%B3snia">guerra civil</a> sangrenta e devastadora, em que as populações acabaram por ser saneadas das regiões tomadas por cada nacionalidade. Em 1995 foi assinado o <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Acordo_de_Dayton">Acordo de Dayton</a> e desde essa altura as forças da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Organiza%C3%A7%C3%A3o_das_Na%C3%A7%C3%B5es_Unidas">Organização das Nações Unidas</a> encontram-se no território para garantir o cumprimento dos acordos de paz.</p>
<p>A Bósnia-Herzegovina situa-se nos <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Balc%C3%A3s">Balcãs</a> ocidentais e nos Alpes Dináricos orientais. Faz fronteira com a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cro%C3%A1cia">Croácia</a> a norte e sudoeste, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9rvia">Sérvia</a> a leste, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Montenegro">Montenegro</a> a sudeste.</p>
<p><em> </em></p>
<table width="315">
<tbody>
<tr>
<td colspan="5"><strong>Religião na Bósnia e Herzegovina</strong></td>
</tr>
<tr>
<td>Religião</td>
<td></td>
<td width="100"></td>
<td width="80">Porcentagem</td>
<td></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Isl%C3%A3">Islã</a></td>
<td width="100"></td>
<td colspan="2">51%</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cristianismo_Ortodoxo">Cristianismo Ortodoxo</a></td>
<td width="100"></td>
<td colspan="2">31%</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Catolicismo_Romano">Catolicismo Romano</a></td>
<td width="100"></td>
<td colspan="2">15%</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2">Outros</td>
<td width="100"></td>
<td colspan="2">3%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
<p>De acordo com o censo de 1991, a população da Bósnia e Herzegovina é composta por:</p>
<ul>
<li>50% de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%B3snios">bósnios</a>étnicos (eslavos muçulmanos, os antigos &#8220;bugomilos&#8221;, os sérvios convertidos ao Islão),</li>
<li>30% de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9rvios">sérvios</a>,</li>
<li>15% de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Croatas">croatas</a>,</li>
<li>3% da população a declarar-se &#8220;jugoslava&#8221;, o que inclui os filhos de casamentos mistos e os nacionalistas jugoslavos.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Existe uma forte correlação entre a identidade étnica e a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Religi%C3%A3o">religião</a>: 88% dos Croatas são <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Catolicismo_romano">católicos romanos</a>, 90% dos &#8220;Bósnios&#8221; seguem o <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Isl%C3%A3o">Islão</a> e 99% dos Sérvios são <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cristianismo_ortodoxo">cristãos ortodoxos</a>. De acordo com os dados de 2000 do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Central_Intelligence_Agency">CIA</a> World Factbook, a Bósnia é etnicamente composta por eslavos: 48% de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%B3snios">bósnios</a>, 37,1% de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9rvios">sérvios</a>, 14,3% de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Croatas">croatas</a> e 0,6% outra.</p>
<p>As cidades principais são a capital do país (<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Sarajevo">Sarajevo</a>), <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Banja_Luka">Banja Luka</a> no noroeste, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tuzla">Tuzla</a> no nordeste e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mostar">Mostar</a>, a capital da região da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Herzegovina">Herzegovina</a>.</p>
<p>De acordo com estimativas não oficiais da Agência de Estatísticas do Estado Bósnio, citadas pelo <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Departamento_de_Estado_dos_Estados_Unidos">Departamento de Estado dos Estados Unidos</a> em 2008, 45% da população eram muçulmanos, 36% ortodoxos sérvios, 15% católicos, 1% protestantes e 3% outros (a maioria <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Juda%C3%ADsmo">judeus</a>, ateus e outros). Uma pesquisa de 2012 mostrou que 54% dos muçulmanos do país são sem denominação e 38% são <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Sunismo">sunitas</a>.</p>
<p>Na região Sul da Bósnia e Herzegovina, numa pequena vila chamada <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Me%C4%91ugorje">Međugorje</a>, alega-se que estariam a ocorrer as mais recentes aparições da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Nossa_Senhora_de_Me%C4%91ugorje">Virgem Maria</a>, o que tem atraído a atenção de algumas pessoas em todo o Mundo. A <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Cat%C3%B3lica">Igreja Católica</a> encontra-se ainda a analisar os fenômenos, tentando apurar a sua veracidade, mas o número de peregrinos que acorrem ao local das aparições nos últimos anos tem vindo a aumentar exponencialmente.</p>
<h2>Política</h2>
<p>República presidencialista tripartida, com um representante bósnio-muçulmano (bosnío), um croata e um sérvio.</p>
<p>O cargo de presidente da Bósnia e Herzegovina é exercido em rotatividade pelos três membros da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Presid%C3%AAncia_da_B%C3%B3snia_e_Herzegovina">presidência da Bósnia e Herzegovina</a> (um bósnio muçulmano, um sérvio e um croata), cada um ocupando o cargo durante 8 meses ao longo do seu mandato de quatro anos na presidência. Os três membros da presidência são eleitos diretamente pelo povo. O presidente do Conselho de Ministros é nomeado pela presidência e aprovado pela Câmara dos Representantes. Depois, é dele a responsabilidade de nomear os ministros do governo.</p>
<p>A Assembléia Parlamentar é o corpo legislativo da Bósnia e Herzegovina. Consiste de duas câmaras: a Câmara dos Representantes e a Câmara dos Povos. A Câmara dos Povos inclui 15 delegados, dois terços dos quais provenientes da Federação (5 <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Croatas">croatas</a> e 5 <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Bosn%C3%ADacos">bósnios</a>) e um terço da República Srpska (5 <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9rvios">sérvios</a>). a Câmara dos Representantes é composta por 42 membros, dois terços eleitos pela Federação e um terço eleito pela República Srpska.</p>
