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	<title>Arquivos Império Otomano - Império Otomano</title>
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	<description>Império Otomano</description>
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		<title>IMPÉRIO OTOMANO &#8211; PRINCIPAIS RELIGIÕES</title>
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		<dc:creator><![CDATA[imperiootamano]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Sep 2022 05:33:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Império Otomano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pela sua extensão territorial, o IMPERIO OTOMANO lidou, ao longo dos séculos, com varias religiões e correntes religiosas. Por ordem alfabética: ALAUITAS A doutrina alauíta, uma variante heterodoxa e esotérica do islamismo xiita, foi elaborada no Iraque no século IX por Mohammad bem Nusseir, discípulo do 10º imã Ali Hadi. Assim como os xiitas, que veneram Ali, primo e genro do profeta Maomé, os alauítas o idolatram. Seus seguidores acreditam na reencarnação, em geral carecem de mesquitas, ignoram o jejum e a peregrinação a Meca, toleram o álcool e...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pela sua extensão territorial, o IMPERIO OTOMANO lidou, ao longo dos séculos, com varias religiões e correntes religiosas.</p>
<p>Por ordem alfabética:</p>
<p><strong>ALAUITAS</strong><br />
A doutrina alauíta, uma variante heterodoxa e esotérica do islamismo xiita, foi elaborada no Iraque no século IX por Mohammad bem Nusseir, discípulo do 10º imã Ali Hadi. Assim como os xiitas, que veneram Ali, primo e genro do profeta Maomé, os alauítas o idolatram. Seus seguidores acreditam na reencarnação, em geral carecem de mesquitas, ignoram o jejum e a peregrinação a Meca, toleram o álcool e suas mulheres não utilizam véu. Celebram as festas muçulmanas e também as cristãs. Consideram o Natal, simbolicamente como o nascimento de Jesus, filho de Maria, comemorado no dia 6 de Janeiro de cada ano, tido como dia dos Reis Magos, ocidental.</p>
<p>Os alauítas são tidos por heréticos e mesmo como não-muçulmanos por diversas correntes sunitas. Por conta disso, As doutrinas religiosas dos alauitas permaneceram durante muito tempo desconhecidas, até que no século XIX alguns ocidentais conseguiram conhecer alguns dos textos da religião, até então guardados propositadamente em segredo.</p>
<p>Após o fim da Primeira Guerra Mundial e o desaparecimento do Império Otomano, que tinha governado a Síria, a França assumiu um mandato sobre o Líbano e a Síria. A política francesa na Síria procurou em larga medida fomentar um espírito independentista entre os alauítas, como forma de criar obstáculos ao movimento árabe sunita pela independência. Os Franceses viriam mesmo a conceder autonomia aos alauítas através da criação de uma região autônoma que existiu entre 1920 e 1936.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-961" src="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Alauitas-300x169.jpg" alt="" width="300" height="169" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Alauitas-300x169.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Alauitas-539x303.jpg 539w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Alauitas.jpg 644w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>DRUSOS</strong><br />
A minoria drusa é uma minoria dissidente do islamismo e compõe uma comunidade fechada que mantém os segredos de sua fé para evitar as perseguições. Uma das características é a fidelidade que ela tem com o Governo dos países em que vive. Drusos habitam principalmente o Líbano, Síria, Israel e Jordânia, sendo o idioma, o árabe.</p>
<p>A história dos drusos começou no Cairo (Egito) em 1017, com um grupo de religiosos que se propôs a criar uma ideologia com elementos do Islã, do judaísmo e do cristianismo. Foi um movimento milenar, uma religião monoteísta que absorveu várias influências como a filosofia grega de Sócrates e Platão. Houve também a inclusão de idéias do Oriente como o budismo e o hinduísmo. Embora se considerem muçulmanos, são muitas vezes vistos como membros de uma religião completamente diferente. São místicos, têm uma série de segredos e não seguem os cinco pilares do islamismo. Consideram o Alcorão sagrado, mas têm seus próprios livros religiosos.</p>
<p>Costumam casar entre si, apesar de especialmente nas grandes cidades, haver uma mistura maior.<br />
Os drusos crêem que o espírito de uma pessoa pode nascer em outro lugar e, aos 15 anos, os drusos tem que se decidir se vão seguir ou não essa vocação. A maioria, ou seja, 80% dos drusos, é laica. O sistema druso de relação entre laicos e religiosos facilita a convivência com a comunidade, não havendo pressão religiosa.<br />
Ao todo, os drusos somam cerca de 1,5 milhão atualmente. Há drusos na Síria, no Líbano, Israel e Jordânia. Em Israel, são 120 mil. Há também imigrantes drusos no Brasil, EUA e Austrália.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-962" src="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Drusos-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Drusos-300x200.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Drusos-768x512.jpg 768w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Drusos-700x467.jpg 700w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Drusos.jpg 960w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>JUDEUS</strong></p>
<p>O judaísmo é uma das religiões monoteístas mais antigas do mundo, com uma história e um conjunto de crenças que influenciaram outras religiões, como o cristianismo e o islamismo.<span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="https://www.bing.com/ck/a?!&amp;&amp;p=bb3eca7fbd20c04702fd6b1f2ad589dbd2ba588b1709b631c367f96d43110cc4JmltdHM9MTc1MzQ4ODAwMA&amp;ptn=3&amp;ver=2&amp;hsh=4&amp;fclid=1e48b8fa-354c-60d2-0531-aecf34066124&amp;psq=judaismo+resumo&amp;u=a1aHR0cHM6Ly9tdW5kb2VkdWNhY2FvLnVvbC5jb20uYnIvc29jaW9sb2dpYS9qdWRhaXNtby5odG0&amp;ntb=1"> Os judeus acreditam em um único Deus, que é o criador do universo e mantém um relacionamento especial com o povo judeu. </a></span></p>
<p><span style="color: #000000;">O <a style="color: #000000;" href="https://www.bing.com/ck/a?!&amp;&amp;p=ff53119d071fed10f69972553e8494177c35d6f657df31fefe71f5041d98bf67JmltdHM9MTc1MzQ4ODAwMA&amp;ptn=3&amp;ver=2&amp;hsh=4&amp;fclid=1e48b8fa-354c-60d2-0531-aecf34066124&amp;psq=judaismo+resumo&amp;u=a1aHR0cHM6Ly93d3cuc2lnbmlmaWNhZG9zLmNvbS5ici90dWRvLXNvYnJlLWp1ZGFpc21vLw&amp;ntb=1">Torá, o texto sagrado mais importante do judaísmo,  é composta pelos cinco primeiros livros da Bíblia Hebraica e contém as leis e ensinamentos fundamentais. </a></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="https://www.bing.com/ck/a?!&amp;&amp;p=c7985d6113db414da48918c22bfd5b2904ca76313af858a61a02dc4a395766f9JmltdHM9MTc1MzQ4ODAwMA&amp;ptn=3&amp;ver=2&amp;hsh=4&amp;fclid=1e48b8fa-354c-60d2-0531-aecf34066124&amp;psq=judaismo+resumo&amp;u=a1aHR0cHM6Ly93d3cudG9kYW1hdGVyaWEuY29tLmJyL2p1ZGFpc21vLw&amp;ntb=1">Os judeus se reúnem em sinagogas para a prática de rituais e leituras da Torá, sob a orientação de um rabino. </a></span></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-1014" src="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Imagem1-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Imagem1-300x200.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Imagem1.jpg 450w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<hr />
<p><strong>MARONITAS</strong><br />
Os maronitas compõem grande parte dos cristãos libaneses, sendo que a Igreja Maronita possui ritual próprio, diferente do rito latino conhecido pelos católicos ocidentais. Reconhecem a autoridade do Papa, o líder Igreja Católica Apostólica Romana. O rito maronita celebra a missa em língua aramaica, a que Jesus Cristo falava.</p>
<p>Historicamente, os maronitas são habitantes do campo. Suas raízes remontam ao século IV, sendo que no século VII, devido a perseguições religiosas, eles se dirigiram das regiões costeiras para as áreas montanhosas do Líbano e da Síria, onde eles viveram em certo isolamento. Hoje em dia, eles estão espalhados por todo o Líbano, com uma grande concentração no Monte Líbano.</p>
<p>Os Maronitas devem seu nome a São Maron, eremita que viveu na segunda metade do século IV e nos princípios do século V, sobre uma montanha situada na região da Apaméia (norte da Síria). De origem antioquena (da antiga Antioquia), dedicava-se à oração e à penitência. Foi considerado um dos fundadores da vida monástica no Oriente. Numerosos foram os discípulos que, seguindo o exemplo deste eremita e querendo imitá-lo, transformaram as cavernas, as grutas e os morros em ermidas. Esperavam sua visita para escutarem seus sermões e receber dele as orientações necessárias para a vida ascética e mística. Sua morte ocorreu no ano 410, depois de uma breve doença. Os cristãos, incluindo maronitas, ortodoxos, armênios e gregos católicos, perfazem hoje cerca de 35% da população libanesa. Deste percentual, estima-se que os cristãos maronitas componham metade deste número. A festa litúrgica de São Maron celebra-se no dia 9 de fevereiro.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-963" src="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Maronitas-300x200.webp" alt="" width="300" height="200" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Maronitas-300x200.webp 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Maronitas.webp 600w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>ORTODOXOS</strong><br />
