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	<title>imperiootamano, Autor em Império Otomano</title>
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	<description>Império Otomano</description>
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		<title>DARDANELOS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[imperiootamano]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Jul 2025 14:25:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>DARDANELOS DARDANELOS Dardanelos  (em turco: Çanakkale Boğazı), antigamente Helesponto, é um estreito no noroeste da Turquia ligando o mar Egeu ao mar de Mármara. Assim como o estreito de Bósforo, ele separa a Europa (neste caso, a península de Galípoli) da Ásia. A maior cidade próxima ao estreito é Çanakkale, que tem seu nome, oriunda do seu famoso castelo (kale significa &#8220;castelo&#8221;). O estreito teve um papel importante ao longo da História (vide foto aérea acima). Por exemplo, a Guerra de Troia aconteceu no lado asiático do estreito. Além disso, os exércitos persas do imperador Xerxes I  e, mais tarde, o exército macedônio de Alexandre o Grande, atravessaram o estreito de Dardanelos em direções opostas, para invadir as...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>DARDANELOS</strong></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1005" src="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem1.jpg" alt="" width="189" height="170" /></p>
<h1><strong>DARDANELOS</strong></h1>
<h2><strong>Dardanelos </strong></h2>
<h4><strong>(em <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_turca">turco</a>: <em>Çanakkale Boğazı</em>), antigamente Helesponto, é um <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Estreito">estreito</a> no noroeste da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Turquia">Turquia</a> ligando o <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mar_Egeu">mar Egeu</a> ao <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mar_de_M%C3%A1rmara">mar de Mármara</a>.</strong></h4>
<p>Assim como o <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%B3sforo">estreito de Bósforo</a>, ele separa a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Europa"><strong>Europa</strong></a> (neste caso, a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Pen%C3%ADnsula">península</a> de <strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Gal%C3%ADpoli">Galípoli</a></strong>) da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81sia"><strong>Ásia</strong></a>. A maior cidade próxima ao estreito é <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%87anakkale"><strong>Çanakkale</strong></a>, que tem seu nome, oriunda do seu famoso <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo">castelo</a> (<em>kale</em> significa &#8220;castelo&#8221;).</p>
<p>O estreito teve um papel importante ao longo da História (vide foto aérea acima). Por exemplo, a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_de_Troia"><strong>Guerra de Troia</strong></a> aconteceu no lado asiático do estreito. Além disso, os <strong>exércitos </strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A9rsia"><strong>persas</strong></a> do <strong>imperador </strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Xerxes_I"><strong>Xerxes I</strong></a>  e, mais tarde, o <strong>exército </strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Maced%C3%B3nia_(hist%C3%B3ria)"><strong>macedônio</strong></a> de<strong> </strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Alexandre,_o_Grande"><strong>Alexandre o Grande</strong></a>, atravessaram o estreito de Dardanelos em direções opostas, para invadir as terras uns dos outros.</p>
<p>Neste Estreito, em 450 a.C., o rei <strong>Xerxes da Pérsia</strong> construiu uma ponte feita de barcos para desembarcar suas tropas na Trácia e nessas águas, por volta de 400 a.C., ocorreram as batalhas finais da Guerra de Peloponeso.</p>
<p>Da cidade de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%87anakkale"><strong>Çanakkale</strong></a><strong>,</strong> também é possível avistar duas fortalezas: <strong>Kilitbahir</strong>, do lado Europeu e <strong>Çimenlik</strong>, do lado asiático junto ao porto de <strong>Çanakkale</strong>. Ambas foram construídas por <strong>Mehmet II</strong>, o Conquistador, nos preparativos para tomar Constantinopla em 1453.</p>
<p>Entretanto, o evento que mais marcou o <strong>Estreito de Dardanelos</strong> foi Guerra de <strong>Galípoli</strong>, durante a 1ª guerra mundial.</p>
<p>Tendo uma importância vital para a armada do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Otomano"><strong>Império Otomano</strong></a> para sua dominação no <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mediterr%C3%A2neo">Mediterrâneo</a> oriental, o estreito sofreu uma tentativa de invasão com inúmeras perdas humanas pelos aliados durante a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_Guerra_Mundial">Primeira Guerra Mundial</a>.</p>
<p>Esta disputa ficou marcada como uma das mais sangrentas da primeira Guerra Mundial, a qual ceifou a vida de soldados turcos e aliados (Austrália, Grã-Bretanha, França, Índia e Nova Zelândia).</p>
<p>De todos os países que lutaram em <strong>Galípoli</strong>, os australianos foram o que obtiveram maior prejuízo, pois perderam praticamente uma geração nesta Guerra. Por esta razão, em 1973, foi criado nas proximidades de <strong>Çanakkale</strong> o <strong>Parque Nacional Histórico de</strong> <strong>Galípoli.</strong></p>
<p>Todos os anos são celebradas missas e homenagens nos cemitérios e memoriais criados na região. Anualmente, milhares de australianos vem a <strong>Çanakkale</strong> para homenagear seus soldados australianos que aqui perderam suas vidas. A <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Campanha_de_Gal%C3%ADpoli">Campanha de <strong>Galípoli</strong></a>, com vitória para os otomanos e derrota para os aliados, quase custou a carreira de Winston Churchill.</p>
<h2>A batalha de Helesponto</h2>
<h4><strong><span style="color: #000000;">Batalha do Helesponto</span> é a designação de dois combates navais consecutivos travados em julho de 324 entre a frota do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Imperador_romano">imperador romano</a> <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Constantino,_o_Grande">Constantino, o Grande</a> , liderada por seu <a href="https://pt.wiktionary.org/wiki/primog%C3%AAnito">primogênito</a> <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Crispo">Crispo</a>, e uma frota maior, sob o almirante do imperador <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Lic%C3%ADnio">Licínio</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Abanto_(comandante)">Abanto</a>.</strong></h4>
<p><strong>Crispo</strong>, apesar de possuir menos navios, logrou usar a estreita topografia do Helesponto a seu favor, conseguindo afundar muitos navios da frota desordenada de <strong>Abanto.</strong> Este reorganizou seus efetivos e no dia seguinte travou novo confronto contra a frota de <strong>Constantino</strong>, porém uma tempestade arrasou grande parte de seus navios, levando <strong>Crispo</strong> a uma vitória esmagadora.</p>
<p>Essa vitória possibilitou a <strong>Constantino</strong> prosseguir em seu <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cerco_de_Biz%C3%A2ncio_(324)">cerco</a> em curso à cidade de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Biz%C3%A2ncio"><strong>Bizâncio</strong></a> (atual <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Istambul"><strong>Istambul</strong></a>, na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Turquia">Turquia</a>), no <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%B3sforo">Bósforo</a>.</p>
<p>Diante da forte pressão, e com sua frota perdida,<strong> Licínio</strong> viu-se obrigado a fugir através do estreito em direção à<strong> </strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Anat%C3%B3lia"><strong>Anatólia</strong></a> (região centro/leste da <strong>Turquia</strong>), onde reagrupou seus soldados remanescentes em sua última tentativa de parar seu rival.</p>
<p>Ele seria derrotado decisivamente na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_Cris%C3%B3polis"><strong>Batalha de Crisópolis</strong></a>, que poria fim às <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerras_Civis_da_Tetrarquia">Guerras Civis da Tetrarquia</a> e estabeleceria <strong>Constantino</strong> como único governante romano.</p>
<h2>O Contexto</h2>
<p>Constantino havia derrotado Licínio numa <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_Guerra_Civil_de_Constantino_e_Lic%C3%ADnio">guerra anterior</a> oito anos antes tendo conquistado toda a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Pen%C3%ADnsula_Balc%C3%A2nica"><strong>península Balcânica</strong></a>, com exceção da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Diocese_da_Tr%C3%A1cia">Trácia</a>. Foi estabelecido um acordo de paz rapidamente, o qual colocou <strong>Constantino </strong>em uma posição superior à de <strong>Licínio</strong>, mas as relações entre os dois continuaram instáveis.</p>
<p>Já em 323, <strong>Constantino</strong> estava pronto para reiniciar o conflito e, quando seu exército, que estava perseguindo um bando invasor de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Visigodos">visigodos</a> (ou de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A1rmatas">sármatas</a>), atravessou a fronteira do território de <strong>Licínio</strong>, um oportuno <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Casus_belli"><em>casus belli</em></a> se fez presente.</p>
<p>A reação de <strong>Licínio</strong> à invasão foi totalmente hostil, o que incitou <strong>Constantino</strong> a continuar na ofensiva. Ele invadiu a <strong>Trácia</strong> com toda sua força e, apesar de sua força ser menor que a de Licínio, estava repleta de veteranos de muitas batalhas. Além disso, como ele agora tinha acesso aos melhores recrutas do império.</p>
<p>Após sua derrota na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_Adrian%C3%B3polis_(324)"><strong>Batalha de Adrianópolis</strong></a>, <strong>Licínio</strong> e seu exército principal recuaram para a cidade de Bizâncio. Ali deixou uma forte guarnição e cruzou o <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%B3sforo">Bósforo</a> com a maior parte de suas tropas.</p>
<p>Para manter sua força em <strong>Bizâncio</strong> e para assegurar sua linha de comunicação entre a capital e seu exército na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81sia_Menor"><strong>Ásia Menor</strong></a>, se tornou imperativo para Licínio manter o controle dos estreitos que separavam a Trácia da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Bit%C3%ADnia">Bitínia</a> (Bósforo) e da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%ADsia">Mísia</a> (<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Helesponto">Helesponto</a>).</p>