<p>O Tribunal Constitucional da Bósnia e Herzegovina é o supremo e final árbitro nas matérias legais. É composto por nove membros: quatro são selecionados pela Câmara dos Representantes da Federação, dois pela Assembléia da República Srpska, e três pelo Presidente do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tribunal_Europeu_dos_Direitos_do_Homem">Tribunal Europeu dos Direitos do Homem</a> após consultas com a Presidência.</p>
<h2>Economia</h2>
<p>A par da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Maced%C3%B3nia_do_Norte">Macedónia do Norte</a>, a Bósnia-Herzegovina era a mais pobre das repúblicas da antiga <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica_Socialista_Federativa_da_Jugosl%C3%A1via">Jugoslávia</a>. A <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Agricultura">agricultura</a> esteve sempre principalmente em mãos privadas, mas as quintas costumam ser pequenas e ineficientes e os bens alimentares são habitualmente uma das importações da república. A <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Economia">economia</a> planificada deixou alguns legados na economia. Segundo as teorias econômicas em voga, a indústria tem um grande excesso de pessoal. Sob a liderança de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Josip_Broz_Tito">Josip Broz Tito</a>, a indústria militar foi colocada na república, e a Bósnia albergava uma grande porção das indústrias de defesa da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Jugosl%C3%A1via">Jugoslávia</a>. Com a guerra da Bósnia a maioria das indústrias presentes foi destruída e a economia do país entrou em um grande declínio.</p>
<p>Três anos de guerras inter étnicas destruíram a economia e a infra estrutura da Bósnia, causando um aumento exponencial do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Desemprego">desemprego</a> e uma queda na produção de 80%, já para não falar da morte de entre 60 e 200 mil pessoas e do deslocamento forçado de metade da população.</p>
<h3>Educação</h3>
<p>O ensino superior tem uma longa e rica tradição na Bósnia e Herzegovina. A primeira instituição de ensino superior sob medida era uma escola de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Filosofia">filosofia</a> estabelecida por <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Gazi_Husrev-beg">Gazi Husrev-beg</a> em 1531. Numerosas outras escolas religiosas foram criadas posteriormente. Em 1887, sob o <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Austro-H%C3%BAngaro">Império Austro-Húngaro</a>, uma escola de lei <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Charia">Charia</a> iniciou um programa de cinco anos.</p>
<p>Na década de 1940, a <a href="https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Universidade_de_Sarajevo&amp;action=edit&amp;redlink=1">Universidade de Sarajevo</a> se tornou a primeira instituição de ensino superior secular no país. Na década de 1950, cursos de bacharelado e pós-bacharelado tornaram-se disponíveis. Severamente danificada durante a guerra, a Universidade de Sarajevo foi recentemente reconstruída em parceria com mais de 40 outras universidades.</p>
<p>Existem várias outras instituições de ensino superior, incluindo a <a href="https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Universidade_D%C5%BEemal_Bijedi%C4%87_de_Mostar&amp;action=edit&amp;redlink=1">Universidade Džemal Bijedić de Mostar</a>, a <a href="https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Universidade_de_Banja_Luka&amp;action=edit&amp;redlink=1">Universidade de Banja Luka</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Universidade_de_Mostar&amp;action=edit&amp;redlink=1">Universidade de Mostar</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Universidade_do_Leste_de_Sarajevo&amp;action=edit&amp;redlink=1">Universidade do Leste de Sarajevo</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Universidade_de_Tuzla&amp;action=edit&amp;redlink=1">Universidade de Tuzla</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Universidade_Americana_na_B%C3%B3snia_e_Herzegovina&amp;action=edit&amp;redlink=1">Universidade Americana na Bósnia e Herzegovina</a> e a <a href="https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Academia_de_Ci%C3%AAncias_e_Artes_da_B%C3%B3snia_e_Herzegovina&amp;action=edit&amp;redlink=1">Academia de Ciências e Artes da Bósnia e Herzegovina</a>, que é tida em alta consideração como uma das mais prestigiadas academias de artes criativas na região.</p>
<p>Além disso, a Bósnia e Herzegovina é sede de várias instituições de ensino superior privadas e internacionais, algumas das quais são:</p>
<ul>
<li><a href="https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Faculdade_de_Ci%C3%AAncias_e_Tecnologia_de_Sarajevo&amp;action=edit&amp;redlink=1">Faculdade de Ciências e Tecnologia de Sarajevo</a></li>
<li><a href="https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Universidade_Internacional_de_Sarajevo&amp;action=edit&amp;redlink=1">Universidade Internacional de Sarajevo</a></li>
<li><a href="https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Universidade_Americana_na_B%C3%B3snia_e_Herzegovina&amp;action=edit&amp;redlink=1">Universidade Americana na Bósnia e Herzegovina</a></li>
<li><a href="https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Universidade_Internacional_Burch&amp;action=edit&amp;redlink=1">Universidade Internacional Burch</a></li>
</ul>
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		<title>A Albânia e o Império Otomano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[imperiootamano]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2020 19:25:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A Influência Otomana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Povoada por 3 milhões de habitantes sobre um território de 28 mil quilômetros quadrados, a Albânia ou o “País das Águias” está localizada em meio a um complexo montanhoso que a isola do mundo. É herdeira da Ilíria romana e da Épira bizantina. Seu nome surge por volta do ano 100 da era cristã. Provém de uma tribo local designada pelo geógrafo grego Ptolomeu sob o nome de Albanoi. Na Idade Média, Veneza ocupou os portos de Durazzo e Scutari enquanto os turcos otomanos, vencedores contra os sérvios...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Povoada por 3 milhões de habitantes sobre um território de 28 mil quilômetros quadrados, a Albânia ou o “País das Águias” está localizada em meio a um complexo montanhoso que a isola do mundo. É herdeira da Ilíria romana e da Épira bizantina. Seu nome surge por volta do ano 100 da era cristã. Provém de uma tribo local designada pelo geógrafo grego Ptolomeu sob o nome de Albanoi.</p>