A Igreja Ortodoxa tem uma longa história de cerca de dois mil anos, contando-se a partir da Igreja Primitiva, e aproximadamente mil anos, contando-se a partir do Cisma do Oriente ou Grande Cisma, ocorrido em 1054.<br />
Desde então, os ortodoxos não reconhecem a primazia papal e não aceitam muitos dos dogmas proclamados pela Igreja Católica Romana em séculos recentes, tais como a Imaculada Conceição e a infalibilidade papal. Também não consideram válidos os sacramentos ministrados por outras confissões cristãs.</p>
<p>No seu conjunto, a Igreja Ortodoxa é a terceira maior confissão cristã (atrás do catolicismo romano e do protestantismo), e também a segunda maior instituição cristã do mundo (atrás da Igreja Católica Romana), contando ao todo com aproximadamente 250 milhões de fiéis, concentrados sobretudo nos países da Europa Oriental.<br />
Até ao século XI, os cristãos da Igreja Ortodoxa e da Igreja Católica Romana têm uma história comum, que começa com a instituição do cristianismo por Jesus de Nazaré e sua difusão por seus discípulos, que, como o relatado no livro bíblico dos Atos dos Apóstolos, espalharam-se a partir da cidade de Jerusalém, fundando a primeira comunidade denominada cristã em Antioquia e depois se espalhando, ainda pelos mesmos, pela Europa Ocidental, Oriente Médio, Ásia e Norte da África.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-964" src="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Ortodoxos.jpg" alt="" width="275" height="183" /></p>
<p><strong>SUNITAS</strong><br />
Nome dado aos islamitas que seguem o “<strong>Suna</strong>”, ou “Caminho Percorrido” (nome dado às palavras e atos de Maomé e seus primeiros seguidores) e também por afirmarem seguir os caminhos da coletividade de muçulmanos.<br />
As correntes islâmicas surgiram após a morte de Maomé, no ano de 632, em Medina, na Arábia Saudita, em consequência da disputa entre seus seguidores pela liderança da comunidade. Pelo direito à sucessão do Profeta, surgiram duas correntes majoritárias, os “sunitas” e os “xiitas”.</p>
<p>Os sunitas acreditam que Maomé não deixou herdeiros legítimos e que seu sucessor deveria ser eleito com uma votação entre as pessoas da comunidade islâmica. A maioria dos muçulmanos no mundo é sunita.</p>
<p>O Alcorão é o <strong>livro sagrado do islamismo</strong>, considerado a palavra final de Deus, revelada ao profeta Maomé ao longo de 23 anos. Seu nome deriva de Al-Qur’an (a recitação), refletindo sua natureza como uma obra destinada a ser lida em voz alta.</p>
<p>O Alcorão está organizado em 114 capítulos, denominados <a title="Sura" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Sura">suras</a>, divididas em livros, seções, partes e versículos. Considera-se que 92 capítulos foram revelados ao profeta Maomé em <a title="Meca" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Meca">Meca</a>, e 22 em <a title="Medina" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Medina">Medina</a>.</p>
<p>Cabe lembrar que na TURQUIA, os sunitas constituem a religião predominante,  representando cerca de 90% da sua população.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-1020" src="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/gettyimages-901248450-612x612-1-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/gettyimages-901248450-612x612-1-300x200.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/gettyimages-901248450-612x612-1.jpg 612w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-1021" src="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/gettyimages-696351342-612x612-HOMENS-300x201.jpg" alt="" width="300" height="201" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/gettyimages-696351342-612x612-HOMENS-300x201.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/gettyimages-696351342-612x612-HOMENS.jpg 612w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>XIITAS</strong><br />
Tem seu nome derivado da palavra árabe shi’at, que significa grupo ou facção de Ali, que foi, ao mesmo tempo, primo e genro de Maomé. Os xiitas se recusaram a aceitar a autoridade dos 3 primeiros califas que sucederam a Maomé, recusa essa que precipitou a guerra civil na primeira comunidade islâmica. Os sunitas, por sua vez, reconheceram e reverenciaram os primeiros califas e não atribuíram nenhuma condição especial a Ali e seus descendentes. Atualmente, os sunitas representam 90% dos muçulmanos no mundo todo, contra 10% das várias seitas xiitas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-966" src="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Xiitas-300x169.jpg" alt="" width="300" height="169" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Xiitas-300x169.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Xiitas-539x303.jpg 539w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Xiitas.jpg 640w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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			</item>
		<item>
		<title>OS JANÍZAROS &#8211; A Tropa de Elite do Império Otomano.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[imperiootamano]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Sep 2022 04:37:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Império Otomano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com a queda do nordeste da Ásia Menor para os turcos otomanos, um grande número de prisioneiros de guerra cristãos foram trazidos para capital otomana, e muitos cristãos se estabeleceram no território islâmico como “dhimmis” (não-muçulmanos sob governo islâmico). O primeiro ministro otomano Alauddin, filho mais velho de Osman Gazi, fundador do Império Otomano, e irmão de Orkhan, o então sultão após a morte de Osman Gazi, convenceu seu irmão mais novo, o agora sultão Orkhan do perigo que os grandes senhores feudais da região apresentavam, pois possuíam...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-986" src="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Janizaro-turco-1914-222x300.jpg" alt="" width="222" height="300" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Janizaro-turco-1914-222x300.jpg 222w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Janizaro-turco-1914.jpg 443w" sizes="auto, (max-width: 222px) 100vw, 222px" /></p>
<p>Com a queda do nordeste da Ásia Menor para os turcos otomanos, um grande número de prisioneiros de guerra cristãos foram trazidos para capital otomana, e muitos cristãos se estabeleceram no território islâmico como “dhimmis” (não-muçulmanos sob governo islâmico).</p>
<p>O primeiro ministro otomano Alauddin, filho mais velho de Osman Gazi, fundador do Império Otomano, e irmão de Orkhan, o então sultão após a morte de Osman Gazi, convenceu seu irmão mais novo, o agora sultão Orkhan do perigo que os grandes senhores feudais da região apresentavam, pois possuíam grandes exércitos e muitas vezes ofereciam um risco para o Estado otomano central.</p>
<p>Os senhores feudais podiam usar o grande influxo de cristãos e sua influência contra o governo central otomano. Assim, parecia sábio que houvesse um recrutamento dos jovens entre os prisioneiros de guerra e súditos cristãos para serem educados e treinados pelo poder central para criar um exército de elite, e educá-los dentro dos ensinamentos do Islam.</p>
<p>A este exército seria dado o posto de armada real, e sua lealdade era esperada para que não se revoltassem contra o Estado. Além disso, eles poderiam provar seu valor como muçulmanos devotos e seus familiares não pensariam em se revoltar e lutar contra o poder central, já que seus próprios filhos compunham o exército real.<br />
Quando o plano foi posto em prática, e vários jovens cristãos foram recrutados e treinados para a elite da armada real, muitos cristãos nos domínios do império vieram aos centros de treinamento com seus filhos para que entrassem no corpo de janízaros, pois nisso havia muitas vantagens.</p>
<p>O treinamento dos janízaros não consistia somente em ensinamentos militares, eles eram também alfabetizados em turco, árabe ou persa. Eram versados em muitas disciplinas seculares a nível básico como matemática. Isso trazia ao cargo de janízaro um status muito alto, eles eram membros da própria guarda pessoal do sultão, algo que camponeses cristãos europeus jamais poderiam imaginar para seus filhos, que viviam numa sociedade feudal decadente e miserável, em que estes luxos eram raramente desfrutados por alguns cavaleiros, membros do clero e da nobreza.</p>