<p>Se quisesse cruzar para a Ásia para destruir a resistência de <strong>Licínio Constantino</strong>, teria também que conquistar o controle marítimo dos estreitos. O exército principal de Licínio estava no Bósforo para vigiá-lo enquanto o grosso de sua marinha se deslocou para cobrir o estreito do Helesponto.</p>
<h2>A Batalha</h2>
<p>Enquanto <strong>Constantino </strong>estava liderando o <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cerco_de_Biz%C3%A2ncio_(324)">cerco a<strong> Bizâncio</strong></a>, <strong>Crispo</strong> recebeu ordens para liderar a frota em direção ao <strong>Helesponto</strong> (<strong>atual </strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Dardanelos"><strong>Dardanelos</strong></a>), onde bloquearia o inimigo.</p>
<p>Ele decidiu entrar no estreito com apenas 80 de seus navios, enquanto o almirante de <strong>Licínio</strong>, <strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Abanto_(comandante)">Abanto</a></strong> comandou 200 navios, com clara intensão de cercar a frota inimiga.</p>
<p>A opção de <strong>Abanto</strong>, contudo, provar-se-ia errada, com o tamanho de sua frota mais atrapalhando do que ajudando no apertado estreito. <strong>Crispo </strong>conseguiu utilizar seus esquadrões mais compactos para sobrepujar a desengonçada armada adversária, afundando muitos dos navios de <strong>Licínio.</strong></p>
<p>A batalha terminou ao anoitecer e<strong> Abanto</strong> teve de recuar para a ponta leste do Helesponto para reagrupar sua frota. <strong>Crispo,</strong> por sua vez, aumentou sua frota com reforços vindos do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mar_Egeu">mar Egeu</a> e as duas frotas se reencontraram no dia seguinte.</p>
<p>Este segundo combate se deu perto de <strong>Calípolis</strong> e, para sorte de <strong>Crispo,</strong> uma tempestade arruinou muitos dos navios de <strong>Licínio</strong> que estavam ainda ancorados na costa; segundo <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Z%C3%B3simo">Zósimo</a>, a tempestade teria provocado a destruição de 130 navios e a perda de 5 000 homens.</p>
<p>A nau de<strong> Abanto</strong> afundou e ele só conseguiu se salvar nadando até a costa. O resultado foi que toda frota de <strong>Licínio</strong>, com exceção de quatro navios, foi destruída, afundada ou capturada, uma vitória contundente de <strong>Constantino</strong>.</p>
<h2>Resultados</h2>
<p><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Soldo_(moeda)">Soldo</a> de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Crispo"><strong>Crispo</strong></a><strong> </strong>emitido para celebrar a vitória de <strong>Constantino</strong> sobre os <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Godos">godos</a> em 323.</p>
<p>A vitória de <strong>Crispo</strong> possibilitou que Constantino recebesse os recursos necessários para continuar seu cerco a Bizâncio.</p>
<p>Com este novo revés, <strong>Licínio</strong> ordenou que seus soldados atravessassem para a Ásia, onde pretendia reagrupá-los.</p>
<p>A vitória naval permitiu que <strong>Constantino</strong> transportasse seu exército para a Ásia Menor,  onde finalmente derrotou <strong>Licínio</strong> na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_Cris%C3%B3polis">Batalha de Crisópolis</a>, próximo da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Calced%C3%B4nia_(cidade)">Calcedônia</a>, a última batalha da guerra civil entre ambos.</p>
<p>Bizâncio e Calcedônia capitularam e <strong>Licínio</strong> rendeu-se, o que garantiu a <strong>Constantino</strong> o controle único do<strong> </strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Romano"><strong>Império Romano</strong></a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>IMPÉRIO OTOMANO &#8211; PRINCIPAIS RELIGIÕES</title>
		<link>https://www.imperiootomano.com.br/imperio-otomano-principais-religioes-2/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=imperio-otomano-principais-religioes-2</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[imperiootamano]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Sep 2022 05:33:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Império Otomano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pela sua extensão territorial, o IMPERIO OTOMANO lidou, ao longo dos séculos, com varias religiões e correntes religiosas. Por ordem alfabética: ALAUITAS A doutrina alauíta, uma variante heterodoxa e esotérica do islamismo xiita, foi elaborada no Iraque no século IX por Mohammad bem Nusseir, discípulo do 10º imã Ali Hadi. Assim como os xiitas, que veneram Ali, primo e genro do profeta Maomé, os alauítas o idolatram. Seus seguidores acreditam na reencarnação, em geral carecem de mesquitas, ignoram o jejum e a peregrinação a Meca, toleram o álcool e...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pela sua extensão territorial, o IMPERIO OTOMANO lidou, ao longo dos séculos, com varias religiões e correntes religiosas.</p>
<p>Por ordem alfabética:</p>
<p><strong>ALAUITAS</strong><br />
A doutrina alauíta, uma variante heterodoxa e esotérica do islamismo xiita, foi elaborada no Iraque no século IX por Mohammad bem Nusseir, discípulo do 10º imã Ali Hadi. Assim como os xiitas, que veneram Ali, primo e genro do profeta Maomé, os alauítas o idolatram. Seus seguidores acreditam na reencarnação, em geral carecem de mesquitas, ignoram o jejum e a peregrinação a Meca, toleram o álcool e suas mulheres não utilizam véu. Celebram as festas muçulmanas e também as cristãs. Consideram o Natal, simbolicamente como o nascimento de Jesus, filho de Maria, comemorado no dia 6 de Janeiro de cada ano, tido como dia dos Reis Magos, ocidental.</p>
<p>Os alauítas são tidos por heréticos e mesmo como não-muçulmanos por diversas correntes sunitas. Por conta disso, As doutrinas religiosas dos alauitas permaneceram durante muito tempo desconhecidas, até que no século XIX alguns ocidentais conseguiram conhecer alguns dos textos da religião, até então guardados propositadamente em segredo.</p>
<p>Após o fim da Primeira Guerra Mundial e o desaparecimento do Império Otomano, que tinha governado a Síria, a França assumiu um mandato sobre o Líbano e a Síria. A política francesa na Síria procurou em larga medida fomentar um espírito independentista entre os alauítas, como forma de criar obstáculos ao movimento árabe sunita pela independência. Os Franceses viriam mesmo a conceder autonomia aos alauítas através da criação de uma região autônoma que existiu entre 1920 e 1936.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-961" src="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Alauitas-300x169.jpg" alt="" width="300" height="169" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Alauitas-300x169.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Alauitas-539x303.jpg 539w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Alauitas.jpg 644w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>DRUSOS</strong><br />
A minoria drusa é uma minoria dissidente do islamismo e compõe uma comunidade fechada que mantém os segredos de sua fé para evitar as perseguições. Uma das características é a fidelidade que ela tem com o Governo dos países em que vive. Drusos habitam principalmente o Líbano, Síria, Israel e Jordânia, sendo o idioma, o árabe.</p>
<p>A história dos drusos começou no Cairo (Egito) em 1017, com um grupo de religiosos que se propôs a criar uma ideologia com elementos do Islã, do judaísmo e do cristianismo. Foi um movimento milenar, uma religião monoteísta que absorveu várias influências como a filosofia grega de Sócrates e Platão. Houve também a inclusão de idéias do Oriente como o budismo e o hinduísmo. Embora se considerem muçulmanos, são muitas vezes vistos como membros de uma religião completamente diferente. São místicos, têm uma série de segredos e não seguem os cinco pilares do islamismo. Consideram o Alcorão sagrado, mas têm seus próprios livros religiosos.</p>
<p>Costumam casar entre si, apesar de especialmente nas grandes cidades, haver uma mistura maior.<br />
Os drusos crêem que o espírito de uma pessoa pode nascer em outro lugar e, aos 15 anos, os drusos tem que se decidir se vão seguir ou não essa vocação. A maioria, ou seja, 80% dos drusos, é laica. O sistema druso de relação entre laicos e religiosos facilita a convivência com a comunidade, não havendo pressão religiosa.<br />
Ao todo, os drusos somam cerca de 1,5 milhão atualmente. Há drusos na Síria, no Líbano, Israel e Jordânia. Em Israel, são 120 mil. Há também imigrantes drusos no Brasil, EUA e Austrália.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-962" src="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Drusos-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Drusos-300x200.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Drusos-768x512.jpg 768w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Drusos-700x467.jpg 700w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Drusos.jpg 960w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>JUDEUS</strong></p>
<p>O judaísmo é uma das religiões monoteístas mais antigas do mundo, com uma história e um conjunto de crenças que influenciaram outras religiões, como o cristianismo e o islamismo.<span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="https://www.bing.com/ck/a?!&amp;&amp;p=bb3eca7fbd20c04702fd6b1f2ad589dbd2ba588b1709b631c367f96d43110cc4JmltdHM9MTc1MzQ4ODAwMA&amp;ptn=3&amp;ver=2&amp;hsh=4&amp;fclid=1e48b8fa-354c-60d2-0531-aecf34066124&amp;psq=judaismo+resumo&amp;u=a1aHR0cHM6Ly9tdW5kb2VkdWNhY2FvLnVvbC5jb20uYnIvc29jaW9sb2dpYS9qdWRhaXNtby5odG0&amp;ntb=1"> Os judeus acreditam em um único Deus, que é o criador do universo e mantém um relacionamento especial com o povo judeu. </a></span></p>
<p><span style="color: #000000;">O <a style="color: #000000;" href="https://www.bing.com/ck/a?!&amp;&amp;p=ff53119d071fed10f69972553e8494177c35d6f657df31fefe71f5041d98bf67JmltdHM9MTc1MzQ4ODAwMA&amp;ptn=3&amp;ver=2&amp;hsh=4&amp;fclid=1e48b8fa-354c-60d2-0531-aecf34066124&amp;psq=judaismo+resumo&amp;u=a1aHR0cHM6Ly93d3cuc2lnbmlmaWNhZG9zLmNvbS5ici90dWRvLXNvYnJlLWp1ZGFpc21vLw&amp;ntb=1">Torá, o texto sagrado mais importante do judaísmo,  é composta pelos cinco primeiros livros da Bíblia Hebraica e contém as leis e ensinamentos fundamentais. </a></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="https://www.bing.com/ck/a?!&amp;&amp;p=c7985d6113db414da48918c22bfd5b2904ca76313af858a61a02dc4a395766f9JmltdHM9MTc1MzQ4ODAwMA&amp;ptn=3&amp;ver=2&amp;hsh=4&amp;fclid=1e48b8fa-354c-60d2-0531-aecf34066124&amp;psq=judaismo+resumo&amp;u=a1aHR0cHM6Ly93d3cudG9kYW1hdGVyaWEuY29tLmJyL2p1ZGFpc21vLw&amp;ntb=1">Os judeus se reúnem em sinagogas para a prática de rituais e leituras da Torá, sob a orientação de um rabino. </a></span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-1014" src="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Imagem1-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Imagem1-300x200.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Imagem1.jpg 450w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<hr />