<p>Na Idade Média, Veneza ocupou os portos de Durazzo e Scutari enquanto os turcos otomanos, vencedores contra os sérvios em Kossovo Polié, tomam o interior do país. Como resultado dessa história tumultuada, dois terços dos albaneses são hoje em dia muçulmanos, os outros são ortodoxos ou católicos.</p>
<p>A Albânia se emancipa durante alguns anos graças ao heroísmo de um príncipe albanês de nome Jorge Castriota (Gjergj Kastrioti em albanês). Guindado à corte de Murad II, o jovem torna-se favorito do sultão e ganha relevo na guerra sob o nome de Iskander Bey, ou príncipe Alexandre, transformado em “Skanderbeg”.</p>
<p>Após uma derrota dos turcos diante dos húngaros em Nis em 1443, Skanderbeg deserta do exército otomano levando consigo 300 albaneses. Regressa ao cristianismo de sua infância e, em 28 de novembro de 1443, se proclama soberano dos albaneses. Até sua morte em 17 de janeiro de 1.468, aos 65 anos, os albaneses fizeram frente aos otomanos. Com seu falecimento, tiveram de se submeter sem jamais deixar de se rebelar.</p>
<p>Já em 1912, a Sérvia e a Bulgária constituíram uma liga balcânica à qual se associaram a Grécia e Montenegro, tendo em vista arrancar do sultão otomano as derradeiras possessões que lhe restavam na Europa.</p>
<p>Como resultado da primeira guerra balcânica, os sérvios ocuparam uma grande parte dos territórios albaneses, notadamente ao norte, onde viviam as minorias servo-croatas, e sobre os quais tinham reivindicações, e o Kosovo, coração histórico da Sérvia.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-862" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Foto-ALBANIA-300x146.jpg" alt="" width="559" height="272" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Foto-ALBANIA-300x146.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Foto-ALBANIA-1024x498.jpg 1024w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Foto-ALBANIA-768x373.jpg 768w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Foto-ALBANIA-1536x747.jpg 1536w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Foto-ALBANIA-2048x996.jpg 2048w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Foto-ALBANIA-700x340.jpg 700w" sizes="auto, (max-width: 559px) 100vw, 559px" /></p>
<p>As grandes potências ditam as regras da independência da Albânia, reduzida à sua faixa litorânea, enquanto o Kosovo é anexado pela Sérvia e o norte do país continuaria ocupado pelo exército sérvio.</p>
<p>Em 28 de novembro de 1912, Ismael Quemal Bey proclama a independência da Albânia no Congresso de Vlore. O aniversário desse dia é festa nacional na Albânia. Nos anos que se seguiram à proclamação da independência, uma segunda guerra balcânica vê a Turquia, a Grécia, a Sérvia, o Montenegro e a Romênia se unirem contra a Bulgária a fim de conter suas pretensões sobre a Macedônia.</p>
<p>A Sérvia, que queria um acesso ao mar Adriático, se dispõe então a anexar a pequena Albânia, o que foi impedida pelo Império Austro-Húngaro e pela Itália.</p>
<p>A independência da Albânia é confirmada pelas grandes potências da Europa em 1919 ao final da I Guerra Mundial, enquanto o território do Kosovo, embora de maioria albanesa, permanecia sob domínio sérvio.</p>
<p>Em 1º de setembro de 1928, Ahmed Bey Zogulli, conhecido como Zogu, se faz proclamar rei da Albânia sob o nome de Zog I, após ter chefiado o país como primeiro-ministro e depois como presidente da República. Contudo, teve de abdicar após a invasão do país pelas tropas italianas, por ordem de Mussolini, em 7 de abril de 1939.</p>
<p>Após o término da II Guerra Mundial, em 11 de janeiro de 1946, a Albânia torna-se uma República Popular. Passa a viver então sob um regime comunista que se mostra extremamente rígido, duro e que se distinguiu num dado momento em tomar partido de Pequim no conflito que opôs a China à União Soviética no final dos anos 1950.</p>
<p>Em seguida à rígida ditadura do líder Enver Hodja, morto em 1985, os albaneses, dispostos a adotar uma vida européia,  adotam na década de 90,  mas não sem imensas dificuldades, um regime do tipo parlamentarista.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O Êxodo Português para o Império Otomano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[imperiootamano]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jan 2020 20:17:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A Influência Otomana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em janeiro de 1492, a tomada de Granada foi a última etapa da Reconquista Cristã na Península Ibérica, a qual resultou na expulsão dos últimos mouros do Al-Andalus. E assim, com o fim do Califado na Europa, desapareceu uma sociedade em que muçulmanos, judeus e cristãos viviam lado a lado num espírito de tolerância relativa e cujos piores tempos da intolerância ainda estavam para vir. O Al-Andalus foi uma sociedade multicultural, mas também a Idade de Ouro do Judaísmo Hispânico. Deixou-nos vários legados: a tradução dos textos clássicos...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em janeiro de 1492, a tomada de Granada foi a última etapa da Reconquista Cristã na Península Ibérica, a qual resultou na expulsão dos últimos mouros do Al-Andalus. E assim, com o fim do Califado na Europa, desapareceu uma sociedade em que muçulmanos, judeus e cristãos viviam lado a lado num espírito de tolerância relativa e cujos piores tempos da intolerância ainda estavam para vir.</p>
<p>O Al-Andalus foi uma sociedade multicultural, mas também a Idade de Ouro do Judaísmo Hispânico. Deixou-nos vários legados: a tradução dos textos clássicos gregos para árabe, evitando assim o seu desaparecimento; a invenção de tecnologia agrícola e náutica; a inovação artesanal, comercial e financeira; descobertas e avanços significativos no campo da medicina e da ciência; na área da filosofia, destaca-se o trabalho daquele que foi considerado o pai do pensamento secular na Europa Ocidental: Abu-al-Walib Muhammad Bin Ahmad Bin Rushd, conhecido por Ibn Rushd, latinizado para Averróis.</p>