<p>A taxa diária prescrita de pagamento para entrada de nível de janízaros no tempo de Ahmet I era de três Akches. Promoção para um regimento de cavalaria implicava um salário mínimo de 10 Akches. Os Janízaros recebiam uma soma de 12 Akches a cada três meses para roupas e 30 Akches para armamento com um subsídio adicional para munição também.</p>
<p>Eles eram pagos com salários e pensões e tinham direito a aposentadoria e formaram sua própria classe social distinta. Como tal, tornaram-se uma das classes dirigentes do Império Otomano, rivalizando com a aristocracia turca. Os mais brilhantes dos janízaros foram enviados à instituição palácio. Através de um sistema de meritocracia, os janízaros tinham um enorme poder.</p>
<p>Os ensinamentos do Islam e o treinamento militar de alto nível, fizeram deles uma força de soldados temidos e valentes, e ao mesmo tempo devotos guerreiros muçulmanos de um império que acabara de nascer, e vivia sob constante pressão e ameaça por todos os lados.</p>
<p>A única arma da Europa e seus reis cristãos contra os janízaros era a difamação. Boatos se espalhavam de que os janízaros eram filhos de cristãos recrutados à força por uma regra de ”imposto de sangue”, que segundo eles seria uma prática do Islam, de que os cristãos deveriam dar seus filhos como escravos para os exércitos otomanos em cotas anuais de crianças. Para quem já viu o ”caso das noivas criança do Hamas”, ou ”cristãos queimados vivos por muçulmanos na Nigéria”, esse boato medieval só difere na idade.</p>
<p>A Igreja Católica e a nobreza européia temiam em muito as políticas otomanas. Ao anexar territórios de reinos vizinhos após vitórias militares, os otomanos tinham uma política bastante ”a frente de seu tempo”. Aos conquistados, era permitida a liberdade religiosa, e a isenção de imposto por alguns anos até que pudessem se recuperar do prejuízo da guerra e pagassem a Jaziyah (imposto devido aos dhimmis). Isso diferia em muito a vida que os camponeses da mesma Europa cristã levavam, com taxas cobradas tanto pela igreja como pelo estado, e a total falta de mobilidade social. Estas duas diferenças sociais levaram um grande numero de camponeses cristãos a migrarem para terras otomanas, ao passo que em alguns períodos, havia mais cristãos vivendo neste Estado islâmico de que muçulmanos.</p>
<p>À medida que cresciam em número, os janízaros eram separados em divisões distintas entre si. Quando em acampamento, cada divisão reunia-se em torno de um caldeirão de cobre onde seu alimento era preparado, e curiosamente adotaram uma forte simbologia com base na comida. Chamavam seus coronéis de “fazedor de sopa chefe”, oficiais-intendentes eram “cozinheiros chefes”, e assim por diante. Os caldeirões eram levados para as batalhas, e se eles fossem perdidos, toda a unidade era dispensada e impedida de integrar a mesma companhia.</p>
<p>Os janízaros permaneceram por muito tempo como a elite do exército turco, entrando em batalha em momentos decisivos ou apenas como último recurso para garantir a segurança do sultão.<br />
Certamente que os janízaros eram a elite dos soldados do Império Otomano. Eram inimigos temíveis, e isso, provavelmente, se devia ao fato de terem sido os primeiros a adotar as armas de fogo, antes mesmo da difusão destas. Além disso, os janízaros eram muito bem equipados com armaduras em seus fardamentos, e também eram bastante hábeis no manejo do arco recurvo e composto (um arco laminado construído de madeira, osso ou chifre, e tendões de animais). Entre eles, o maior costume era raspar a cabeça, deixando um rabo de cavalo e um tufo de cabelo no topo, eles também eram conhecidos pelos seus inconfundíveis bigodes. Usavam cáftans e zarcolas (um chapéu de feltro um tanto alto).</p>
<p>Site: https://iqaraislam.com/</p>
<p>Site: http://darozhistoriamilitar.blogspot.com/2009/03/os-janizaros-otomanos.html</p>
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		<title>OS EUNUCOS OTOMANOS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[imperiootamano]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Sep 2022 04:08:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Império Otomano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Senhor das Moças (eunuco otomano) No magnífico palácio de TOPKAPI, eles eram parte importante, senão fundamental da corte otomana. Eles eram escravos capturados em batalha, ou comprados de mercadores que os traziam da Europa ou do Sudão. Eles eram eunucos, homens emasculados, que tiveram seus órgãos genitais removidos por seus vendedores, para que custassem mais caro. Ao chegar a Istambul, eles tinham destino certo. A escola formadora de eunucos serviçais era onde aprendiam suas funções para que servissem aos mais poderosos lideres da terra: os sultões otomanos. Lá,...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Senhor das Moças (eunuco otomano)</strong></p>
<p>No magnífico palácio de TOPKAPI, eles eram parte importante, senão fundamental da corte otomana. Eles eram escravos capturados em batalha, ou comprados de mercadores que os traziam da Europa ou do Sudão. Eles eram eunucos, homens emasculados, que tiveram seus órgãos genitais removidos por seus vendedores, para que custassem mais caro.</p>
<p>Ao chegar a Istambul, eles tinham destino certo. A escola formadora de eunucos serviçais era onde aprendiam suas funções para que servissem aos mais poderosos lideres da terra: os sultões otomanos. Lá, eles eram divididos pela cor de sua pele. Se fossem brancos de origem européia, eram destinados aos serviços administrativos do palácio, e se fossem negros africanos, eram destinados a administrarem o harém do sultão (uma função de grande prestígio).</p>
<p>A castração tinha sido utilizada na China por séculos e em outros lugares, incluindo terras cristãs como as do Império Bizantino (que precederam os otomanos) para fornecer servidores de confiança a poderosas dinastias.</p>
<p>Pensava-se que os eunucos eram mais confiáveis do que os não-eunucos, uma vez que quase sempre não tinha família e, certamente, não teriam herdeiros a quem eles pudessem favorecer. Ninguém sabe quando os turcos otomanos começaram a usar eunucos, embora se possa supor que foi depois que eles entraram na região dos Balcãs, no século 15. Estes primeiros eunucos provavelmente tinham origem cristã, eram os ”eunucos brancos”, e sua castração teria sido feito por outros cristãos porque é proibido para os muçulmanos para fazê-lo.</p>
<p>Primeiro o eunuco tinha que aprender a falar turco. Eles acabaram por desenvolver uma forma peculiar de falar o idioma que os eunucos do palácio tinham desenvolvido ao longo dos séculos, porque castração afetava suas cordas vocais (e o turco exige um bom uso da voz para falar).</p>
<p>Eles tinham também que aprender o Alcorão, o direito islâmico, ética e etiqueta. Normalmente, isso não era aprendido dentro do próprio palácio, mas na casa de algum funcionário de destaque. Mais tarde, os eunucos que apresentassem a maior promessa de talento, seriam enviados para o serviço harém do palácio, onde, se chegasse ao posto mais alto, tomaria o posto de Kizlar Agasi, ou “Senhor das Moças”, nome que era dado devido ao fato de serem os guardiões das mulheres do harém.</p>
<p>Os eunucos tinham grandes privilégios junto ao sultão. Possuíam apartamentos próprios no palácio, e tinham grandes poderes estatais em suas mãos. Controlando por vezes o comando de exércitos poderosos, ou em funções administrativas no alto escalão otomano, eles eram um dos únicos que podiam falar em particular com próprio sultão. Uma característica marcante das sociedades islâmicas com relação aos escravos, é que estes possuíam uma enorme mobilidade social. Passar de meros serviçais de casas e palácios ou soldados para paxás e grão-vizires, era só uma questão de tempo.</p>
<p>Os eunucos negros eram os favoritos dos sultões e da corte. Eram dentre os eunucos, os mais poderosos e ricos. Os eunucos brancos foram perdendo prestigio e poder, tendo seu número na corte caído drasticamente ao longo dos séculos, por terem sido associados a eles diversos crimes.</p>
<p>Os eunucos não sofriam punições capitais, ou execuções. O único caso conhecido de execução de um eunuco foi o de Beshir Aga. Quando cometiam algum delito eram exilados para o Egito ou Chipre.<br />
A função de eunuco foi gradativamente sendo apagada com o declínio dos otomanos, e foi totalmente extinta com o fim do império.</p>
<p>Fonte: https://iqaraislam.com</p>