<p><strong>MARONITAS</strong><br />
Os maronitas compõem grande parte dos cristãos libaneses, sendo que a Igreja Maronita possui ritual próprio, diferente do rito latino conhecido pelos católicos ocidentais. Reconhecem a autoridade do Papa, o líder Igreja Católica Apostólica Romana. O rito maronita celebra a missa em língua aramaica, a que Jesus Cristo falava.</p>
<p>Historicamente, os maronitas são habitantes do campo. Suas raízes remontam ao século IV, sendo que no século VII, devido a perseguições religiosas, eles se dirigiram das regiões costeiras para as áreas montanhosas do Líbano e da Síria, onde eles viveram em certo isolamento. Hoje em dia, eles estão espalhados por todo o Líbano, com uma grande concentração no Monte Líbano.</p>
<p>Os Maronitas devem seu nome a São Maron, eremita que viveu na segunda metade do século IV e nos princípios do século V, sobre uma montanha situada na região da Apaméia (norte da Síria). De origem antioquena (da antiga Antioquia), dedicava-se à oração e à penitência. Foi considerado um dos fundadores da vida monástica no Oriente. Numerosos foram os discípulos que, seguindo o exemplo deste eremita e querendo imitá-lo, transformaram as cavernas, as grutas e os morros em ermidas. Esperavam sua visita para escutarem seus sermões e receber dele as orientações necessárias para a vida ascética e mística. Sua morte ocorreu no ano 410, depois de uma breve doença. Os cristãos, incluindo maronitas, ortodoxos, armênios e gregos católicos, perfazem hoje cerca de 35% da população libanesa. Deste percentual, estima-se que os cristãos maronitas componham metade deste número. A festa litúrgica de São Maron celebra-se no dia 9 de fevereiro.</p>
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<p><strong>ORTODOXOS</strong><br />
A Igreja Ortodoxa tem uma longa história de cerca de dois mil anos, contando-se a partir da Igreja Primitiva, e aproximadamente mil anos, contando-se a partir do Cisma do Oriente ou Grande Cisma, ocorrido em 1054.<br />
Desde então, os ortodoxos não reconhecem a primazia papal e não aceitam muitos dos dogmas proclamados pela Igreja Católica Romana em séculos recentes, tais como a Imaculada Conceição e a infalibilidade papal. Também não consideram válidos os sacramentos ministrados por outras confissões cristãs.</p>
<p>No seu conjunto, a Igreja Ortodoxa é a terceira maior confissão cristã (atrás do catolicismo romano e do protestantismo), e também a segunda maior instituição cristã do mundo (atrás da Igreja Católica Romana), contando ao todo com aproximadamente 250 milhões de fiéis, concentrados sobretudo nos países da Europa Oriental.<br />
Até ao século XI, os cristãos da Igreja Ortodoxa e da Igreja Católica Romana têm uma história comum, que começa com a instituição do cristianismo por Jesus de Nazaré e sua difusão por seus discípulos, que, como o relatado no livro bíblico dos Atos dos Apóstolos, espalharam-se a partir da cidade de Jerusalém, fundando a primeira comunidade denominada cristã em Antioquia e depois se espalhando, ainda pelos mesmos, pela Europa Ocidental, Oriente Médio, Ásia e Norte da África.</p>
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<p><strong>SUNITAS</strong><br />
Nome dado aos islamitas que seguem o “<strong>Suna</strong>”, ou “Caminho Percorrido” (nome dado às palavras e atos de Maomé e seus primeiros seguidores) e também por afirmarem seguir os caminhos da coletividade de muçulmanos.<br />
As correntes islâmicas surgiram após a morte de Maomé, no ano de 632, em Medina, na Arábia Saudita, em consequência da disputa entre seus seguidores pela liderança da comunidade. Pelo direito à sucessão do Profeta, surgiram duas correntes majoritárias, os “sunitas” e os “xiitas”.</p>
<p>Os sunitas acreditam que Maomé não deixou herdeiros legítimos e que seu sucessor deveria ser eleito com uma votação entre as pessoas da comunidade islâmica. A maioria dos muçulmanos no mundo é sunita.</p>
<p>O Alcorão é o <strong>livro sagrado do islamismo</strong>, considerado a palavra final de Deus, revelada ao profeta Maomé ao longo de 23 anos. Seu nome deriva de Al-Qur’an (a recitação), refletindo sua natureza como uma obra destinada a ser lida em voz alta.</p>
<p>O Alcorão está organizado em 114 capítulos, denominados <a title="Sura" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Sura">suras</a>, divididas em livros, seções, partes e versículos. Considera-se que 92 capítulos foram revelados ao profeta Maomé em <a title="Meca" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Meca">Meca</a>, e 22 em <a title="Medina" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Medina">Medina</a>.</p>
<p>Cabe lembrar que na TURQUIA, os sunitas constituem a religião predominante,  representando cerca de 90% da sua população.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p><strong>XIITAS</strong><br />
Tem seu nome derivado da palavra árabe shi’at, que significa grupo ou facção de Ali, que foi, ao mesmo tempo, primo e genro de Maomé. Os xiitas se recusaram a aceitar a autoridade dos 3 primeiros califas que sucederam a Maomé, recusa essa que precipitou a guerra civil na primeira comunidade islâmica. Os sunitas, por sua vez, reconheceram e reverenciaram os primeiros califas e não atribuíram nenhuma condição especial a Ali e seus descendentes. Atualmente, os sunitas representam 90% dos muçulmanos no mundo todo, contra 10% das várias seitas xiitas.</p>
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		<title>A EMIGRAÇÃO LIBANESA NO PERÍODO OTOMANO</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Sep 2022 05:24:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A vinda maciça de emigrantes árabes do Oriente Médio para as Américas, aí incluso o Brasil, significativo receptor de migrantes, iniciou-se a partir de 1880. Este processo ocorreu principalmente na área geográfica conhecida como BiladAL-Cham (territórios de Damasco) ou Suryia (Síria). O nome Síria era usado desde a idade média para designar o território que hoje corresponde ao Sudoeste da Turquia, Síria, Líbano, Israel, Palestina e Jordânia. Algumas subdivisões regionais tinham uma identidade geográfica, historia e cultural própria, como a Palestina (Filistin) e o Monte Líbano (Jab AL...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A vinda maciça de emigrantes árabes do Oriente Médio para as Américas, aí incluso o Brasil, significativo receptor de migrantes, iniciou-se a partir de 1880. </p>
<p>Este processo ocorreu principalmente na área geográfica conhecida como BiladAL-Cham (territórios de Damasco) ou Suryia (Síria). O nome Síria era usado desde a idade média para designar o território que hoje corresponde ao Sudoeste da Turquia, Síria, Líbano, Israel, Palestina e Jordânia. Algumas subdivisões regionais tinham uma identidade geográfica, historia e cultural própria, como a Palestina (Filistin) e o Monte Líbano (Jab AL Lubnan), embora também fossem vistas como parte integrante da Síria.</p>
<p>A emigração em massa verificada no Oriente Médio teve como principais causas, a interferência das potências européias no império otomano e as respectivas tensões sociais e violentos conflitos sectários e religiosos por ela desencadeados, o impacto econômico da crise da indústria da seda ao final do século XIX (a seda constituía 62% das exportações do Monte Líbano), a proteção européia às comunidades religiosas não muçulmanas sunitas, as vantagens fiscais e jurídicas que a proteção européia fornecia a determinadas comunidades e comerciantes cristãos, o que provocou grande ressentimento entre a população muçulmana, a dificuldade cada vez maior de incorporação dos árabes à administração otomana, a promulgação da lei que instituía a obrigatoriedade do serviço militar para as minorias (cristãos e judeus) e, por fim, a crise social e política provocada pela Primeira Guerra Mundial.</p>
<p>Diante de todos esses fatores e principalmente pela redução da renda proveniente da seda e da fragmentação da propriedade fundiária devido ao crescente número de herdeiros, os camponeses do Monte Líbano foram obrigados a buscar recursos financeiros para evitar o já visível declínio sócio econômico. No inicio, muitos migraram para as grandes cidades, como Damasco, Beirute e Alepo. Outros para o Egito. Porém, nenhum desses destinos oferecia a perspectiva de inserção econômica suficientemente dinâmica e atraente para sustentar a esperança de enriquecimento rápido que os emigrantes buscavam.</p>
<p>A América apareceu então como o destino principal desse fluxo migratório. </p>
<p>As apresentações oficiais dos países americanos como terras de oportunidades ilimitadas e de múltiplos recursos a serem explorados, ajudaram a criar o mito das “terras da promissão”. Na exposição do Centenário, em 1876 na Filadélfia (EUA), foi construído um pavilhão otomano e sabe-se que lá havia libaneses entre os visitantes, que se maravilharam com as novidades mostradas no pavilhão norte americano.</p>
<p>Outra contribuição importante foi dada por D. Pedro II, em sua viagem à Síria e ao Líbano em meados do século XIX, quando o monarca brasileiro apresentou a imagem de um país moderno e aberto aos imigrantes. Além disso, D. Pedro II fez doações a instituições educacionais libanesas e firmou, em 1858, junto ao Império Otomano, um “Acordo de Amizade, Comércio e Navegação”. Em 1887, foi aberto um consulado otomano no Rio de Janeiro.<br />
Abriram-se assim as portas da América para os imigrantes sírios libaneses.</p>