<p>Nascido em Córdoba e, mais tarde, exilado em Marrocos, deixou-nos uma vasta obra de comentário analítico sobre os textos de Aristóteles. Maimónides foi um médico do Al-Andalus, cuja reputação o levou a leccionar na universidade de Fez e a estar ao serviço do filho de Saladino no Cairo, deixando tratados de teologia e filosofia com uma marca influente de Averróis.</p>
<p>As grandes invenções dessa época saíram desse convívio, geralmente pacífico, entre as três grandes religiões do Livro. Ironicamente seria no palácio mouro, Al-Ḥamrā&#8217;, ou Alhambra, em cuja construção trabalharam árabes, judeus e cristãos, que viria a ser assinado o documento de perseguição aos judeus, incluindo os muçulmanos. Este conjunto de arquitectura mourisca ficou para a história como testemunho de uma civilização mais avançada: o palácio tinha água canalizada, instalações sanitárias e um sistema de irrigação próprio, ao revés dos palácios medievais europeus da altura, habitados pelos Reis Católicos de Castela e Aragão e de outros da Europa Medieval. O Califado na Europa, que terminava derrotado, tinha sido uma luz de civilização durante a Idade Média europeia.</p>
<p>A intensificação das perseguições aos Judeus, legitimadas pelo Édito assinado no palácio de Alhambra em Maio de 1492, que ordenava a expulsão de todos os judeus de Espanha, até ao fim de Julho desse mesmo ano, e revogava as excepções previstas no Tratado de Granada de 1491, obrigou muitos judeus a abandonar Espanha. Segundo algumas fontes, partiram entre cem mil a duzentos mil judeus de Espanha.</p>
<p>Cerca de noventa mil refugiaram-se em PORTUGAL e juntaram-se às comunidades judaicas mais antigas que alguns historiadores afirmam datar do séc. VI d. C. Mas este refúgio foi seguro por pouco tempo. Em 1496, D. Manuel I ordena a expulsão de todos os judeus e muçulmanos de Portugal, dando cumprimento aos termos do contrato de casamento com Isabel de Aragão, impostos pelos Reis Católicos de Espanha.</p>
<p>Para obstar o desastre econômico a ser criado pela partida dos Judeus, o rei ordena a conversão geral no ano seguinte, o encerramento das sinagogas, a destruição de todos os livros judaicos, bem como dos cemitérios e a retirada das crianças de catorze anos e a sua entrega a famílias cristãs. A integração dos judeus convertidos à força foi dificultada pelo ódio popular contra os cristãos-novos, vistos com desconfiança, o que conduziria ao massacre de abril de 1506 e à instauração da Inquisição, em 1536, aprovada por bula papal.</p>
<p>A maioria dos judeus conversos continuou a praticar o judaísmo em segredo, sendo designados por marranos, em hebraico, anusim (os violentados). Muitos conseguiram escapar para o Norte de África e para a Europa Central, juntando-se os últimos ao grupo dos ashquenazim (palavra hebraica que designa os judeus em terras alemãs). Alguns destes sediaram-se na cidade de Hamburgo formando uma comunidade sefardita com instituições próprias, incluindo uma sinagoga, escolas talmúdicas (talmuld torah e yeshivot) e um cemitério que ainda hoje existe, em Altona. O Holocausto destruiu este centro da diáspora judaica portuguesa. O êxodo de Portugal durou cerca de trezentos anos.</p>
<h3>Terra de Acolhimento – O Império Otomano</h3>
<p>Um número elevado destes judeus hispânicos, por isso designados sfaradim (Sfarad é Espanha em hebraico), encontraram refúgio no Império Otomano, chegando mesmo o grande Padişah (Sultão em turco) a enviar barcos para socorrê-los. Estes Judeus falavam ladino (judeo-espanhol), uma mistura de espanhol antigo com hebraico, e que ainda hoje é falado, com variações, pelas comunidades sefarditas da Turquia e de Israel.</p>
<p>Os Judeus do Império Bizantino foram também eles perseguidos, especialmente quando o Cristianismo foi declarado religião oficial por Theodosius 11 (408-450) e os excluiu dos direitos básicos de cidadania e proibiu a construção de novas sinagogas.</p>
<p>Assim quando os Otomanos conquistaram Bursa em 1324, encontraram uma população judia muito oprimida que os recebeu como os seus salvadores. O Sultão Orhan conferiu aos judeus da cidade autorização para construírem a sinagoga de Etz Ha-Hayyim (Árvore da Vida).</p>
<p>Os Judeus começaram a fugir da Europa para o Império Otomano, no século XIV, da Hungria em 1376, de França, em 1394 e da Sicília, no início do séc. XV.</p>
<h3>A Idade de Ouro do Judaísmo Otomano</h3>
<p>Fatih Mehmet conquistou Constantinopla em 1453, tendo não só protegido os judeus que viviam no império e tinham sido minorias oprimidas durante o Império Bizantino, mas também chamando os judeus da Europa ao Império Otomano, enviando barcos em seu auxílio. Mandou proclamar que «Quem estiver conosco, que o seu Deus esteja com ele, deixêmo-lo elevar-se a Istambul, o lugar do nosso trono imperial. Deixêmo-lo viver nas melhores terras, cada um debaixo da sua vinha e da sua figueira, com prata e ouro, com riqueza e gado. Deixêmo-lo viver na terra, fazer comércio e tomar a sua posse».</p>
<p>O Rabi Yitzhak Tsafarti enviou uma carta às comunidades judaicas da Europa, depois da Queda do Império Bizantino, convidando os judeus a abandonar os tormentos que sofriam às mãos da cristandade e procurar segurança e prosperidade no Império Otomano. Segundo o historiador Carsten Wilke, a expulsão de Espanha dos sefarditas foi um dos acontecimentos mais traumatizantes da história judaica até ao Holocausto do séc. XX. Beyazit II, filho de Mehmet II, ordenou que os seus funcionários deixassem entrar os sefarditas no Império. Cerca de duzentos mil judeus foram assim acolhidos pelo Império, e destes, cem mil fixaram-se na Salónica e em Istambul. É de Beyazit II a célebre frase «O Rei Fernando de Espanha não é sábio como se diz, ele empobrece o seu Reino para enriquecer o nosso». O sultão referia-se à cultura e aos conhecimentos médicos, náuticos, matemáticos, filosóficos, linguísticos que muitos dos sfaradim haviam levado consigo para o império.</p>
<p>As comunidades judaicas eram predominantemente urbanas e dividiam-se por países de origem em congregações (kehillah). A kehillah portuguesa era designada por «Portakal» a palavra otomana para Portugal. Em geral, o proselitismo não foi uma parte integrante da política dos otomanos e como tal os judeus puderam conservar a sua fé e rituais. Um século mais tarde, um turista inglês que visitava Istambul, terá afirmado que a capital do Califado teria a maior concentração de judeus do mundo.</p>