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		<title>Os Oguzes e a História do Povo Turco</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jan 2020 19:39:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Império Otomano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando da migração dos turcos, durante os séculos XI e XII, os oguzes estavam entre os turcos da região do Mar Cáspio que migraram em direção ao sul e oeste da Ásia ocidental e da Europa Oriental e não para o leste, em direção à Sibéria. Os oguzes são considerados como os ancestrais dos turcos ocidentais modernos: azeris, turcos da Turquia, turcomenos, turcos qashqais do Irã, turcos do Khorassan e gagaúzes (Gök Oğuz : oguzes azuis ou celestes), que em conjunto representam mais de 100 milhões de pessoas....</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando da migração dos turcos, durante os séculos XI e XII, os oguzes estavam entre os turcos da região do Mar Cáspio que migraram em direção ao sul e oeste da Ásia ocidental e da Europa Oriental e não para o leste, em direção à Sibéria.</p>
<p>Os oguzes são considerados como os ancestrais dos turcos ocidentais modernos: azeris, turcos da Turquia, turcomenos, turcos qashqais do Irã, turcos do Khorassan e gagaúzes (Gök Oğuz : oguzes azuis ou celestes), que em conjunto representam mais de 100 milhões de pessoas.</p>
<h3>O Início da História Turca</h3>
<p>Os turcos são uma comunidade reunida em torno de uma mesma língua da família uralo-altaica e aparecem pela primeira vez no século VII A.C. aos pés das montanhas Köğmen.</p>
<p>Segundo escritos chineses, a presença política turca na Ásia começa no século III A.C. com os Hunos. Sob o reino de Mete Khan, os turcos fundaram um grande império e vencendo os Mongóis e os Yuechi tomaram controle das portas ocidentais e dos caminhos comerciais da China.</p>
<p>Depois da desintegração do Império Huno da Ásia, fundou-se, em 552, aos pés orientais dos Montes Altai, o Império Göktürk. Foram eles quem aceitaram, pela primeira vez, a palavra “Turco” como nome do Estado oficial. Bilge Khan e Kül Tigin tiveram lugar na história como homens sábios e heróicos do Estado Turco. As atividades destes dois e de Tonyukuk, também um grande homem do Estado Göktürk, são relatados e imortalizados nos primeiros documentos escritos da história turca “Inscrições de Orkhun”.</p>
<p>Em 741, depois de Göktürk, fundou-se o Estado Uygur, um Estado Turco que se desintegrou rapidamente depois de um ataque dos turcos Kırgız do noroeste, à capital.</p>
<p>Os hunos do oeste, descendentes dos hunos da Ásia que viviam nas regiões do lago Aral e Turquestão, sob a pressão dos Avares, deixaram a pátria deles e se instalaram no oeste do Rio Volga. A começar pela época do líder Balamir, os hunos do oeste avançaram interior da Europa começando pelo norte. Foi assim que começaram as históricas invasões da “Migração das Tribos” que mudaram a estrutura étnica da Europa e avançaram até a Espanha, transtornando também as províncias nórdicas do Império Romano.</p>
<p>O primeiro estado turco criado na Europa foi o Império Huno Ocidental. Attila, que tomou o poder em 434, obrigou todas as tribos bárbaras da Europa, Bizâncio e Roma ocidental a aceitar o seu poder. Foi durante o seu reinado que o Império teve a sua época mais poderosa.</p>
<p>A segunda tribo turca na Europa pela sua presença e seu poder, foram os Avos que com a criação do Estado Göktürk, em 552, orientaram-se para o ocidente e se estabeleceram antes no Cáucaso e depois no Norte do Mar Negro. Em seguida, avançando sempre para o ocidente, criaram uma soberania na região que ia do que é atualmente a Grécia até a Alemanha. Junto aos turcos da Bulgária, em 626, cercaram Constantinopla e vieram até as muralhas de Bizâncio. Os primeiros turcos que cercaram Constantinopla foram os Avares.</p>
<p>Na Europa, depois da presença dos Avares, veio a presença dos Hazares. Entre os séculos VII e X criaram um poderoso Estado que ia do Rio Volga até Kiev. Foram muito tolerantes com os povos de diferentes religiões que viviam nas suas terras. Os Hazares, que falavam o turco, a língua mais falada da época, deram o nome do Mar Cáspio. Os Hazares pararam de existir politicamente em 968.</p>
<p>A existência dos turcos na Europa, depois dos Hazares, continuou com os Peçenek (Pechenegues) a partir do século X. Estes últimos, não agüentando mais a pressão dos Hazares e dos Oguz, atravessaram o Rio Volga e chegaram à Hungria. Tiraram os húngaros das suas terras e nelas estabeleceram-se em 880. No ano de 1091, perto do Rio Mariza, na batalha sangrenta contra as forças aliadas de Bizâncio e Couman, sofreram uma derrota esmagadora. Assim, a vida política dos Pechenegues chegou ao fim. Com a retirada deste povo da cena histórica, terminou a primeira fase da aventura de 700 anos dos turcos na Europa e os turcos desapareceram da Europa por um período de 200 anos.</p>
<h3>O Início da História Turca no Período Islâmico</h3>
<p>Depois da desintegração do Estado Uigur, no ano de 840, foi criado o Estado de Karakhanidas. Na época do Satuk Buğra Khan, o monarca dos Karakhanidas, o Islã foi aceito como religião oficial. As raízes do chamado desenvolvimento histórico da “Civilização e Cultura Turco-Islâmica” foram implantadas neste período.</p>
<p>No período da existência do Estado dos Karakhanidas, um segundo Estado foi fundado sob o nome de “Gaznavida” com a capital Gazne no Afeganistão (969-1187). Mahmud dos Gaznavidas adotou, pela primeira vez, o título de “Sultão”, organizou várias campanhas militares à Índia, islamizou-a e lançou os fundamentos do Paquistão de hoje. Os gaznavidas, depois do Sultão Mahmud, perderam a batalha de Dandanakon, em 1040, contra os seljúcidas, retiraram-se para a Índia e mais tarde foram subjugados pelos seljúcidas.</p>
<p>O grande Estado Seljúcida (1040-1157) foi fundado por Seljuk Bey, pertencente à tribo Kınık, da confederação Oghuz.</p>
<p>Os seljúcidas obtiveram soberania sobre os Karakhanidas e Ghaznevides e assim, conseguiram criar a união turca. Tuğrul Bey, o Sultão dos seljúcidas, numa campanha que organizou à Bagdá, capital do califado Abássida em 1055, botou fim ao Estado Xiita Buvayhi. Por isso, o califa atribuiu a ele o título de “Sultão do Mundo”. Alparslan, que o sucedeu em 1071, em Manzikert, obteve vitória definitiva sobre Diógenes, o Imperador Bizantino e abriu as portas da Anatólia aos turcos.</p>
<p>A mais gloriosa época do Estado seljúcida ocorreu no reino do Sultão Melikşah. As escolas superiores de teologia que serviram de base à arquitetura das universidades ocidentais, foram criadas também neste período.</p>
<p>Depois da morte do Melikşah, o Grande Estado Seljúcida foi dividido em vários pequenos estados tais como: os seljúcidas da Síria (1092-1117); os seljúcidas do Iraque e do Horasan (1092-1194); os seljúcidas de Kirman (1092- 1187) e os seljúcidas da Anatólia (1092-1308).</p>
<p>O mais importante destes pequenos estados foi o Estado dos Seljúcidas da Anatólia, fundado por Süleyman Bey, cuja capital é İznik.</p>
<p>Os seljúcidas da Anatólia tiveram o período mais glorioso da dinastia deles com o Sultão Alaeddin Keykubad I. Mas o assassinato do monarca, por meio de envenenamento, provocou no país desordem e tumulto. A revolta foi seguida pela invasão mongólica. Depois da batalha, de Kösedağ, em 1243, a Anatólia foi invadida pelos Mongóis.</p>
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<p><strong>Referências </strong></p>
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<li><em>Istanbul and the Civilization of the Ottoman Empire</em>, The literature of Seljuk Anatolia was almost entirely in Persian &#8230;&#8221; (Bernard Lewis)</li>
<li>Institutionalisation of Science in the Medreses of pre-Ottoman and Ottoman Turkey&#8221;, Ekmeleddin Ihsanoglu, <em>Turkish Studies in the History and Philosophy of Science</em>, ed. Gürol Irzik, Güven Güzeldere, (Springer, 2005), 266;</li>
<li><em>Rise of the Ottoman Empire,</em> Royal Asiatic Society Books, Routledge (2013),  81.&#8221;This state too bore the name of Rûm, if not officially, then at least in everyday usage, and its princes appear in the Eastern chronicles under the name &#8216;Seljuks of Rûm&#8217; (Paul Wittek)</li>
<li><em>The Seljuks of Anatolia: Court and Society in the Medieval Middle East</em> (Andrew Peacock and Sara Nur Yildiz, 2013)</li>
<li>Wikipedia</li>
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		<title>Os Seldjúcidas</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jan 2020 19:34:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O nome seldjúcida provém de Seljuk, fundador deste povo. Entre as principais características, destacam-se a divisão em tribos e o nomadismo. Os seljúcidas são originários do ramo Qynyk dos oguzes, que no século IX viveram na periferia do mundo islâmico, ao norte dos mares Cáspio e Aral no Khanganato Yabgu da confederação oguz, nas estepes do Turcomenistão. Durante o século X, devido a vários eventos, os oguzes entraram em contato estreito com as cidades muçulmanas. No fim da década de 900, instalaram-se em região próxima de Bukara (Uzbequistão)....</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O nome seldjúcida provém de Seljuk, fundador deste povo. Entre as principais características, destacam-se a divisão em tribos e o nomadismo. Os seljúcidas são originários do ramo Qynyk dos oguzes, que no século IX viveram na periferia do mundo islâmico, ao norte dos mares Cáspio e Aral no Khanganato Yabgu da confederação oguz, nas estepes do Turcomenistão. Durante o século X, devido a vários eventos, os oguzes entraram em contato estreito com as cidades muçulmanas.</p>