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		<title>MOHAMMED ALI: O PAXÁ OTOMANO do EGITO, SÍRIA e ARÁBIA (1769-1849)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[imperiootamano]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Sep 2022 04:58:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A Influência Otomana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mohammed Ali Paxá nasceu no ano 1182 da Hégira, correspondente ao ano 1769 da era Cristã. É digno de nota sabermos que, neste ano, também nasceu Napoleão Bonaparte. Da mesma forma que foram distintos pelo gênio militar, as personalidades destes líderes foram igualmente marcadas por uma ambição insaciável e uma atividade incansável. Uma educação precoce, a vantagem da ciência, e um campo de atuação mais proeminente, deram à história de um Napoleão Bonaparte, um brilho e sucesso que foram negados ao outro. Ainda assim, alguém que aprende a...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mohammed Ali Paxá nasceu no ano 1182 da Hégira, correspondente ao ano 1769 da era Cristã. É digno de nota sabermos que, neste ano, também nasceu Napoleão Bonaparte. Da mesma forma que foram distintos pelo gênio militar, as personalidades destes líderes foram igualmente marcadas por uma ambição insaciável e uma atividade incansável.</p>
<p>Uma educação precoce, a vantagem da ciência, e um campo de atuação mais proeminente, deram à história de um  Napoleão Bonaparte, um brilho e sucesso que foram negados ao outro. Ainda assim, alguém que aprende a ler e escrever aos quarenta e cinco anos, como foi o caso de Mohammed Ali, e de uma profissão modesta como vendedor de tabaco, e que ascende ao trono de um grande império, não pode ser um homem comum e por isso, pode ser comparado ao herói da França.</p>
<p>Com um exército disciplinado de 50.000 homens, uma frota de nove navios de guerra e uma receita de vinte milhões de dólares, considerava-se que ele possuía os meios para consolidar seu poder, estabelecer sua dinastia e manter sua independência de fato. Ele desejava alçar o Egito ao nível da Civilização Européia, superando a era augusta de El Mamun e Harun Rashid. O patrocínio que ele dava às artes e ciências; seu incentivo aos europeus de talento; suas editoras; as escolas politécnicas, técnicas, elementares e médicas. Suas fábricas e melhorias tambem são evidências ilustradas sobre sua administração civil.</p>
<p>O Paxá é normalmente chamado de Mehmet Ali, embora seu nome seja escrito como Mohammed Ali. A veneração Suprema pelo nome do seu Profeta proíbe que um Muçulmano profane o nome de Mohammed através do uso coloquial e assim é feita esta distinção ao se pronunciar seu nome. Ele também é chamado de Hajj Mohammed, ou peregrino, pois realizou a peregrinação à Meca, que é um dos cinco Pilares do Islam. Entre os inúmeros títulos notáveis atribuídos a ele por seus correligionários estão o de “quediva”, ou divino.</p>
<p>Mohammed Ali Paxá, nasceu em Cavala, uma pequena cidade portuária da Rumélia, na parte européia do Império Otomano. Este distrito é renomado no Oriente pelo seu tabaco aromático, que rivaliza com o de Laocidéia entre os fumantes do chibuque oriental. Cavala é distante, noventa milhas a leste de Salônica, a antiga Tessalônica.<br />
Ibrahim Agha, o pai de Mohammed Ali, era o chefe de polícia na cidade de Cavala. Quando seu pai faleceu, Mohammed Ali, sendo bastante jovem, foi levado para o serviço do Chorbaji, ou governador de Cavala.</p>
<p>Cedo, uma oportunidade se apresentou, apesar de Mohammed estar ligado à família do Chorbaji, pela qual ele obteve prudência, inteligência e bravura. Uma certa vila,  dentro da jurisdição de Cavala, se recusou a pagar suas contribuições usuais. </p>
<p>O Chorbaji estava indeciso em relação às medidas mais eficientes para adotar na ocasião, e Mohammed Ali prontamente ofereceu seus serviços. Eles foram aceitos, e um corpo de homens armados foi designado para acompanhá-lo. Ele foi até a vila, e no horário da oração, quando a mesma foi anunciada pelo “muezzin”, foi para a mesquita realizar suas devoções. Depois de orar, ele pediu que fosse comunicado aos quatro líderes Muçulmanos da vila, que o aguardassem, sob o pretexto de negócios importantes. Estas pessoas, sem suspeitar de nada, foram até a mesquita. Mohammed Ali imediatamente ordenou a seus homens para prender estes chefes da vila, que foram conduzidos à Cavala entre as ameaças dos habitantes.</p>
<p>Este ato de bravura resultou no pagamento das contribuições pelos refratários habitantes das vilas, e o Chorbaji ficou tão satisfeito que promoveu o jovem Mohammed  ao posto de Buluk Bai, ou capitão de uma companhia. O Chorbaji também o deu em casamento a uma de suas parentes, uma viúva, através da qual ele teve três filhos: Ibrahim, Tosun e Isma’il. Este casamento com uma viúva deu origem ao boato de que, Ibrahim Pasha, o conquistador de Akka e Síria, era na realidade o enteado de Mohammed Ali.</p>
<p>Destes três filhos mais velhos, Tosun e Isma’il, morreram precocemente. O primeiro conduziu uma campanha bem sucedida contra a seita Wahabita da Arábia. Isma’il Paxá foi general da expedição contra Sanar e Kordofan, onde ele foi  assassinado por um dos seus chefes subjugados.</p>
<p>Ibrahim Paxá, o filho restante, está agora na Síria, com um exército numeroso, colhendo os louros conquistados em suas últimas batalhas com o Grão Vizir e as tropas disciplinadas do Sultão.</p>
<p>Mohammed Ali, depois do seu casamento, juntou à carreira militar, o trabalho de comerciante e se tornou um grande negociador de Tabaco, o produto mais rico da Rumélia. Em breve, ele seria chamado para entrar em um empreendimento maior e mais importante. Napoleão havia invadido o Egito, e na Batalha das Pirâmides derrotou os Mamelucos, abrindo os portões do Cairo e assegurando a posse do país. </p>
<p>Em 1800, a Sublime Porta, em aliança com a Grã-Bretanha, e auxiliada por suas forças, fez preparações para recuperar o Egito, e entre os contingentes de tropas requeridos pela Porta, estavam cem de trezentos homens do distrito de Cavala.  Eles foram reunidos pelo Chorbaji e colocados sob o comando de Ali Aga, seu filho, e Mohammed Ali foi nomeado para a dupla função de mentor de Ali e seu segundo no comando. Ali Aga em breve ficou insatisfeito com a fadiga do campo e retornou para casa, deixando sua companhia sob as ordens de Mohammed Ali. Ele assim adquiriu o posto de Binbashi no exército do Grão Vizir.</p>
<p>Após as vitórias de Abu Kir, e o campo de César, ganho pelas tropas Britânicas, o Grão Vizir começou as operações ofensivas. Mohammed Ali, em frequentes combates contras as divisões francesas, destacou-se por grande bravura pessoal e por tática militar, se não por ciência estratégica.<br />
Os Beis Mamelucos</p>
<p>Aconteceram inúmeros incidentes da carreira do Paxá, durante a qual ele foi alternadamente aplaudido e reprovado pelos seus superiores, até o importante período da sua eleição como Governador do Egito, por uma delegação de Sheikhs, no dia 14 de Março de 1805. O país era, naquele período, presa de uma guerra intestina causada por aqueles pequenos tiranos, os Beis Mamelucos. Ele habilmente evitou e resistiu aos seus ataques e maquinações, e teve sucesso em obter dois meses após a eleição, sua confirmação como Paxá do Egito, pela Sublime Porta…</p>
<p>A influência Francesa ganhou ascendência nos conselhos Otomanos em 1807, e a Grã Bretanha declarou guerra contra o Sultão Selim e invadiu o Egito. As tropas de Mohammed Ali encontraram as forças britânicas em Rosetta e as derrotaram. Elas foram compelidas a evacuar Alexandria, que tinha capitulado ao General Frazer.<br />
Foi neste período que a esquadra Britânica, comandada pelo Almirante Sir John Duckworth, passou pelas fortes baterias de Dardanelos e ancorou na cidade de Constantinopla. A travessia do Dardanelos por uma força militar nunca fora então realizada. </p>
<p>A Sublime Porta foi sensível aos importantes serviços prestados por Mohammed Ali, na então guerra contra a Inglaterra, e recebeu freqüentes manifestações de satisfação do Sultão, através de presentes ricos e suntuosos. Ele continuou a preservar seu governo contra os inimigos internos e maquinações estrangeiras. Os Beis Mamelucos permaneceram em armas contra ele, e conduziram uma guerra aleatória. O Mameluco Elif Bey foi apoiado pelos Britânicos.</p>
<p>Em Primeiro de Março de 1811, Mohammed Ali obteve sucesso em destruir grande parte destes Beis revoltosos através de um ardil sanguinário, sem paralelo nos anais da História exceto naqueles dos impérios orientais. Seria assim julgado pela da moral abstrata, ainda que a necessidade política a sancionaria no Oriente.<br />
O Paxá não havia então estudado Maquiavel, que desde então ele leu em parte. Ele havia conseguido conciliar aqueles Beis em certo grau e os desarmou de seus medos e suspeitas. Sobre este período, a expedição contra os Wahabitas, os inimigos do Islam, estava se preparando para deixar o Cairo. A partida desta expedição tornou-se uma ocasião para conclamar as autoridades civis e militares em uma cerimônia. </p>
<p>Os Beis Mamelucos também foram convidados para se juntar às cerimônias e a procissão que sinalizaria o evento. Eles obedeceram ao convite e foram recebidos com muitas demonstrações de amizade, e com distinção condizente ao seu status. Aqui então, o Paxá habilidosamente conseguiu reunir quatrocentos chefes Mamelucos na cidadela do Cairo, aqueles velhos e formidáveis inimigos, tanto para seu engrandecimento pessoal quanto para a tranqüilidade do Egito.</p>
<p>A cidadela do Cairo, dentro da qual se localizava o palácio do Paxá, e o dilapidado, mas uma vez esplêndido serai de Selahiddin (Saladino), repousa sobre um ombro projetado do Monte Muqattam. Das suas muralhas franzidas são vistas, na direção oeste, e além do Nilo, a grandes pirâmides de Gizé e as de Sakhara e Dashur.</p>
<p>Imediatamente abaixo das muralhas, repousa o Cairo, a mãe do mundo, como é chamada na linguagem figurada da Arábia, com suas avenidas populosas, suas avenidas populosas, suas línguas de Babel, palácios suntuosos e mais esplêndidas mesquitas e minaretes. O córrego prateado do Nilo “abençoado” corre perto dos muros do Cairo, trazendo fertilidade para a terra e alegria para seu povo.</p>
<p>Desta cidadela, a procissão militar, liderada por Tosun Paxá, que havia sido nomeado para comandar a expedição contra os Wahabitas, se colocou em marcha, e descendo para a cidade, passou por uma passagem estreita ou desfiladeiro. Do outro lado, havia a rocha coberta por altos muros. Quando os Beis Mamelucos tinham entrado neste desfiladeiro, os portões dos dois lados foram subitamente fechados, e os soldados anteriormente a postos para este objetivo, começaram a atirar sobre estas vítimas insuspeitas de traição. Somente um Bei escapou desta terrível emboscada.</p>
<p>A destruição dos Wahabitas</p>
<p>A bem sucedida expedição do Paxá contra os Wahabitas da Arábia, os formidáveis inimigos da fé islâmica, estabeleceu a sua reputação como guerreiro, a consideração da Sublime Porta e de todo o mundo Muçulmano, tendo assegurado sua ininterrupta possessão do Egito. </p>