<h3>Sefarditas Portugueses na Corte Otomana</h3>
<p>Nos trezentos anos que se seguiram à expulsão, a prosperidade e a criatividade dos sefarditas, agora súditos otomanos, rivalizou com a da Idade de Ouro do Judaísmo Hispânico. Quatro cidades do Império Otomano tornaram-se centros da comunidade sefardita; Istambul, Izmir, Safed e Salónica.</p>
<p>David e Samuel Ibn Nahmias introduziram a imprensa no Império Otomano, em 1493, quando estabeleceram a primeira imprensa hebraica. A maioria dos médicos da corte otomana era de judeus e vários desempenharam cargos importantes, como Hekim Yacoub, que foi médico pessoal, tesoureiro e conselheiro de Mehmed II, Efraim ben Nissim Ibn Sanchi, português, sucedeu-lhe como médico na corte; Hamon, português, foi médico na corte e Ishak Pasha foi médico de Murat II. Abraham de Castro foi responsável pela Emissão da Moeda no Egipto otomano.</p>
<p>O marrano Daniel Fonseca, médico e diplomata, em Istambul, nasceu no Porto. Joseph Nasi, sobrinho de Grácia Nasi Mendes, sefardita português, foi diplomata e o conselheiro pessoalíssimo de Selim II, sendo, mais tarde, nomeado Duque de Naxos, ou seja governador de um grupo de ilhas no Mar Egeu onde eram produzidos vinhos raros para exportação.</p>
<p>O matemático e astrónomo, Abraão Bar Samuel Zacut, nasceu em Salamanca e, depois do Édito de Alhambra, refugiou-se em Portugal. Segundo algumas fontes, terá sido astrónomo do Rei D. João II de Portugal e o grande defensor da rota marítima para a Índia, no início do reinado de D. Manuel I. Obrigado a deixar Portugal, refugiou-se na Tunísia e, mais tarde, na Turquia.</p>
<p>Grácia Nasi Mendes, banqueira sefardita portuguesa, operando em toda a Europa, salvou milhares de Judeus fretando barcos para os resgatar sob a proteção do Sultão Soleimão. João Rodrigues de Castelo Branco, sefardita português, que foi médico e escritor, dominava várias línguas, e deixou Portugal rumo a Istambul, acompanhado de Grácia Nasi e Joseph Nasi. Decidiu, no entanto, separar-se deles em Ancona, e ficar em Ferrara, chegando a ser médico pessoal do Papa Paulo III. Perseguido procurou refúgio no Império Otomano, na Salónica, onde faleceu no combate à peste. Deixou-nos «As Centúrias», uma importante obra na área da medicina.</p>
<p>Em 1840, o Sultão Abdulmecid ordenou por <em>ferman</em>, édito imperial, a propósito da questão do «Libelo de Sangue» que «pelo amor que temos pelos nossos súbditos, não podemos permitir que a nação judaica, cuja inocência do crime alegado é evidente, seja perturbada e atormentada por causa de uma acusação que não tem o mínimo fundamento na verdade».</p>
<h3>O Sistema das Nações no Império Otomano</h3>
<p>Istambul foi uma Babel posicionada entre a Europa e a Ásia. Nos seus mercados ouvia-se o otomano, o persa, o árabe, o ladino, o grego, o armênio, o dialecto veneziano, entre muitas outras línguas; nos seus lugares de culto o árabe, o hebraico, o latim, o grego, o armênio e outras. E, apesar de a ordem islâmica distinguir muçulmanos e <em>dhimmis</em> (não-muçulmanos), os Judeus viveram no seio do Império uma liberdade inimaginável na Europa medieval e renascentista. Cabia-lhes o pagamento da<em> djizia,</em> um imposto pago por cabeça e aplicado a todos os homens não-muçulmanos.</p>
<p>Esta convivência e a liberdade de que gozavam os vários grupos étnico-religiosos só foram possíveis graças a um sistema de governança especial, nessa altura, inexistente na Europa: o sistema dos<em> millet</em>, ou seja, das nações, em que era consagrada a protecção dos direitos das minorias. Estas nações eram comunidades religiosas não-muçulmanas entendidas no sentido que lhes é atribuído pelo Alcorão e não no sentido europeu clássico de «nações».</p>
<p>Neste sistema, cada comunidade se autogovernava. As comunidades judaicas regiam-se pela Halakhah (Lei Judaica), tinham os seus tribunais próprios, em sede de direito da família e do direito civil, liberdade de culto, as suas escolas e programas curriculares e educação religiosa e a sua língua própria.</p>
<p>O poder administrativo e as instâncias judiciais superiores otomanas, que tinham função tutelar ou de última instância a pedido das partes, apoiavam-se num movimento de codificação, iniciado por Mehmet II, que, numa constante adaptação, conciliava os princípios derivados do direito consuetudinário e os usos e os costumes do sultanato com o direito islâmico. A segurança do Estado e a cobrança dos impostos era da competência da administração otomana. Contudo, havia isenção de alguns impostos para os millet. A diversidade demográfica e populacional do Império exigira um sistema político flexível e pragmático, tornando-se um exemplo de pluralismo religioso pré-moderno.</p>
<p>Em 1856 era promulgado o Édito Gülhane que estabelecia o princípio da igualdade de todos os otomanos perante a lei e previa o início do recrutamento militar obrigatório para todos os cidadãos do Império, o que até à data se aplicava apenas aos muçulmanos. Este Édito coincidiu com o desmembramento do Império e a fuga das populações muçulmanas dos Balcãs para o centro do território otomano, o que originou uma mudança demográfica significativa &#8211; três quartos da população otomana passara a ser muçulmana.</p>
<p>A chegada da Europa de missionários protestantes para converter os cristãos do oriente e os não-cristãos a um Império que, em geral, não tinha forçado as suas minorias à conversão, contribuiu para o agravamento das tensões. Os cristãos otomanos das várias confissões começaram a olhar para os Europeus como os seus salvadores. Um número crescente trabalhava nas concessões (capitulações) que estavam sob jurisdição estrangeira, o que os libertava do imposto per capita aplicado aos não-muçulmanos; o contacto directo com os mercados estrangeiros conferia-lhes uma posição privilegiada em termos económicos e o facto de não serem recrutados para o serviço militar permitia às minorias uma continuidade geracional nas suas relações comerciais com o estrangeiro.</p>