<p>No fim da década de 900, instalaram-se em região próxima de Bukara (Uzbequistão). Então, um grupo de guerreiros segue para o ocidente com o objetivo de encontrar mais terras e expandir os territórios seljúcidas. Os Seldjúcidas converteram-se ao islamismo no século X.</p>
<p>Quando Seljuk, o líder do clã seljúcida, desentendeu-se com Yabgu, o chefe supremo dos oguzes, ele dividiu seu clã da maior parte dos turcos-oguzes e montou acampamento no banco ocidental do baixo rio Sir Dária (Jaxartes). Em 985, Seljuk converteu-se ao Islã. No século XI os seljúcidas migraram de suas terras natais para o interior da Pérsia, onde encontraram o Império Gaznévida.</p>
<p>Lá, eles derrotaram os gaznévidas na batalha das planícies de Nasa em 1035. Na batalha de Dandanaqan, eles derrotaram o exército gaznévida, e após cerco bem sucedido de Nixapur, Togrul Beg, em 1050-1051, estabeleceu um império mais tarde chamado Império Seljúcida. Os seljúcidas se misturaram com a população local e adotaram a cultura e língua persas nas décadas seguintes; a última foi empregada como língua oficial do governo.</p>
<p>Sob o comando de Togrul Beg, neto de Seljuk, Ispahan caiu também em seu poder, passando a ser a capital. Penetrou pelo sul no Iraque, cuja capital, Bagdá, ocupou-a em 1055, derrotando os Buwayhidas e se fez reconhecer como sultão e protetor do califa.</p>
<p>O líder dos Seldjúcidas, Toghrul-Beg, então, foi nomeado pelo Califa de Bagdá como Sultão, o que correspondia a uma separação definitiva entre os poderes temporal e religioso, ficando o primeiro a cargo do Sultão e o segundo nas mãos do Califa. Os seus sucessores, Alp Arslan e Malik Shah, prosseguirão a sua obra, estendendo largamente os seus domínios para a Síria, Palestina e Anatólia. Por serem Sunitas, os Seldjúcidas combateram o Xiismo, que havia se tornado dominante no período de governo dos Buwayhidas.</p>
<p>Entre suas características marcantes, os seljúcidas eram conhecidos por uma política que apresentava programas de construção de grandes obras para a população. Em seu territórios, desenvolveram projetos e construíram escolas públicas, empresas caravaneiras, fundações beneficentes, hospitais e mesquitas. O sufismo, corrente mística do Islã, desenvolveu-se entre os povos seljúcidas pelas madrassas, que eram instituições de ensino religioso mantidas pelo governo.</p>
<p>Um dos primeiros confrontos dos seljúcidas foi na famosa batalha de Manziquert, onde os bizantinos foram derrotados. Isso ocorreu no ano de 1071 quando Alp Arslan, sultão turco, conduzia o povo em direção à Armênia e sofreu ataque dos bizantinos, que na época eram comandados pelo imperador de Roma, IV Diógenes. A estratégia utilizada pelos seljúcidas para derrotar os guerreiros bizantinos demonstrava a inteligência deste povo no campo bélico. Primeiramente, simularam uma fuga, mas conseguiram cercar os inimigos e derrotá-los. Capturaram IV Diógenes e apenas o libertaram mediante pagamento de resgate. Com isso, terminaram com o poderio dos bizantinos na região da Ásia menor.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-594" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2019/03/post-o-imperio-otomano-Seldjúcidas-1-250x300.jpg" alt="" width="296" height="355" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2019/03/post-o-imperio-otomano-Seldjúcidas-1-250x300.jpg 250w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2019/03/post-o-imperio-otomano-Seldjúcidas-1.jpg 333w" sizes="auto, (max-width: 296px) 100vw, 296px" /></p>
<p>Esta batalha, travada contra o Império Bizantino, constituiu no início do fim deste. Aparentemente, foi apenas uma vitória heróica conquistada pelos Seldjúcidas, que apesar de estarem em franca minoria, lutavam de forma coesa e apaixonada, sobre um grupo enorme, o exército Bizantino, e heterogêneo, formado por mercenários de diversas partes do Império que, na hora do combate, foram incapazes de obedecer corretamente um comando central e, por isso, acabaram fragorosamente derrotados. Porém, foi muito mais do que isso, pois permitiu aos Turcos conquistarem as planícies da Anatólia (ou Ásia Menor), ou seja, a Armênia e a Capadócia, região vital para a sobrevivência do Império Bizantino, uma vez que era de lá que ele retirava a maior parte de seus gêneros agrícolas e também, os cavalos para seus cavaleiros. Sendo assim, sem a Anatólia, o Império Bizantino viu-se obrigado a importar cavalos para poder manter uma cavalaria, o que encarecia este tipo de tropa, essencial nas guerras Medievais e que limitava o exército Bizantino. A partir de 1071, quando ocorreu a batalha, apenas infantarias e tropas de arqueiros, lutavam impotentes contra as cavalarias Muçulmanas.</p>
<p>Após este confronto, os seljúcidas prosseguiram a foram responsáveis pela fundação de um império que originou o Sultanato de Rum, que precedeu o Império Otomano e foi o primeiro império turco estabelecido na área da Anatólia. Na época em que foram governados pelo xá Malik, os seljúcidas entraram em seu período áureo. No ano de 1078, invadiram e dominaram Jerusalém. Com isso, os cristãos que habitavam o território iniciaram uma série de embates contra os seljúcidas, originando as Cruzadas.</p>
<p>É importante notar a atuação dos Sultões Seldjúcidas, em especial Alp Arslan, filho do primeiro Sultão. Eles, com efeito, sediados na cidade de Isaphan (próxima a Bagda), recriaram o Império Islâmico, porém, agora em três frentes diferentes e com um caráter primordialmente Turco. As três frentes de expansão Seldjúcida eram respectivamente: a Anatólia, a Síria e o Irã.</p>
<p>Em 1084, os Turcos conquistam Antioquia. A Síria foi reconquistada aos Emires independentes que lá haviam se instalado. No Irã, ocorreu o mesmo e a Anatólia, por sua vez, depois da Batalha de Manzikert, foi pouco a pouco sendo ocupada pelos Seldjúcidas até se tornar realmente o novo Turquestão (há que se notar que a Turquia de hoje nada mais é do que a própria Anatólia, ou Ásia Menor).</p>
<p>A derrota do Basileu Romano IV na Batalha de Manzikert provocou profundo abalo no Império Bizantino. Inicialmente, foi a dinastia dos Ducas (a qual o Basileu pertencia) que caiu, em seu lugar entrou Nicéforo III, que percebendo a situação delicada em que se encontrava, começou a pensar em uma reaproximação com o ocidente ( reaproximação porque desde 1053, com o Cisma do Oriente (separação entre a Igreja Católica, com sede em Roma, e a Igreja Cristã Ortodoxa, com sede em Constantinopla), que as relações entre Constantinopla e o resto da Europa estavam estremecidas).</p>
<p>Esta reaproximação foi executada, no entanto, quando Aleixo I, o Basileu que assumiu, em 1081, requisitou ao Papa Urbano II o envio de uma força militar de apoio na guerra contra os Muçulmanos. O Papa aceitou o pedido (principalmente porque sua condição, a reunificação das duas Igrejas, foi aceita pelo Basileu) e, em 1095, no Concílio de Clermont, pregou a Cruzada com a desculpa de reconquistar Jerusalém, que se via nas mãos dos Muçulmanos.</p>
<p>A Primeira Cruzada, realizada entre 1096 e 1099, foi realizada, portanto, com o intuito de auxiliar o Império Bizantino na medida em que abria uma nova frente de combate contra os Turcos. Porém, ela só obteve sucesso (reconquistou Jerusalém, Belém, Nazaré e outras cidades, além de estabelecer Reinos Cristãos na Palestina) devido a fragmentação política dos Seldjúcidas decorrente da morte do Sultão Malik-Chah, em 1095. Este dividiu seu Império em três partes: a Síria, a Anatólia e a Pérsia, ficando todas independentes umas das outras, constituindo as duas últimas, Sultanatos próprios e a primeira estando dividida em dois Reinos.</p>
<p>Os Seldjúcidas entraram em decadência à medida que mergulharam na descentralização e sua queda foi precipitada quando, em 1258, os Mongóis, liderados por Hulagu, tomaram Bagdá e depuseram o último Califa Abássida, al-Mustasim. Os reides Mongóis, que se haviam iniciado no final do século XII, destruíram o Sultanato da Pérsia (o Irã) e depois o centro do antigo Império. Em 1260, os povos mongóis invadiram a Anatólia, dominando-a e a dividindo em pequenos emirados, que ficaram conhecidos como beylhiques da Anatólia.</p>
<p>Um destes beylhiques era o otomano, que dominaria os demais e conquistaria o poder na região.</p>
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<p><strong>Referências</strong></p>
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<li style="list-style-type: none;">
<ol>
<li>Bernard Lewis, <em>Istanbul and the Civilization of the Ottoman Empire</em>, 29;</li>
<li>Wikipedia</li>