<p>A guerra foi concluída em 1813, pela captura de Dariyah, a capital Wahabi, e do seu Chefe Abdullah ibn Sa’ud. A condução da guerra havia sido entregue à Tosun Paxá, o filho mais velho de Mohammed Ali. Através dele, a guerra foi quase concluída, e Abdullah ibn Sa’ud foi enviado para o Sultão, sob os cuidado de Isma’il Paxá, junto com uns poucos objetos restantes de valor, que foram recuperados entre os objetos saqueados dos santuários de Meca e Medina pelo pai de Sa’ud. </p>
<p>Destes, o mais notável era uma cópia do Alcorão, tão pequena que rivalizava com a Ilíada de Homero que Alexandre, O grande, em pessoa carregava. Também havia pérolas e pedras preciosas de valor desconhecido, que a veneração pia havia depositado como ofertas votivas na tumba do Profeta. </p>
<p>Abdullah ibn Sa’ud foi trazido acorrentado na presença do seu soberano, e Mohammed Ali, intercedeu em seu favor pela clemência imperial. O Sultão/Califa Mahmud estava constantemente em busca do chefe de uma seita herética, que havia por anos desafiado a sua autoridade, profanado lugares sagrados do Profeta e interrompido as peregrinações anuais do mundo islâmico, à Kaaba sagrada, às águas de ZamZam, e ao sepulcro sagrado em Medina. Sa’ud foi publicamente decapitado em Constantinopla, na praça pública, que pode ser vista hoje pelo viajante, entre a Porta da Sublimidade e a Mesquita de Santa Sofia.</p>
<p>Os Wahabitas como uma seita religiosa, possuem a mesma referência à religião muçulmana. que o Socinianismo possui com o Cristianismo. O fundador, Abdul Wahab, nasceu na última parte do século passado 18 e após ter estudado religião em Medina e nas Madrassas, escolas de teologia de Bagdá, Basra e Isfahan, começou a pregar a nova doutrina, em que o Profeta Mohammed era um simples homem e que invocá-lo junto com outros santos era idolatria, pois não estava autorizado pelo Alcorão. Ele aderiu religiosamente ao texto do livro sagrado, mas rejeitou todas as tradições, a Hadith e comentários dos Imames ou doutores. </p>
<p>Ele dizia que os muçulmanos precisavam voltar ao espírito original do Alcorão e ao culto exclusivo de Deus, em sua unicidade indisputada. Neste espírito, ele proibiu a peregrinação à Meca, a invocação do Profeta, divertimentos, tabaco, seda e jóias. Ele propagou suas doutrinas com a espada, e as tropas dos seus sucessores marcharam sobre Meca e Medina, destruindo santuários veneráveis, e roubando-os de inumeráveis ofertas votivas, com as quais eles se enriqueceram, por piedade e devoção.Tais eram as doutrinas desta seita guerrilheira, que por um longo tempo desprezou e desafiou a autoridade espiritual e temporal do Sultão.</p>
<p>Liberto deste formidável inimigo, Mohammed Ali estava agora livre para subjugar as províncias do Sul (Núbia, Sanar e Kordofan). Estes países estiveram por um longo tempo em estado de anarquia e rebelião contra o governo do Egito. Ele, coerentemente, em 1820, enviou uma expedição de quatro mil homens para estes países, sob o comando do seu segundo filho, Isma’il Paxá, que resultou na conquista inteira de extensas províncias, com a qual o Egito sempre manteve um importante comércio. </p>
<p>A Revolução Grega</p>
<p>A Revolução Grega começou por volta dessa época e Mohammed Ali preparou-se para obedecer seu Sultão e fornecer ajuda sob forma de tropas, navio e dinheiro. Enquanto ele combatia o movimento dos Gregos e contribuía com seus esforços para a supressão da rebelião, precisa ser dito que ele não massacrou seus súditos desafortunados, que residiam em Constantinopla. Nenhum súdito grego foi molestado, e aqueles que fugiram para aquele país foram protegidos.</p>
<p>Os amigos da Grécia na Europa não temeram muito as hostilidades do Sultão, como as do Paxá, em sua luta pela independência. Acredita-se que este sentimento induziu alguns dos maiores governos a acenar para o Paxá com a possibilidade de sua independência,  para retirá-lo das operações combinadas com a Porta. Se ele desconfiava da diplomacia Cristã, ou estava satisfeito em desfrutar da sua independência de fato, continuou a fornecer os principais meios de operação contra a Moréia. A política de ministérios europeus foi imperfeitamente compreendida, e a persistência causou a perda do esquadrão Egípcio em Navarino, e a retirada das legiões de Ibrahim Paxá da península.</p>
<p>Na cidade de Kutahya da Ásia Menor, na Primavera de 1833, os comissários, enviados da Inglaterra, França e Rússia, concluíram um armistício e uma convenção para a evacuação da Anatólia. Por esta convenção, com o consentimento da Porta, Mohammed Ali recebeu sua confirmação para o todo da Síria, compreendendo as quatro pachalicks de Alepo, Trípoli, Damasco e Saida, juntamente com a província de Adana, que é de primeira importância para o Egito, por causa da sua madeira. As notícias de paz foram recebidas em Alexandria com demonstração de alegria pública, e foram feitas todas as espécies de festividade. O Paxá foi comparado ao “Alexandre dos dois chifres”.</p>
<p>As negociações que aconteceram e as notas diplomáticas que foram trocadas entre Mohammed Ali e o Almirante Barão de Roussin, embaixador da França na Porta, exibem o verdadeiro caráter do primeiro. Ele respondeu em resposta à requisição do Barão para retirar suas tropas da Anatólia: “este pronunciamento contra mim não é uma pena de morte? Mas eu me sinto confiante, que a França e a Inglaterra não irão negar meus direitos”. </p>
<p>Mohammed Ali está agora na posse indisputada da Síria, Egito, o Hijaz da Arábia, Núbia, Sanar, Kordofan e a importante Ilha de Creta. Ele irá transmitir seu poder e império intactos para o seu sucessor na dinastia. Quando foi convidado para assumir o comando supremo do Egito, trinta anos atrás, ele disse, “Eu agora conquistei este país com a espada, e pela espada irei preservá-lo.”</p>
<p>Mohammed Ali é de estatura baixa ou mediana. Ele está agora em seus sessenta e sete anos, e possui uma constituição sólida e vigorosa. O rosto Tártaro, com suas maçãs do rosto altas, olhos pequenos e brilho geral, que são particularmente seus, foram perdidos entre os Otomanos da capital, pelos seus casamentos com os gregos da Jônia, ou com as beldades mais lânguidas da Circássia e Geórgia. </p>
<p>Seus olhos verdes escuros brilhavam com gênio e inteligência. Sua roupa, diferente daquela do Sultão Mahmud, não é do Nizam, ou da reforma. Ele ainda usa o turbante, que o Sultão.Sua roupa é de tecido colorido cor de oliva, sem detalhes nem decoração. Ao lado, ele sempre traz uma cimitarra curva.</p>
<p>O Paxá acorda cedo e possui hábitos frugais. No romper da aurora, ele realiza sas orações, e no pôr do Sol, ele vai até seu divã, para tratar de negócios. Após o anoitecer, ele janta e se retira para o seu harém, onde ele lê ou se reclina em uma almofada otomana enquanto uma de suas Sultanas favoritas, a filha de um Mufti, ou uma mulher de talentos, lê para ele às suas ordens. Ele ultimamente tem se dedicado a ler “O Espírito das Leis”, página por página, em um manuscrito traduzido, do qual cada página é levada por ele para seu harém, e se torna a ocupação ou relaxamento das suas noites. Ele leu Maquiavel alguns anos atrás e o Código Napoleônico é agora objeto do seu mais profundo estudo e reflexão.</p>
<p>Fonte: https://www.sunnah.org/history/mhdalip.htm</p>
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		<title>OS JANÍZAROS &#8211; A Tropa de Elite do Império Otomano.</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Sep 2022 04:37:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Império Otomano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com a queda do nordeste da Ásia Menor para os turcos otomanos, um grande número de prisioneiros de guerra cristãos foram trazidos para capital otomana, e muitos cristãos se estabeleceram no território islâmico como “dhimmis” (não-muçulmanos sob governo islâmico). O primeiro ministro otomano Alauddin, filho mais velho de Osman Gazi, fundador do Império Otomano, e irmão de Orkhan, o então sultão após a morte de Osman Gazi, convenceu seu irmão mais novo, o agora sultão Orkhan do perigo que os grandes senhores feudais da região apresentavam, pois possuíam...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-986" src="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Janizaro-turco-1914-222x300.jpg" alt="" width="222" height="300" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Janizaro-turco-1914-222x300.jpg 222w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Janizaro-turco-1914.jpg 443w" sizes="auto, (max-width: 222px) 100vw, 222px" /></p>
<p>Com a queda do nordeste da Ásia Menor para os turcos otomanos, um grande número de prisioneiros de guerra cristãos foram trazidos para capital otomana, e muitos cristãos se estabeleceram no território islâmico como “dhimmis” (não-muçulmanos sob governo islâmico).</p>
<p>O primeiro ministro otomano Alauddin, filho mais velho de Osman Gazi, fundador do Império Otomano, e irmão de Orkhan, o então sultão após a morte de Osman Gazi, convenceu seu irmão mais novo, o agora sultão Orkhan do perigo que os grandes senhores feudais da região apresentavam, pois possuíam grandes exércitos e muitas vezes ofereciam um risco para o Estado otomano central.</p>
<p>Os senhores feudais podiam usar o grande influxo de cristãos e sua influência contra o governo central otomano. Assim, parecia sábio que houvesse um recrutamento dos jovens entre os prisioneiros de guerra e súditos cristãos para serem educados e treinados pelo poder central para criar um exército de elite, e educá-los dentro dos ensinamentos do Islam.</p>
<p>A este exército seria dado o posto de armada real, e sua lealdade era esperada para que não se revoltassem contra o Estado. Além disso, eles poderiam provar seu valor como muçulmanos devotos e seus familiares não pensariam em se revoltar e lutar contra o poder central, já que seus próprios filhos compunham o exército real.<br />
Quando o plano foi posto em prática, e vários jovens cristãos foram recrutados e treinados para a elite da armada real, muitos cristãos nos domínios do império vieram aos centros de treinamento com seus filhos para que entrassem no corpo de janízaros, pois nisso havia muitas vantagens.</p>
<p>O treinamento dos janízaros não consistia somente em ensinamentos militares, eles eram também alfabetizados em turco, árabe ou persa. Eram versados em muitas disciplinas seculares a nível básico como matemática. Isso trazia ao cargo de janízaro um status muito alto, eles eram membros da própria guarda pessoal do sultão, algo que camponeses cristãos europeus jamais poderiam imaginar para seus filhos, que viviam numa sociedade feudal decadente e miserável, em que estes luxos eram raramente desfrutados por alguns cavaleiros, membros do clero e da nobreza.</p>
<p>A taxa diária prescrita de pagamento para entrada de nível de janízaros no tempo de Ahmet I era de três Akches. Promoção para um regimento de cavalaria implicava um salário mínimo de 10 Akches. Os Janízaros recebiam uma soma de 12 Akches a cada três meses para roupas e 30 Akches para armamento com um subsídio adicional para munição também.</p>