<p>As potências estrangeiras aproveitaram este período de desmembramento do Império, de descontentamento da maioria por se sentir lesada nos seus direitos e das tensões crescentes para fomentar a discórdia entre as minorias cristãs e a maioria muçulmana. No início do séc. XX, Istambul era uma cidade repleta de refugiados muçulmanos dos Balcãs, da Crimeia e dos outros territórios que o Império ia perdendo para os países europeus.</p>
<p>O relacionamento dos otomanos com as comunidades judaicas caracterizou-se por uma proximidade especial. Particularmente, os judeus sefarditas, fugidos da Inquisição e que nos séculos XVI e XVII rapidamente excederam o número dos judeus “romanos” e dos asquenazes, que através dos seus contatos comerciais na diáspora sefardita e dos seus conhecimentos linguísticos, contribuíram marcadamente para a internacionalização do Império Otomano. As comunidades judaicas continuaram fiéis aos seus sultões e ao império que os protegera.</p>
<h3>Sefarditas em Istambul – Uma Dívida de Gratidão</h3>
<p>Apesar de, a partir de 1948, muitos sefarditas terem partido para Israel, vivem cerca de vinte mil turcos judeus na Turquia. Muitos deles ocupam lugares de destaque no mundo das artes e dos negócios. O Portugal Post foi falar com Izzet Pinto, um turco sefardita, descendente de judeus de Toledo, possivelmente com raízes portuguesas. Izzet Pinto é o CEO da Global Agency, com sede em Istambul, uma empresa distribuidora de formatos e séries televisivas, e que é um importante playerno sector a nível mundial no sector. «Em termos mundiais, somos a quinta empresa do sector com o maior crescimento anual e distribuímos para os mercados estrangeiros a série histórica turca «Muhteşem Yüzyıl- («Anos Magníficos») sobre o Sultão Solimão e o seu tempo (1520-1566).</p>
<p>O nosso sucesso internacional é uma forma de expressar gratidão ao nosso país por ter salvo os nossos antepassados» e frisa «nenhum de nós se converteu». Izzet Pinto conta-nos que não aprendeu ladino porque não queria falar turco com sotaque, mas que a irmã, os pais e a avó sabem ladino.</p>
<p>Os seus antepassados foram expulsos da Península Ibérica no tempo de Beyazit II há mais de quinhentos anos. Estabeleceram-se primeiro em Edirne e, mais tarde, foram para Istambul onde se dedicaram ao comércio dos têxteis. E, não é por acaso, que nos últimos episódios da série, se conta a história verídica da judia portuguesa, Grácia Nasi Mendes, que ajudada pelo seu sobrinho Joseph Nasi, move todas as suas influências em Istambul e aplica a sua fortuna para fretar barcos e salvar muitos judeus sefarditas das perseguições na Europa. Ela faz sem o conhecimento inicial do sultão, que lhe perdoa aquele ato que lhe poderia ter custado a própria vida.</p>
<p>Através de uma alegoria, Solimão explica ao seu grande vizir, Ruştem Paşa, que «o mundo em que vivemos é como um jardim repleto de flores diferentes, todas criadas por Allah, e devemos respeitar a Sua vontade». Explicando ao grande público, numa frase simples, a “ratio legis” do imensamente complexo sistema dos <em>millet</em>. Como mais um facto histórico, assinale-se ainda que, em 1556, Solimão exigiu ao Papa Paulo IV a libertação imediata dos marranos de Ancona, declarando-os cidadãos do Império e salvando-os assim de morte certa.</p>
<h3>A Tradição de Tolerância Perdura na Turquia Moderna</h3>
<p>O pluriculturalismo-etnico-religioso dos millet caracterizou de forma marcante o quotidiano do Império Otomano, tendo também muitos judeus asquenazes, fugidos dos progroms do Leste da Europa, encontrado refúgio junto dos otomanos e, mais tarde, no período do Holocausto, na República Turca. Esta tradição de tolerância perdura na Turquia moderna e Istambul continua a ser a cidade das várias nações, embora de forma menos acentuada do que nos tempos gloriosos do Império por razões que se prendem com a sua história do século passado. As tensões geradas pela política dos países europeus, que, nos finais do século XIX e princípios do século XX, pretendiam repartir entre si o moribundo Império Otomano, resultaram em motins e, por fim, numa guerra para defender a independência do país.</p>
<p>Os direitos das minorias deram, muitas vezes, precedência, ao ideal unificador e redutor dos seus direitos, numa situação de força maior gerada pela necessidade de salvar a nação turca do seu desmembramento total. O conflito foi sangrento, dele resultando muitos mortos e muitos sem país e, tendo terminado com a deportação de milhares de turcos muçulmanos dos territórios perdidos e de muitos membros das nações para os novos países.</p>
<p>Ainda que diminuída, a Turquia salvou-se pela mão de Atatürk, o general que criou o país moderno e secular surgido das ruínas do imenso Império Otomano. O xadrez colonial criado pelos aliados, que procuravam matérias-primas e domínios estratégicos e comerciais na região, resultou em desequilíbrios gravosos que ainda hoje se fazem sentir. Mas a vida das comunidades judaicas continuou na moderna Turquia. Atualmente, em Istambul, dez sinagogas recebem os seus fiéis e o jornal Şalom publicado em turco com alguns artigos em judeo-espanhol, informa turcos sefarditas e asquenazes sobre os mais variados assuntos.</p>
<p>Para a História passou uma bonita estória sobre mais um milagre na história judaica: os judeus espanhóis e portugueses encontraram um porto de abrigo no mais poderoso império muçulmano, dos finais do séc. XV e no séc. XVI, que foi também o novo Califado; no Império dos Sultões foi-lhes permitido crescer e desenvolver-se, desempenhando todas as profissões, salvo as não permitidas também às outras nações.</p>
<p>Como comunidade minoritária, os judeus otomanos gozaram da proteção dos seus direitos ao abrigo de um sistema político que lhes permitia sobreviver enquanto, ao mesmo tempo na Europa, viviam no ostracismo, perseguidos, torturados e assassinados. Durante o holocausto do séc. XX continuaram a salvo no país renascido do Império que fora porto de abrigo quinhentos anos antes.</p>
<p>«Quem salvar uma vida, salva toda a humanidade» é uma frase comum ao Talmude, Sanhedrin 37ª, e ao Alcorão Maide 5.32, que faz toda a justiça aos otomanos e ilustra a aliança entre as duas religiões do Livro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Referências </strong></p>
<ol>
<li>1453 &#8211; A Guerra Santa Por Constantinopla e o Confronto entre o Islã e Ocidente (Crowley,Roger)</li>
<li>Civilização – Ocidente &amp; Oriente (Niall Ferguson – Ed. Critica)</li>
<li>Wikipedia</li>
</ol>