<li>&#8220;Institutionalisation of Science in the Medreses of pre-Ottoman and Ottoman Turkey&#8221;, Ekmeleddin Ihsanoglu, <em>Turkish Studies in the History and Philosophy of Science</em>, ed. Gürol Irzik, Güven Güzeldere, (Springer, 2005), 266;</li>
<li>Andrew Peacock and Sara Nur Yildiz, <em>The Seljuks of Anatolia: Court and Society in the Medieval Middle East</em>, (I.B. Tauris, 2013), 71-72</li>
<li>Paul Wittek, <em>Rise of the Ottoman Empire</em>, Royal Asiatic Society Books, Routledge (2013),  81</li>
<li>Alexander Kazhdan, &#8220;Rūm&#8221; <em>The Oxford Dictionary of Byzantium</em>(Oxford University Press, 1991), vol. 3, p. 1816.</li>
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		<title>Ertugrul</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jan 2020 19:25:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Império Otomano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ertuğrul (1198-1281) foi o líder dos Kayi, uma tribo de turcos oguzes do norte do Irão. Foi também o pai de Osmã, que viria a ser o fundador do Império Otomano. Tendo o Irã sido varrido pela invasão Mongólica de meados do século XIII, a tribo Kayi foi forçada a deixar o Irã em direção à Anatólia. Durante a fuga, o pai de Ertuğrul, Salomão (Suleiman) Shah morreu afogado na travessia do Rio Eufrates, quando batia em retirada de uma batalha perdida contra os Mongóis. Assim, Ertuğrul assumiu o...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ertuğrul</strong> (1198-1281) foi o líder dos Kayi, uma tribo de turcos oguzes do norte do Irão. Foi também o pai de Osmã, que viria a ser o fundador do Império Otomano.</p>
<p>Tendo o Irã sido varrido pela invasão Mongólica de meados do século XIII, a tribo Kayi foi forçada a deixar o Irã em direção à Anatólia. Durante a fuga, o pai de Ertuğrul, Salomão (Suleiman) Shah morreu afogado na travessia do Rio Eufrates, quando batia em retirada de uma batalha perdida contra os Mongóis. Assim, Ertuğrul assumiu o comando da tribo dos Kayi aos 29 anos de idade.</p>
<p>Ala ad-Din Kay Qubadh I, o sultão seljúcida do Rum (Anatólia central), concordou em assentar Ertugrul e sua tribo no noroeste da Anatólia, em uma região ao redor da cidade de Sogut e compreendida entre o Rio Sangário e a Montanha Karaca Dag; na época um confim instável da fronteira turco-bizantina, e muito próxima a fortalezas gregas como Nicéia, Bursa e Nicomédia.</p>
<p>Ertuğrul, receberá do Sultão do Rum o título de Gazi, isto é, veterano de guerra, ou juiz e campeão da causa do Islã. Ertuğrul casou-se com Halime Hatun (nascida Halime Sultan), uma princesa seljúcida, filha de Maçude II, Sultão de Rum. Com seu casamento com Ertuğrul, e seu ingresso na tribo Kayi, ela passou a ser conhecida como Halime Hatun e após a ascensão de seu filho Osmã I ao trono, Halime ganhou o título de Valide Hatun.</p>
<p>Ertogrul se estabeleceu com sua tribo em Söğüt e regiões vizinhas por volta de 1230. Este território veio a constituir um beilhique do Império Rum, que a partir de 1281 teve Osmã, filho de Ertogrul como bei; este beilhique foi o embrião do futuro Império Otomano, cujo nome se deve a Osmã, que proclamou a autonomia do beilhique em 1299.</p>
<p>Söğüt, ou o beilhique de Osmã como um todo, encontrava-se rodeado por outras três importantes tribos turcas: os turcos de Eskenderum ao norte, os turcos de Esquiceir ao leste, e os turcos de Konyali ao sul. Além disto, havia as cidades gregas de Bursa, Niceia e Nicomédia ao oeste e noroeste, até então importantes fortalezas da porção asiática do Império do Oriente, de modo que a posição do beilhique Otomano podia ser considerada ingrata.</p>
<p>A lenda conta que Ertogrul bravamente manteve Söğüt imune a todas essas potenciais ameaças, de modo que seu filho Osmã pode vencer a todos elas durante seu reinado (de 1299 a 1326), inclusive conquistando Esquiceir e Eskenderum. Mais tarde, o neto de Ertogrul, Orkan I, capturaria Bursa (1326) e derrotaria os Bizantinos em Pelecano (1329, abrindo o caminho dos otomanos para a conquista de todo o noroeste da Anatólia. Com a captura de Bursa, Söğüt deixou de ser a capital dos otomanos, que passaram a governar o nascente império a partir dos luxuosos palácios bizantinos.</p>
<p>Hoje em dia Söğüt não deixou de ser uma pequena cidade da província de Bilecik, no vale úmido do Rio Sangário. Cidade essencialmente histórica, elementos da história otomana e estátuas em tamanho natural de seus sultões podem ser apreciadas no Museu Etnográfico de Söğüt.</p>
<div id="attachment_590" style="width: 379px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-590" class=" wp-image-590" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2019/03/post-imperio-otomano-Ertuğrul-1.jpg" alt="" width="369" height="277" /><p id="caption-attachment-590" class="wp-caption-text">Museu de Ertogrul Gazi em Söğüt</p></div>
<p>O casal Ertuğrul-Halime teve três ou quatro filhos, Gunduz Alpe, Savcı Bey e possivelmente Osmã I, assim como Saru Batu. Alguns historiadores otomanos, afirmam que a mãe de Osmã I é desconhecida. Söğüt foi a cidade-natal de Osmã.</p>
<div style="width: 361px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-591" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2019/03/post-imperio-otomano-Ertuğrul-2-300x225.jpg" alt="" width="351" height="263" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2019/03/post-imperio-otomano-Ertuğrul-2-300x225.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2019/03/post-imperio-otomano-Ertuğrul-2-768x576.jpg 768w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2019/03/post-imperio-otomano-Ertuğrul-2-700x525.jpg 700w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2019/03/post-imperio-otomano-Ertuğrul-2.jpg 800w" sizes="auto, (max-width: 351px) 100vw, 351px" /><p class="wp-caption-text">Túmulo de Ertuğrul, em Sogut (Turquia)</p></div>
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<p><strong>Referências:</strong></p>
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<li style="list-style-type: none;">
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<li style="list-style-type: none;">
<ol>
<li>A Istambul do sultão (Charles Fitzroy – Ed. Bizâncio)  &#8211; Lisboa</li>
<li>A Natureza do Estado Otomano Primitivo ( Lowry, Heath W. ) &#8211; Google Books</li>
<li><em>The Ottoman Centuries: The Rise and Fall of the Turkish Empire</em> &#8211; Kinross, Patrick (1977)</li>
<li>Turquia Pré-Otomana: um exame geral da cultura material e espiritual e da história (Claude Cahen &#8211; Ed.Taplinger) &#8211; Nova Iorque</li>
<li>Wikipedia</li>
</ol>
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		<title>O Império Otomano</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Mar 2019 14:59:43 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Império Otomano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Império Otomano existiu entre 1299 e 1922 e no seu auge compreendeu toda  a região da Anatólia (atual Turquia) a Ásia Ocidental, a região do Cáucaso, o Oriente Médio, parte do norte de África e do sudeste europeu. Foi estabelecido no século XIII por uma tribo de turcos oguzes (originários da região do Mar Cáspio) no noroeste da Anatólia (Turquia) pelo líder tribal oguz Osmã I (em árabe Uthmān, de onde deriva o nome &#8220;otomano&#8221;) que estabeleceu a dinastia Osmanlı. Nos séculos mais recentes, o Império Otomano  era por vezes...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Império Otomano existiu entre 1299 e 1922 e no seu auge compreendeu toda  a região da Anatólia (atual Turquia) a Ásia Ocidental, a região do Cáucaso, o Oriente Médio, parte do norte de África e do sudeste europeu.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-587" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2019/03/capa-o-imperio-otomano-história-300x160.jpg" alt="" width="433" height="231" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2019/03/capa-o-imperio-otomano-história-300x160.jpg 300w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2019/03/capa-o-imperio-otomano-história-768x410.jpg 768w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2019/03/capa-o-imperio-otomano-história-700x374.jpg 700w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2019/03/capa-o-imperio-otomano-história.jpg 953w" sizes="auto, (max-width: 433px) 100vw, 433px" /></p>
<p>Foi estabelecido no século XIII por uma tribo de turcos oguzes (originários da região do Mar Cáspio) no noroeste da Anatólia (Turquia) pelo líder tribal oguz Osmã I (em árabe Uthmān, de onde deriva o nome &#8220;otomano&#8221;) que estabeleceu a dinastia Osmanlı. Nos séculos mais recentes, o Império Otomano  era por vezes referido em círculos diplomáticos como o da &#8220;Sublime Porta&#8221; ou simplesmente como &#8220;a Porta&#8221;, devido à cerimônia de acolhimento com que o sultão agraciava os embaixadores à entrada do palácio.</p>