<p>Eles eram pagos com salários e pensões e tinham direito a aposentadoria e formaram sua própria classe social distinta. Como tal, tornaram-se uma das classes dirigentes do Império Otomano, rivalizando com a aristocracia turca. Os mais brilhantes dos janízaros foram enviados à instituição palácio. Através de um sistema de meritocracia, os janízaros tinham um enorme poder.</p>
<p>Os ensinamentos do Islam e o treinamento militar de alto nível, fizeram deles uma força de soldados temidos e valentes, e ao mesmo tempo devotos guerreiros muçulmanos de um império que acabara de nascer, e vivia sob constante pressão e ameaça por todos os lados.</p>
<p>A única arma da Europa e seus reis cristãos contra os janízaros era a difamação. Boatos se espalhavam de que os janízaros eram filhos de cristãos recrutados à força por uma regra de ”imposto de sangue”, que segundo eles seria uma prática do Islam, de que os cristãos deveriam dar seus filhos como escravos para os exércitos otomanos em cotas anuais de crianças. Para quem já viu o ”caso das noivas criança do Hamas”, ou ”cristãos queimados vivos por muçulmanos na Nigéria”, esse boato medieval só difere na idade.</p>
<p>A Igreja Católica e a nobreza européia temiam em muito as políticas otomanas. Ao anexar territórios de reinos vizinhos após vitórias militares, os otomanos tinham uma política bastante ”a frente de seu tempo”. Aos conquistados, era permitida a liberdade religiosa, e a isenção de imposto por alguns anos até que pudessem se recuperar do prejuízo da guerra e pagassem a Jaziyah (imposto devido aos dhimmis). Isso diferia em muito a vida que os camponeses da mesma Europa cristã levavam, com taxas cobradas tanto pela igreja como pelo estado, e a total falta de mobilidade social. Estas duas diferenças sociais levaram um grande numero de camponeses cristãos a migrarem para terras otomanas, ao passo que em alguns períodos, havia mais cristãos vivendo neste Estado islâmico de que muçulmanos.</p>
<p>À medida que cresciam em número, os janízaros eram separados em divisões distintas entre si. Quando em acampamento, cada divisão reunia-se em torno de um caldeirão de cobre onde seu alimento era preparado, e curiosamente adotaram uma forte simbologia com base na comida. Chamavam seus coronéis de “fazedor de sopa chefe”, oficiais-intendentes eram “cozinheiros chefes”, e assim por diante. Os caldeirões eram levados para as batalhas, e se eles fossem perdidos, toda a unidade era dispensada e impedida de integrar a mesma companhia.</p>
<p>Os janízaros permaneceram por muito tempo como a elite do exército turco, entrando em batalha em momentos decisivos ou apenas como último recurso para garantir a segurança do sultão.<br />
Certamente que os janízaros eram a elite dos soldados do Império Otomano. Eram inimigos temíveis, e isso, provavelmente, se devia ao fato de terem sido os primeiros a adotar as armas de fogo, antes mesmo da difusão destas. Além disso, os janízaros eram muito bem equipados com armaduras em seus fardamentos, e também eram bastante hábeis no manejo do arco recurvo e composto (um arco laminado construído de madeira, osso ou chifre, e tendões de animais). Entre eles, o maior costume era raspar a cabeça, deixando um rabo de cavalo e um tufo de cabelo no topo, eles também eram conhecidos pelos seus inconfundíveis bigodes. Usavam cáftans e zarcolas (um chapéu de feltro um tanto alto).</p>
<p>Site: https://iqaraislam.com/</p>
<p>Site: http://darozhistoriamilitar.blogspot.com/2009/03/os-janizaros-otomanos.html</p>
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		<title>OS EUNUCOS OTOMANOS</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Sep 2022 04:08:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Império Otomano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Senhor das Moças (eunuco otomano) No magnífico palácio de TOPKAPI, eles eram parte importante, senão fundamental da corte otomana. Eles eram escravos capturados em batalha, ou comprados de mercadores que os traziam da Europa ou do Sudão. Eles eram eunucos, homens emasculados, que tiveram seus órgãos genitais removidos por seus vendedores, para que custassem mais caro. Ao chegar a Istambul, eles tinham destino certo. A escola formadora de eunucos serviçais era onde aprendiam suas funções para que servissem aos mais poderosos lideres da terra: os sultões otomanos. Lá,...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Senhor das Moças (eunuco otomano)</strong></p>
<p>No magnífico palácio de TOPKAPI, eles eram parte importante, senão fundamental da corte otomana. Eles eram escravos capturados em batalha, ou comprados de mercadores que os traziam da Europa ou do Sudão. Eles eram eunucos, homens emasculados, que tiveram seus órgãos genitais removidos por seus vendedores, para que custassem mais caro.</p>
<p>Ao chegar a Istambul, eles tinham destino certo. A escola formadora de eunucos serviçais era onde aprendiam suas funções para que servissem aos mais poderosos lideres da terra: os sultões otomanos. Lá, eles eram divididos pela cor de sua pele. Se fossem brancos de origem européia, eram destinados aos serviços administrativos do palácio, e se fossem negros africanos, eram destinados a administrarem o harém do sultão (uma função de grande prestígio).</p>
<p>A castração tinha sido utilizada na China por séculos e em outros lugares, incluindo terras cristãs como as do Império Bizantino (que precederam os otomanos) para fornecer servidores de confiança a poderosas dinastias.</p>
<p>Pensava-se que os eunucos eram mais confiáveis do que os não-eunucos, uma vez que quase sempre não tinha família e, certamente, não teriam herdeiros a quem eles pudessem favorecer. Ninguém sabe quando os turcos otomanos começaram a usar eunucos, embora se possa supor que foi depois que eles entraram na região dos Balcãs, no século 15. Estes primeiros eunucos provavelmente tinham origem cristã, eram os ”eunucos brancos”, e sua castração teria sido feito por outros cristãos porque é proibido para os muçulmanos para fazê-lo.</p>
<p>Primeiro o eunuco tinha que aprender a falar turco. Eles acabaram por desenvolver uma forma peculiar de falar o idioma que os eunucos do palácio tinham desenvolvido ao longo dos séculos, porque castração afetava suas cordas vocais (e o turco exige um bom uso da voz para falar).</p>
<p>Eles tinham também que aprender o Alcorão, o direito islâmico, ética e etiqueta. Normalmente, isso não era aprendido dentro do próprio palácio, mas na casa de algum funcionário de destaque. Mais tarde, os eunucos que apresentassem a maior promessa de talento, seriam enviados para o serviço harém do palácio, onde, se chegasse ao posto mais alto, tomaria o posto de Kizlar Agasi, ou “Senhor das Moças”, nome que era dado devido ao fato de serem os guardiões das mulheres do harém.</p>
<p>Os eunucos tinham grandes privilégios junto ao sultão. Possuíam apartamentos próprios no palácio, e tinham grandes poderes estatais em suas mãos. Controlando por vezes o comando de exércitos poderosos, ou em funções administrativas no alto escalão otomano, eles eram um dos únicos que podiam falar em particular com próprio sultão. Uma característica marcante das sociedades islâmicas com relação aos escravos, é que estes possuíam uma enorme mobilidade social. Passar de meros serviçais de casas e palácios ou soldados para paxás e grão-vizires, era só uma questão de tempo.</p>
<p>Os eunucos negros eram os favoritos dos sultões e da corte. Eram dentre os eunucos, os mais poderosos e ricos. Os eunucos brancos foram perdendo prestigio e poder, tendo seu número na corte caído drasticamente ao longo dos séculos, por terem sido associados a eles diversos crimes.</p>
<p>Os eunucos não sofriam punições capitais, ou execuções. O único caso conhecido de execução de um eunuco foi o de Beshir Aga. Quando cometiam algum delito eram exilados para o Egito ou Chipre.<br />
A função de eunuco foi gradativamente sendo apagada com o declínio dos otomanos, e foi totalmente extinta com o fim do império.</p>
<p>Fonte: https://iqaraislam.com</p>
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		<title>O LÍBANO SOB O IMPÉRIO OTOMANO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[imperiootamano]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Sep 2022 03:11:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A Influência Otomana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para se entender o Líbano atual e a saga de seus emigrantes, é necessário retroceder ao século XIX, quando o império otomano já apresentava um cenário de descentralização administrativa iniciado no século XVIII, fazendo com que os governos locais, aos poucos, se libertassem da burocracia estatal de Istambul e passassem a serem exercidos cada vez mais pelas famílias de “notáveis” urbanos, ou seja, aquelas famílias dedicadas ao comércio e ao mundo letrado do direito e da religião islâmica. A propriedade fundiária também passa a ter uma importância cada...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Para se entender o Líbano atual e a saga de seus emigrantes, é necessário retroceder ao século XIX, quando o império otomano já apresentava um cenário de descentralização administrativa iniciado no século XVIII, fazendo com que os governos locais, aos poucos, se libertassem da burocracia estatal de Istambul e passassem a serem exercidos cada vez mais pelas famílias de “notáveis” urbanos, ou seja, aquelas famílias dedicadas ao comércio e ao mundo letrado do direito e da religião islâmica. A propriedade fundiária também passa a ter uma importância cada vez maior na configuração dessa elite urbana.</p>
<p>A administração e a justiça estatal nas regiões árabes eram exercidas pelos membros da elite local, em língua árabe. A comunicação entre as províncias e Istambul, eram realizada em otomano, uma linguagem burocrática composta por um misto de turco, árabe e persa.  </p>
<p>O império otomano era uma espécie de “império fiscal”, onde o relacionamento entre Istambul e as suas províncias, se dava pelo recolhimento de impostos e sua contrapartida, através de proteção militar. As áreas pouco produtivas e de difícil taxação, como os desertos e estepes povoadas por tribos nômades, bem como as áreas montanhosas de difícil acesso, como o Monte Líbano, não atraíam a atenção do estado otomano, que acabava permitindo o autogoverno pelas tribos, clãs e comunidades religiosas locais. Com essa possibilidade clara de fugir ao jugo direto do estado otomano, essa política acabou atraindo comunidades religiosas como os maronitas (2), drusos(3) e alauitas (4), que acabaram por se instalar nas regiões montanhosas do Líbano.</p>