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		<title>Uzbequistão e Daguestão</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jan 2020 19:46:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A Influência Otomana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fotos de Muçulmanos na Rússia (1910) Estas fotos de muçulmanos da Ásia Central (na época parte do Império Russo) são de terras que um dia foram o centro de aprendizado islâmico, locais onde viveram os grandes sábios Imam Bukhari e Imam Tirmidhi. Entre 1909 e 1912, o fotógrafo Sergei Prokudin-Gorskii realizou um levantamento fotográfico do Império Russo com o apoio do Czar Nicholas II. Ele usou uma câmara especializada para capturar três imagens em preto e branco em sucessão bastante rápida, usando filtros vermelhos, verdes e azuis, permitindo-lhes...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3><strong>Fotos de Muçulmanos na Rússia (1910)</strong></h3>
<p>Estas fotos de muçulmanos da Ásia Central (na época parte do Império Russo) são de terras que um dia foram o centro de aprendizado islâmico, locais onde viveram os grandes sábios Imam Bukhari e Imam Tirmidhi.</p>
<p>Entre 1909 e 1912, o fotógrafo Sergei Prokudin-Gorskii realizou um levantamento fotográfico do Império Russo com o apoio do Czar Nicholas II. Ele usou uma câmara especializada para capturar três imagens em preto e branco em sucessão bastante rápida, usando filtros vermelhos, verdes e azuis, permitindo-lhes mais tarde serem recombinadas e projetada com lanternas filtradas para mostrar suas versões coloridas. Quando estas fotografias foram tiradas, nem a Revolução Russa, nem a Primeira Guerra Mundial haviam ainda começado.</p>
<p>Observar estas fotos é dar passo atrás no tempo e ver como era a vida dos muçulmanos há mais de um século atrás.</p>
<div id="attachment_626" style="width: 660px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-626" class="wp-image-626" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-1-300x215.jpg" alt="" width="650" height="466" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-1-300x215.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-1-768x551.jpg 768w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-1-700x503.jpg 700w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-1.jpg 915w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-626" class="wp-caption-text">O Emir de Bukhara, Alim Khan (1880-1944), posa solenemente para seu retrato, tirado em 1911, pouco depois de sua adesão. Como governante de uma cidade-estado autônoma em uma região islâmica da Ásia Central, o Emir presidia assuntos internos de seu emirado como monarca absoluto, embora desde meados de 1800 Bukhara tinha sido um estado vassalo do Império Russo. Com o estabelecimento do poder soviético em Bukhara, em 1920, o Emir fugiu para o Afeganistão, onde morreu em 1944.</p></div>
<div id="attachment_627" style="width: 662px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-627" class="wp-image-627" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-2-300x202.jpg" alt="" width="652" height="439" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-2-300x202.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-2-768x516.jpg 768w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-2-700x470.jpg 700w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-2.jpg 915w" sizes="auto, (max-width: 652px) 100vw, 652px" /><p id="caption-attachment-627" class="wp-caption-text">Um carregador de água em Samarkanda (atual Uzbequistão)</p></div>
<div id="attachment_628" style="width: 660px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-628" class="wp-image-628" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-3-300x263.jpg" alt="" width="650" height="570" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-3-300x263.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-3.jpg 640w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-628" class="wp-caption-text">Um burocrata em Bukhara posa para a câmera</p></div>
<div id="attachment_629" style="width: 659px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-629" class="wp-image-629" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-4-300x271.jpg" alt="" width="649" height="586" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-4-300x271.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-4-768x695.jpg 768w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-4-700x633.jpg 700w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-4.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 649px) 100vw, 649px" /><p id="caption-attachment-629" class="wp-caption-text">Um comerciante de tecidos em Samarkanda (atual Uzbequistão) senta-se em sua tenda.</p></div>
<div id="attachment_630" style="width: 660px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-630" class="wp-image-630" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-5-300x221.jpg" alt="" width="650" height="479" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-5-300x221.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-5-768x566.jpg 768w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-5-700x516.jpg 700w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-5.jpg 915w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-630" class="wp-caption-text">Uma mulher sart vestindo sua purdah (véu) em Samarkanda, Uzbequistão. Até a Revolução Russa de 1917, “sart” era o nome dado para os uzbeques que viviam no Cazaquistão.</p></div>
<div id="attachment_631" style="width: 659px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-631" class="wp-image-631" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-6-300x266.jpg" alt="" width="649" height="576" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-6-300x266.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-6-768x680.jpg 768w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-6-700x620.jpg 700w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-6.jpg 890w" sizes="auto, (max-width: 649px) 100vw, 649px" /><p id="caption-attachment-631" class="wp-caption-text">Um professor de religião com suas duas filhas.</p></div>
<div id="attachment_633" style="width: 663px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-633" class="wp-image-633" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-8-300x160.jpg" alt="" width="653" height="348" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-8-300x160.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-8.jpg 620w" sizes="auto, (max-width: 653px) 100vw, 653px" /><p id="caption-attachment-633" class="wp-caption-text">Um homem e uma mulher do Daguestão posando juntos. O homem pode ser visto carregando sua espada.</p></div>