<p>Nos séculos XVI e XVII, o império constava entre as principais potências políticas da Europa e vários países europeus temiam os avanços otomanos nos Balcãs. No seu auge, no século XVII, o território otomano compreendia uma área de 11.955.000 km² e estendia-se desde o estreito de Gibraltar, a oeste, até o mar Cáspio e o golfo Pérsico, a leste, e desde a fronteira com as atuais Áustria e Eslovênia, no norte, até os atuais Sudão e Iêmen, no sul.</p>
<h3>Início do Império (1300 &#8211; 1481)</h3>
<p>Com o desaparecimento do Sultanato de Rum, por volta do século XIII, a Anatólia turca foi dividida em uma colcha de retalhos de estados independentes, os beylhiques. Por volta de 1300, o enfraquecido Império Bizantino havia perdido a maioria de suas províncias na Anatólia para dez beilhiques. Um desses beilhiques eram liderados por Osmã I, filho de Ertogrul, em uma região da Anatólia Ocidental.</p>
<p>A dinastia que Osman (1258 d.C a 1326 d.C) fundou, era chamada de Osmanli, que significa &#8220;filhos de Osman&#8221;. O nome passou para o ocidente como &#8220;otomano&#8221;. O Império Otomano professava a religião muçulmana. As tribos mais fortes eram os seljúcidas, que se estabeleceram na Ásia Menor, juntamente com outros grupos de turcos.</p>
<p>No mito da fundação do império contada em uma história medieval turca conhecida como &#8220;O sonho de Osmã&#8221;, Osmã quando jovem sonhou com a visão de um império que era uma grande árvore cujas raízes se estendiam por três continentes e seus ramos cobriam os céus. Ainda de acordo com o sonho, essa árvore que simbolizava o império de Osmã, alcançava quatro rios com suas raízes, o Tigre, o Eufrates, o Nilo e o Danúbio. Essa árvore fazia sombra em quatro cadeias de montanhas, o Cáucaso o Tauro, o Atlas e os Bálcãs.</p>
<p>Osman surgiu como o líder local dos turcos na luta contra o enfraquecido império bizantino. Com a extensão do domínio turco nos Bálcãs, a estratégica conquista de Constantinopla tornou-se um objetivo fundamental.<br />
A conquista final só foi alcançada em 1453 d.C, com a queda de Constantinopla (atual Istanbul), mas, naquela época, todo o território em volta já estava em mãos dos otomanos.</p>
<div id="attachment_592" style="width: 279px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-592" class="wp-image-592" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2019/03/post-imperio-otomano-história-1-221x300.jpg" alt="" width="269" height="365" srcset="https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2019/03/post-imperio-otomano-história-1-221x300.jpg 221w, https://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2019/03/post-imperio-otomano-história-1.jpg 440w" sizes="auto, (max-width: 269px) 100vw, 269px" /><p id="caption-attachment-592" class="wp-caption-text">Sultão Maomé II, o Conquistador, entra em Constantinopla (atual Istambul).</p></div>
<p>As áreas iniciais de expansão sob a liderança de Osman I e de seus sucessores &#8211; Orkhan (que governou no período de 1326 a 1359) e Murad I (no período de 1359 a 1389) &#8211; compreendiam o oeste da Ásia Menor e o sul da Europa, originariamente península balcânica. Durante o reinado de Orkhan, foi capturada a cidade de Bursa em 1324 e se tornou capital do Estado otomano.</p>
<p>A queda de Bursa em mãos otomanas significou o fim do domínio bizantino no noroeste da Anatólia. A partir dai, foi iniciada a prática de exigir um tributo sobre os filhos de cristãos. Os meninos eram treinados para se tornarem soldados e administradores. Como soldados, eles aumentavam as fileiras da infantaria e eram chamados de janízaros, a força militar mais temida na Europa por séculos. Em compensação, o governo otomano usou a entidade legal conhecida como millet, na qual minorias étnicas e religiosas podiam lidar com seus próprios assuntos independentemente do poder central.</p>
<p>Murad (1359 a 1389) conquistou a Trácia, a noroeste de Constantinopla, em 1361 d.C. Mudou sua capital para Adrianópolis (atual Edirne), a capital da Trácia e a segunda cidade do império bizantino. Esta conquista efetivamente separou Constantinopla do resto do mundo. A importante cidade de Salonica foi conquistada aos venezianos em 1387, e a vitória turca na batalha do Kosovo em 1389, efetivamente, marcou o fim do poder sérvio na região, abrindo caminho para a expansão otomana na Europa.</p>
<p>Murad morreu durante a sua última batalha vitoriosa na região balcânica. Seu sucessor, Bayezid I (governou de 1389 a 1402), foi incapaz de expandir as conquistas do lado europeu. Ele foi forçado a voltar sua atenção para a região oriental da Ásia Menor para lidar com um principado turco cada vez mais crescente, o Karaman.</p>
<p>Murad atacou e derrotou Karaman em 1391 d.C, acabou com a revolta nos Balcãs e voltou para consolidar suas conquistas na Ásia Menor. Seu sucesso atraiu a atenção de Timur Lenk (Tamerlão).<br />
Estimulado pelos príncipes turcos que haviam se asilado em sua corte, fugindo das incursões de Bayezid, Timur atacou e o subjugou em 1402 d.C. Capturado por Timur, Bayezid morreria em um ano.</p>
<p>Logo Timur se retirou da Ásia Menor, deixando que os filhos de Bayezid recuperassem o que o pai tinha perdido. Os quatro filhos lutaram entre si pelo controle do poder, até que um deles, Mohammad I, matou os outros três e assumiu o governo. Ele reinou de 1413 d.C até 1421 d.C, e seu sucessor, Murad, II (1421 a 1451) sufocou a resistência nos Bálcãs e eliminou todos os principados turcos na Ásia Menor, com exceção de dois.</p>
<p>A tarefa de finalizar a conquista balcânica e apoderar-se de toda a Ásia Menor coube ao sucessor de Murad II, Mohamed II (no período de 1451 d.C a 1481 d.C). Foi ele quem capturou Constantinopla em 29 de maio de 1453 d.C , com 21 anos de idade. A cidade se tornou a nova capital do Império Otomano, e Maomé (Mohamed) II assumiu o título de Kayser-i Rûm (&#8220;César de Roma&#8221;). No entanto, este título não foi reconhecido pelos gregos ou pelos europeus ocidentais, e os czares russos passaram então a alegar serem os sucessores do título imperial oriental.</p>
<div id="attachment_593" style="width: 221px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-593" class="wp-image-593" src="http://www.imperiootomano.com.br/wp-content/uploads/2019/03/post-imperio-otomano-história-2.jpg" alt="" width="211" height="312" /><p id="caption-attachment-593" class="wp-caption-text">Mohammed II</p></div>
<p>Para consolidar a sua aclamação, Maomé II aspirava ter controle sobre a capital ocidental, Roma, e as forças otomanas ocuparam partes da península Itálica, a partir de Otranto e Apúlia, em 28 de julho de 1480. Mas depois da morte de Maomé II, em 3 de maio de 1481, a campanha na Itália foi cancelada e as forças otomanas recuaram. De qualquer forma, toda a península balcânica do sul da Hungria foi incorporada, assim como a Criméia, na costa norte do Mar Negro. A Ásia Menor estava completamente subjugada.</p>
<p>Além de conquistar um grande império, Mohammad II trabalhou com afinco pela consolidação e por um sistema administrativo adequado e de impostos. Para isso, contou com o fato de que toda a estrutura burocrática bizantina estava em suas mãos. Ainda que fossem muçulmanos, os sultões otomanos não se recusaram a usar qualquer talento que eles pudessem atrair ou capturar.</p>
<h3>O período de 1481 – 1566</h3>
<p>Este período da história otomana pode ser dividido em dois períodos: um de crescimento territorial, econômico e cultural até 1566, depois seguido de um período de relativa estagnação política e militar.</p>
<p>Três sultões governaram o império no seu auge: Bayezid II (1481 &#8211; 1512), Selim I (1512 &#8211; 1520), e Suleyman, o Magnífico (1520-1566). Bayezid estendeu o império na Europa, acrescentou postos avançados ao longo do Mar Negro, e sufocou as revoltas na Ásia Menor. Também transformou a armada otomana na maior força naval do Mediterrâneo. Com a idade mais avançada, ele se tornou um místico religioso e abdicou ao trono em favor de seu filho mais brilhante, Selim I.</p>
<p>A primeira tarefa de Selim foi eliminar toda a competição por sua posição. Ele teve seus irmãos e filhos, com exceção de um, todos mortos. Desse modo, ele estabeleceu o controle sobre o exército, que durante a sucessão tinha apresentado um candidato próprio ao poder. Durante o seu curto reinado, os otomanos se moveram de sul para leste, na Síria, Mesopotâmia (Iraque), Arábia e Egito. Em Meca, o santuário do Islam, ele tomou o título de califa, governante de todos os muçulmanos. Os sultões otomanos seriam, dali em diante, os chefes espirituais do Islam, deslocando, assim, o antigo califado de Bagdá.</p>
<p>Ao ocupar os lugares santos do Islam, Selim sedimentou sua posição como o governante religioso mais poderoso. Isto permitiu o acesso direto dos otomanos à rica herança cultural do mundo árabe. Intelectuais muçulmanos importantes, artistas, artesãos e administradores vinham a Constantinopla de todas as partes do mundo árabe. Eles transformaram o império muito mais do que o estado islâmico tradicional jamais tinha sido.</p>