<p>No contexto das províncias árabes do Império Otomano (1), o Líbano sempre foi uma região peculiar – trata-se aqui especificamente do Monte Líbano, conjunto montanhoso a leste de Beirute, caracterizado pela presença dos grupos religiosos maronita e druso, que ali se refugiaram para escapar à ortodoxia islâmica e cristã, respectivamente.<br />
O desenvolvimento histórico desta região, que veio a se tornar o Estado libanês após a anexação de áreas ao sul e ao norte em 1920, deve ser conhecido desde meados do século XIX, para a compreensão dos problemas que até hoje afligem o país, dos quais, um dos mais graves, é a emigração crônica de seus jovens. </p>
<p>Ao final do século XVIII, a região do Império Otomano denominada Síria, onde se encontrava o Monte Líbano, estava dividida em quatro províncias, governadas por pashas: Damasco, Alepo, Trípoli e Saida (antiga Sidon). As famílias governantes desfrutavam de independência quase total, devendo apenas pagar um tributo aos otomanos. Istambul reassumia sua autoridade quando considerava necessário. Frequentemente, os pashas e outros governantes guerreavam entre si, por razões pessoais, políticas ou comerciais. </p>
<p>No contexto religioso, para os judeus e cristãos, foi concedido o status de dhimmis(protegidos). Essas minorias eram consideradas ‘povos do livro’ (Ahlal –Kitab) e suas religiões reconhecidas como predecessoras do Islã. Elas não deviam ser perturbadas e podiam ter uma vida comunal autônoma sob a direção de suas próprias autoridades religiosas, segundo André Gattaz, no seu livro “Do Líbano ao Brasil: história oral de imigrantes”. </p>
<p>Apesar de alguns autores observarem que, politicamente, os dhimmi eram cidadãos de segunda classe (não podiam ocupar cargos públicos, servir ao exército, usar certos tipos de cores em suas roupas, usar turbantes ou andar a cavalo) e obrigados a pagar uma taxa especial, a jizya, é inegável que ao longo do século XIX, nas principais cidades da região, os ‘povos do livro’ conheceram um enriquecimento maior do que o da maioria da população muçulmana. </p>
<p>Esse sistema de autonomia das minorias, no qual as comunidades eram governadas por seus próprios líderes religiosos, ocorria desde os primórdios da história muçulmana. Conhecido como millet, o sistema alcançou seu auge sob o domínio otomano. Nas áreas onde essas minorias eram numerosas e proeminentes, como a Palestina, a Síria e, especialmente o Líbano, o arranjo criou um mosaico comunal que persiste até hoje. </p>
<p>A principal característica da sociedade da região do Monte Líbano era seu caráter hierárquico. O ápice da pirâmide social era o Amir, ou Hakim, título concedido aos emires sob soberania otomana. Investido pelo pasha otomano de Saida ou Trípoli, devia pagar-lhe um pequeno tributo, porém sofria interferência mínima em sua administração.<br />
Abaixo do Amir vinham as famílias nobres (muqata’ji), ou lordes das montanhas. Estes, em sua maioria, eram drusos, mas também havia maronitas, greco-ortodoxos e xiitas. A massa da população (‘amiya) constituía-se de camponeses, alguns proprietários, outros meeiros, principalmente maronitas e drusos, mas também xiitas, greco-católicos, greco-ortodoxos e sunitas. </p>
<p>As cidades eram poucas e pequenas e os principais portos (Beirute, Trípoli e Saida) estavam fora das fronteiras do Monte Líbano. Como resultado destes fatores, o Líbano tinha, apesar de uma sociedade pobre e estagnada, um grau de tolerância religiosa desconhecido em outros países do Oriente Médio. Em 1840 começaram a surgir conflitos comunais devidos à inabilidade dos governantes em lidar com as ambições de poder das diversas famílias nobres drusas e maronitas, agravados pelos conflitos de classe entre os camponeses maronitas e os senhores fundiários drusos das montanhas. </p>
<p>Em 1841, o último Amir foi substituído por um pashaotomano que também se mostrou ineficiente para apaziguar a região. Em seguida, sob intervenção dos poderes europeus, o Líbano foi dividido em distritos drusos e maronitas (caicamatos), separados pela estrada Beirute-Damasco, divisão essa que não refletia o balanço populacional, levando a novos conflitos civis. No final dos anos 1850, o Líbano estava em convulsão. No norte, os camponeses maronitas atacaram e expulsaram as famílias nobres, tomando suas propriedades. </p>
<p>O movimento espalhou-se por toda a região e tornou-se um conflito entre os camponeses maronitas e os lordes drusos, conhecido como a “guerra civil de 1860”, na verdade um misto de conflito comunal e luta de classes.<br />
Nesse combate, os drusos, sob a liderança de Said Jumblat, provocaram grandes perdas entre seus oponentes e assumiram o controle sobre os camponeses maronitas. Estima-se que, em quatro semanas, 11.000 cristãos tenham sido mortos pelos drusos, outros 4.000 morreram de desnutrição e cerca de 100.000 tornaram-se refugiados. </p>
<p>Os reflexos deste conflito chegaram até Damasco, onde um massacre deixou cerca de 3.000 cristãos mortos e provocou o êxodo de milhares para a costa. Vários motivos concorreram para a violência desses conflitos. Para o historiador Albert Hourani, um dos principais autores sobre o Oriente Médio, foi a perda de poder e influência árabes e a sensação de que o mundo político do Islã era ameaçado de fora, que acabou por serefletir em “vários movimentos violentos contra as novas políticas, contra a crescente influência da Europa e, em alguns lugares, contra os cristãos locais que lucravam com ela.”</p>
<p>Há que se lembrar também, que os cristãos eram mais ativos no mercado e nas finanças, além de serem os chefes da administração fiscal em algumas cidades importantes, obtendo relativa melhoria econômica e social, o que levou ao ressentimento e oposição dos muçulmanos em momentos de crise social. Por outro lado, o período presenciou, no Monte Líbano, um crescimento relativo da população maronita, que se tornou a principal comunidade da região, pondo em xeque a hegemonia drusa. </p>
<p>Tal crescimento populacional, entretanto, não foi acompanhado de equivalente crescimento e distribuição da produção agrícola, centrada na produção de seda, tabaco e vinho para exportação. A esses motivos deve-se adicionar o crescente interesse europeu pelas regiões pertencentes ao Oriente Próximo e a respectiva formação de “alianças” entre as potências européias e os grupos religiosos das províncias árabes do Império Otomano, numa tentativa dos primeiros de estabelecer bases de apoio naquela região estratégica.<br />
Desta forma, os ingleses passaram a fortalecer os drusos, enquanto os franceses apoiavam os maronitas e os russos defendiam os greco-ortodoxos. </p>
<p>A reação internacional ao conflito druso-maronita foi imediata, com o desembarque em Beirute do exército francês e a intervenção otomana. Em 1861, representantes do Império Otomano, Inglaterra, França, Áustria, Prússia e Rússia assinaram em Istambul o regulamento sobre a administração do Monte Líbano, o primeiro texto oficial reconhecendo a autonomia do Líbano em relação ao Império e o direito das potências de intervir em seus negócios. De acordo com esse documento, o governador (mutasarrif) seria indicado pelo sultão otomano com a aprovação dos governos europeus, sendo assistido por um conselho administrativo representando todas as comunidades religiosas, por oficiais pagos e por uma polícia. </p>
<p>Assim, apesar de a região ter uma clara maioria cristã, seu sistema político oferecia representação e uma parte do poder às comunidades minoritárias. Sob este regulamento, que lançou o fundamento da organização do país, no sistema que veio a ser conhecido como confessional e desfrutando do apoio europeu, o Líbano viveu em relativa calma até a primeira década do século XX, apresentando considerável progresso socioeconômico. </p>
<p>Como parte de um processo comum a todo o Oriente Médio, as potências européias concorrentes procuravam estabelecer suas bases para a formação de elites nativas que lhes fossem favoráveis, fundando escolas e universidades. O local onde este processo deu-se com mais vigor foi o Líbano, devido à presença de grande população cristã. Segundo o raciocínio da Igreja e Estados europeus, era importante proteger e aparelhar (inclusive educacionalmente) a população cristã do Líbano, que desta forma resistiria à expansão islâmica, funcionando como uma cabeça-de-ponte cristã européia em um ambiente plenamente islâmico-árabe. </p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/BeirutNejmehSq-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" class="alignnone size-medium wp-image-929" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/BeirutNejmehSq-300x200.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/BeirutNejmehSq-1024x683.jpg 1024w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/BeirutNejmehSq-768x512.jpg 768w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/BeirutNejmehSq-1536x1024.jpg 1536w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/BeirutNejmehSq-2048x1365.jpg 2048w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/BeirutNejmehSq-700x467.jpg 700w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" />O papel de educar as elites nativas coube às missões religiosas européias, que, através da criação de inúmeras escolas (em 1913 o Monte Líbano tinha 330 escolas, com 20.000 alunos), fez com que a taxa de analfabetismo fosse extremamente baixa para um país fora da Europa ou América do Norte. Também criaram universidades – como a Universidade St. Joseph de Beirute, fundada por jesuítas franceses ea Universidade Americana de Beirute, por missionários presbiterianos.</p>
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		<title>O retrato que impediu uma guerra</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Sep 2020 23:42:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um dos mais importantes acontecimentos da história, a tomada de Constantinopla pelo império Otomano representou o auge de uma revolucionária expansão territorial sem precedentes que varreu o ocidente no ano de 1453. Em questão de meses o jovem sultão Mehmet II (ou Maomé II, em português) passou a ser conhecido como Mehmet, o Conquistador, tornando-se então o homem mais poderoso do mundo. A expansão do império Otomano de Mehmet II não só significou o fim da chamada Era das Trevas, como também uma grande ameaça para Veneza, então...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-878" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Sultão-Mehemet-II-218x300.jpg" alt="" width="218" height="300" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Sultão-Mehemet-II-218x300.jpg 218w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Sultão-Mehemet-II.jpg 628w" sizes="auto, (max-width: 218px) 100vw, 218px" /></p>