<div id="attachment_634" style="width: 662px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-634" class="wp-image-634" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-9-300x258.jpg" alt="" width="652" height="561" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-9-300x258.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-9-768x662.jpg 768w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-9-700x603.jpg 700w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-9.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 652px) 100vw, 652px" /><p id="caption-attachment-634" class="wp-caption-text">Dois prisioneiros algemados juntos na cadeia.</p></div>
<div id="attachment_635" style="width: 660px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-635" class="wp-image-635" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-10-300x263.jpg" alt="" width="650" height="570" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-10-300x263.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-10.jpg 640w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-635" class="wp-caption-text">Uma casa de kebab (churrasco de carne prensada no espeto) em Samarcanda (atual Uzbequistão).</p></div>
<div id="attachment_636" style="width: 659px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-636" class="wp-image-636" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-11-300x268.jpg" alt="" width="649" height="580" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-11-300x268.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-11-768x685.jpg 768w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-11-700x624.jpg 700w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-11.jpg 908w" sizes="auto, (max-width: 649px) 100vw, 649px" /><p id="caption-attachment-636" class="wp-caption-text">Os alunos estudam com seu professor em uma madrassa (escola religiosa islâmica) em Samarcanda.</p></div>
<div id="attachment_637" style="width: 659px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-637" class="wp-image-637" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-12-300x210.jpg" alt="" width="649" height="455" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-12-300x210.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-12-768x539.jpg 768w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-12-700x491.jpg 700w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-12.jpg 915w" sizes="auto, (max-width: 649px) 100vw, 649px" /><p id="caption-attachment-637" class="wp-caption-text">Um grupo de mulheres com roupas tradicionais do Daguestão.</p></div>
<div id="attachment_638" style="width: 662px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-638" class="wp-image-638" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-13-300x226.jpg" alt="" width="652" height="492" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-13-300x226.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-13-768x579.jpg 768w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-13-700x528.jpg 700w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-13.jpg 915w" sizes="auto, (max-width: 652px) 100vw, 652px" /><p id="caption-attachment-638" class="wp-caption-text">Isfandiyar Jurji Bahadur Khan do protetorado russo de Khorezm (Khiva, agora uma parte do Uzbequistão moderno) sentado ao ar livre com seu uniforme completo.</p></div>
<div id="attachment_639" style="width: 668px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-639" class="wp-image-639" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-14-300x259.jpg" alt="" width="658" height="568" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-14-300x259.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-14-768x664.jpg 768w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-14-700x605.jpg 700w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-14.jpg 910w" sizes="auto, (max-width: 658px) 100vw, 658px" /><p id="caption-attachment-639" class="wp-caption-text">Os alunos se sentam com seu professor em uma madrassa (escola religiosa islâmica) em Samarcanda (atual Uzbequistão).</p></div>
<div id="attachment_640" style="width: 661px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-640" class="wp-image-640" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-15-300x216.jpg" alt="" width="651" height="469" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-15-300x216.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-15-768x553.jpg 768w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-15-700x504.jpg 700w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-15.jpg 915w" sizes="auto, (max-width: 651px) 100vw, 651px" /><p id="caption-attachment-640" class="wp-caption-text">Um menino senta-se no pátio da mesquita Tillia-Kari em Samarcanda (atual Uzbequistão).</p></div>
<div id="attachment_641" style="width: 662px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-641" class="wp-image-641" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-16-300x192.jpg" alt="" width="652" height="417" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-16-300x192.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-16-768x492.jpg 768w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-16-700x448.jpg 700w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-16.jpg 915w" sizes="auto, (max-width: 652px) 100vw, 652px" /><p id="caption-attachment-641" class="wp-caption-text">Nômades quirguízes na estepe de Golodnaia (atual Uzbequistão e Cazaquistão).</p></div>
<div id="attachment_642" style="width: 662px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-642" class="wp-image-642" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-17-300x265.jpg" alt="" width="652" height="576" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-17-300x265.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/01/post-paises-e-cidades-UZBEQUISTÃO-e-DAGUESTÃO-17.jpg 640w" sizes="auto, (max-width: 652px) 100vw, 652px" /><p id="caption-attachment-642" class="wp-caption-text">Um vendedor de frutas sentado em sua tenda no mercado.</p></div>
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