<p>Um dos mais importantes acontecimentos da história, a tomada de Constantinopla pelo império Otomano representou o auge de uma revolucionária expansão territorial sem precedentes que varreu o ocidente no ano de 1453. Em questão de meses o jovem sultão Mehmet II (ou Maomé II, em português) passou a ser conhecido como Mehmet, o Conquistador, tornando-se então o homem mais poderoso do mundo. A expansão do império Otomano de Mehmet II não só significou o fim da chamada Era das Trevas, como também uma grande ameaça para Veneza, então uma cidade-estado estrategicamente localizada na rota para a Ásia e a África. A pulsante e próspera vida cultural e mercantil parecia ameaçada pelo poderio do Conquistador.</p>
<p>Depois de conseguir resistir por mais de duas décadas, em 1479, Veneza, com um exército e uma população muito menores que os Otomanos, viu-se na situação de ter de aceitar o acordo de paz oferecido por Mehmet II. Para tal, além de tesouros e territórios, o sultão exigiu dos venezianos algo inusitado: que o melhor pintor da região viajasse a Istambul, então capital do império, para realizar um retrato seu. O escolhido pelo senado de Veneza foi Gentile Bellini.<em>               </em></p>
<p><em>         <img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-913" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Gentile-Bellini-300x146.jpg" alt="" width="300" height="146" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Gentile-Bellini-300x146.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Gentile-Bellini-1024x498.jpg 1024w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Gentile-Bellini-768x373.jpg 768w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Gentile-Bellini-1536x747.jpg 1536w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Gentile-Bellini-2048x996.jpg 2048w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Gentile-Bellini-700x340.jpg 700w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" />  Auto retrato de Bellini                 </em></p>
<p>A viagem de Bellini, pintor oficial e mais aclamado artista de Veneza à época, durou dois anos, e acabou por se tornar um dos mais importantes catalisadores da influência oriental sobre as artes européias de então e uma abertura fundamental para a presença da cultura oriental no ocidente até hoje. Mais do que isso, porém, ajudou a impedir que os Otomanos tomassem Veneza.</p>
<p>Bellini pintou diversos quadros durante a estadia em Istambul, mas o principal deles realmente foi <em>O Sultão Mehmet II</em>, retrato do Conquistador, hoje exposto na National Gallery de Londres .</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-878" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Sultão-Mehemet-II-218x300.jpg" alt="" width="218" height="300" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Sultão-Mehemet-II-218x300.jpg 218w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Sultão-Mehemet-II.jpg 628w" sizes="auto, (max-width: 218px) 100vw, 218px" /><em> </em><em>O retrato do sultão pintado por Bellini</em></p>
<p>Trata-se, de toda forma, de um dos únicos retratos contemporâneos do homem mais poderoso do mundo de então e de um verdadeiro documento da mistura entre cultura oriental e ocidental. Mehmet viria a falecer meses depois da volta do pintor a Veneza, e seu filho, Bayezid II, ao assumir o trono, viria a desprezar o trabalho de Bellini que, no entanto, permanece na história como um marco incontestável.</p>
<p>Até hoje arte é utilizada como afirmação cultural de um povo, mas no caso de Bellini, no entanto, ela foi uma força capaz de impedir uma guerra e mudar o mundo em suas relações.</p>
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		<title>Museu 1453</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2020 03:20:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Turquia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma das atrações em Istambul, que praticamente não é divulgada pelas agências de turismo e não se encontra nos folders turísticos, é o Museu 1453. Algo que escondido dos turistas estrangeiros, é muito visitado por grupos de estudantes turcos, O Panorama 1453 History Museum, é totalmente dedicado a tomada de Constantinopla pelos otomanos, que deu fim ao império bizantino e ao surgimento da magnífica Istambul. O museu proporciona uma volta no tempo e um mergulho na queda de Constantinopla e de suas famosas muralhas. Usando pinturas panorâmicas de...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-896" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Museu-1453-visão-externa-1-300x212.jpg" alt="" width="300" height="212" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Museu-1453-visão-externa-1-300x212.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Museu-1453-visão-externa-1-700x495.jpg 700w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Museu-1453-visão-externa-1.jpg 742w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><br />
Uma das atrações em Istambul, que praticamente não é divulgada pelas agências de turismo e não se encontra nos folders turísticos, é o Museu 1453. Algo que escondido dos turistas estrangeiros, é muito visitado por grupos de estudantes turcos,<br />
O Panorama 1453 History Museum, é totalmente dedicado a tomada de Constantinopla pelos otomanos, que deu fim ao império bizantino e ao surgimento da magnífica Istambul.<br />
O museu proporciona uma volta no tempo e um mergulho na queda de Constantinopla e de suas famosas muralhas. Usando pinturas panorâmicas de 360 graus, objetos 3D e efeitos sonoros, o museu simula eventos históricos significativos que ocorreram durante o Império Otomano.<br />
O museu é pequeno, mas tem uma cúpula com uma pintura fantástica feita em 360 graus como um quadro vivo da batalha da tomada de Constantinopla. Você ouvirá até sons da luta, fazendo com que a batalha pareça real. Cada detalhe da pintura foi pesquisado, desde os trajes dos Turcos, as armas da época, o local exato da pintura na muralha.</p>
<p>Aqui você vai testemunhar mais uma vez a conquista de Istambul e sentir o momento em que os soldados entraram na cidade.<br />
Você poderá ver e tocar os canhões lançados pelo mestre da artilharia húngara, Urban, e os imaginará atirando as imensas e pesadas balas de ferro explodindo nas paredes de Constantinopla. Você vai ouvir e acompanhar os milhares de soldados do Sultão Mehmet II, chamando a grandeza de Deus ao som da música tocada pela banda militar de Mehter.</p>
<p>A pintura no centro do Panorama é definida em uma cúpula de 38 metros de diâmetro. A imagem que cobre a superfície interna da cúpula tem 2.350 metros quadrados e atinge um tamanho total de 3.000 metros quadrados junto com a plataforma de objetos 3D de 650 metros quadrados definida entre a imagem e a plataforma do visitante. O visitante é cercado de todas as direções.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-897" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/08/1453-A-tomada-de-Constantinopla-300x201.jpg" alt="" width="300" height="201" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/08/1453-A-tomada-de-Constantinopla-300x201.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/08/1453-A-tomada-de-Constantinopla-1024x685.jpg 1024w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/08/1453-A-tomada-de-Constantinopla-768x514.jpg 768w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/08/1453-A-tomada-de-Constantinopla-700x469.jpg 700w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/08/1453-A-tomada-de-Constantinopla.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><br />
Os trabalhos de pintura panorâmica do museu começaram em 2005 e foram concluídos em 2008. Oito artistas contribuíram para esta pintura, que representa 10.000 figuras. As áreas demolidas nas muralhas da cidade e o tamanho desses segmentos são baseados em um relatório apresentado sobre a restauração das muralhas a Hızır Bey, o primeiro prefeito de Istambul.</p>
<p>No Museu Panorâmico de ISTAMBUL 1453 as pinturas não têm bordas e, portanto, o espectador não será capaz de perceber as dimensões reais da obra observando-a com a sua perspectiva óptica usual. Os espectadores experimentam um choque de 10 segundos ao entrar na plataforma. Este é o resultado da ilusão causada pela falta de referência para perceber a realidade e as dimensões da pintura, e a incapacidade de encontrar pontos essenciais, como um começo ou um fim. Este lugar dá às pessoas a sensação de terem entrado em um espaço tridimensional, apesar de estarem em um espaço fechado.</p>
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		<title>Os Sultões Otomanos</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2020 20:44:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cada sultão otomano era considerado como o “Guerreiro da Fé, Guardião das Relíquias Sagradas, Protetor da Peregrinação e Servidor das Duas Cidades Sagradas”. Os otomanos seguiam a escola hanafi da lei sunita, a mais tolerante e flexível em relação aos não-muçulmanos. Seus soberanos casavam-se com princesas sérvias e gregas, o que significou que vários sultões otomanos tiveram mães cristãs e seus principais conselheiros e generais eram muitas vezes conversos recrutados do serviço público bizantino. (Mazower, 2007: 169, 135)</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Cada sultão otomano era considerado como o “Guerreiro da Fé, Guardião das Relíquias Sagradas, Protetor da Peregrinação e Servidor das Duas Cidades Sagradas”. Os otomanos seguiam a escola <em>hanafi</em> da lei sunita, a mais tolerante e flexível em relação aos não-muçulmanos. Seus soberanos casavam-se com princesas sérvias e gregas, o que significou que vários sultões otomanos tiveram mães cristãs e seus principais conselheiros e generais eram muitas vezes conversos recrutados do serviço público bizantino. (Mazower, 2007: 169, 135)<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-878" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Sultão-Mehemet-II-218x300.jpg" alt="" width="218" height="300" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Sultão-Mehemet-II-218x300.jpg 218w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Sultão-Mehemet-II.jpg 628w" sizes="auto, (max-width: 218px) 100vw, 218px" /><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-879" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Sultão-Murad.jpg" alt="" width="213" height="237" /><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-880" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Sultão-Abdulaziz.jpg" alt="" width="183" height="276" /></p>
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