<p>Além de seu poderoso exercito, a expansão otomana pode também contar com sua Marinha, que bloqueou as principais rotas comerciais marítimas, em concorrência com as cidades-estado italianas no mar Negro, mar Egeu e mar Mediterrâneo e com possessões portuguesas no mar Vermelho e oceano Índico.</p>
<p>Selim teve o controle de todas as rotas comerciais do Oriente Médio entre a Europa e o Extremo Oriente. O crescimento do império foi, durante algum tempo, um impedimento para o comércio europeu. Este monopólio otomano levou os estados europeus a procurarem rotas alternativas pela África para chegarem à India e à China, impulsionando o desenvolvimento das navegações, o que acabou por levar à descoberta das Américas por portugueses e espanhóis.</p>
<p>O único filho de Selim, Suleiman I o Magnífico (1520-1566) , chegou ao trono em uma situação invejável. As novas receitas proveninentes da extensão do império, deixaram-no com uma riqueza e poder sem paralelo na história otomana. A Argélia, na África do Norte, se rendeu à sua esquadra em 1529 d.C e Trípoli (Líbia), em 1551 d.C.</p>
<p>Após a tomada de Belgrado em 1521, Suleiman I conquistou o sul e o centro do Reino da Hungria (ao passo que as regiões ocidental, norte e nordeste não foram conquistadas) e estabeleceu o domínio otomano, no território da Hungria atual (exceto parte ocidental) e outros territórios da Europa Central, após sua vitória na Batalha de Mohács em 1526. Ele então liderou o cerco de Viena em 1529, mas não conseguiu tomar a cidade após o início do inverno, forçando sua retirada. Em 1532, outro ataque a Viena com um exército planejado para ter mais de 250.000 homens foi repelido a 97 quilômetros ao sul da cidade, na fortaleza de Güns. Depois de mais avanços pelos otomanos em 1543, o governante Habsburgo Fernando I oficialmente reconheceu a anexação otomana de regiões da Hungria em 1547.</p>
<p>Durante o reinado de Solimão, a Transilvânia, a Valáquia e, intermitentemente, a Moldávia, tornaram-se principados do Império Otomano. No leste, os otomanos tomaram Bagdá a partir da Mesopotâmia em 1535, ganhando o controle da Mesopotâmia e acesso naval ao golfo Pérsico. Até o final do reinado de Solimão, a população do império atingiu a marca de cerca de 15.000.000 pessoas.</p>
<p>Sob Selim e Solimão, o império tornou-se uma força naval dominante, controlando grande parte do mar Mediterrâneo. As façanhas do almirante otomano Barba Ruiva, que comandou a marinha otomana durante o reinado de Solimão, conduziu a uma série de vitórias militares sobre as marinhas europeias. Entre estas estavam a conquista aos espanhóis de Túnis e Argélia; a evacuação dos muçulmanos e judeus da Espanha para a segurança das terras otomanas (em particular, Tessalônica, Chipre, e Constantinopla), durante a Inquisição Espanhola e a captura de Nice do Sacro Império Romano Germânico em 1543.</p>
<p>Esta última conquista ocorreu em nome da França numa aliança entre as forças do rei francês Francisco I e as de Barba Ruiva. França e o Império Otomano, unidos pela oposição mútua à Monarquia de Habsburgo, na Europa do Sul e na Europa Central, tornaram-se fortes aliados durante este período. A aliança era econômica e militar, como os sultões concederam à França o direito do comércio dentro do império, sem cobrança de impostos.</p>
<p>Na verdade, o Império Otomano foi por esse tempo uma parte significativa e aceite da esfera política europeia, e entrou em uma aliança militar com a França, a Inglaterra e a Holanda contra Espanha e o Sacro Império Romano-Germânico (que na época possuía domínio de jure sobre as cidades-estados italianas e a Áustria).</p>
<p>À medida que o século XVI avançava, a superioridade naval Otomana foi desafiada pelo emergente poder marítimo da Europa ocidental, particularmente na costa do atual Marrocos, no golfo Pérsico, no oceano Índico e em ilhas da atual Indonésia, como as ilhas das Especiarias. Com os otomanos bloqueando rotas marítimas para o Oriente e Sul, as potências européias foram impulsionadas a encontrar outro caminho para a seda e as rotas de especiarias, agora sob o controle otomano.</p>
<p>Em terra, o império estava preocupado com as campanhas militares na Áustria e na Pérsia, duas frentes amplamente separadas. A tensão destes conflitos sobre os recursos do império e da logística de manutenção de linhas de abastecimento e comunicação entre essas grandes distâncias, em última instância fez com que seus esforços marítimos se tornassem insustentáveis e sem êxito. A necessidade imperiosa militar para a defesa nas fronteiras ocidentais e orientais do império acabou por tornar impossível o engajamento eficaz a longo prazo da marinha otomana em uma escala global.</p>
<p>Em suas buscas menos belicosas, ele enfeitou as maiores cidades do Islam com mesquitas, aquedutos, pontes e outras obras públicas. Em Constantinopla, ele mandou construir muitas mesquitas e, entre elas, a magnífica Mesquita de Suleyman.</p>
<h3>O período de 1566 – 1807</h3>
<p>Durante o longo reinado de Suleiman, o império otomano alcançou o auge em poder político e o máximo de sua extensão geográfica. As sementes do declínio, no entanto, já estavam plantadas.</p>
<p>Como Suleiman já estivesse cansado das guerras e vivendo mais em seu harém, seus vizires assumiram o poder. Depois de sua morte, o exército passou a controlar o sultanato, usando isso em seu próprio benefício. Poucos sultões, depois de Suleiman, tiveram a habilidade de exercer o poder verdadeiro quando a necessidade se apresentava. A este enfraquecimento no centro do poder, se opunha um poder cada vez mais crescente no ocidente. Os estados nacionais na Europa estavam emergindo da Idade Média sob monarquias fortes. Estavam formando exércitos e esquadras que foram poderosas o suficiente para atacar o poder militar otomano decadente.</p>
<p>Em 1571 d.C, um acordo entre Veneza, Espanha e os estados papais da Itália, derrotou os turcos na grande batalha naval de Lepanto, na costa grega. Esta derrota, que derrubou o mito do turco invencível, aconteceu durante o reinado de Selim II (período de 1566 &#8211; 1574). Mas, o império reconstruiu sua esquadra e continuou a controlar o Mediterrâneo oriental por mais um século.</p>
<p>Na medida em que o governo central se tornava mais fraco, partes do império começaram a agir mais independentemente, mantendo apenas uma lealdade nominal ao sultão. No entanto, essa armada ainda era forte o bastante para impedir as rebeliões nas províncias. Sob o governo de Murad III (1574-1595), novas campanhas foram desenvolvidas. O Cáucaso foi conquistado e o Azerbaijão foi ocupado, quando o império atingiu a sua maior extensão territorial.</p>
<p>Esforços reformistas foram experimentados pelos sultões durante o século XVII, mas pouco pode ser feito para deter o começo da decadência. Os otomanos foram expulsos do Cáucaso e do Azerbaijão em 1603 d.C e do Iraque em 1604 d.C. O Iraque foi retomado por Murad IV (1623-1640) em 1638 d.C, mas o Irã permaneceu uma ameaça militar persistente no oriente. Uma guerra com Veneza (1645-1669) expôs Constantinopla a um ataque da armada naval veneziana. Em 1683 d.C, a última tentativa para conquistar Viena fracassou. A Rússia e a Áustria lutaram contra o império com ataques militares diretos e fomentando a revolta entre os não muçulmanos contra o sultão.</p>
<p>Começando em 1683 d.C, com o ataque a Viena, os otomanos estiveram em guerra com os inimigos europeus por 41 anos. Como conseqüência, o império perdeu muito de seu território nos Bálcãs e todas as possessões no litoral do Mar Negro.</p>
<p>O enfraquecimento do governo central, manifestado pelo declínio militar, também implicou numa perda gradual do controle sobre a maior parte das províncias. Governantes locais, chamados de notáveis, conquistaram para si regiões permanentes as quais eles governavam diretamente, independente da vontade do sultão em Constantinopla. Os notáveis foram capazes de construir suas bases de poder, porque sabiam da fragilidade do exército do sultão e porque as populações locais preferiam seus governos à administração corrupta da distante capital. Os notáveis formaram seus próprios exércitos e coletavam seus próprios impostos, enviando apenas as contribuições nominas para o tesouro imperial.</p>
<p>Selim III (1789-1807) tinha esperanças de reformar o império e o seu exército, mas não conseguiu e foi destronado. Quando Mahmud II (1808-1839) chegou ao trono, o império estava em situação extrema. O controle da África do Norte tinha passado para os notáveis locais.</p>
<p>No Egito, Mohammad &#8216;Ali estava lançando as bases de um reino independente. Se as nações européias tivessem cooperado eles poderiam ter destruído o império otomano. Em 1826 d.C, cinco anos após os gregos iniciarem sua luta pela independência, os janízaros tentaram interromper as reformas. Mahmud os massacrou e construiu um novo sistema militar, nos moldes dos exércitos europeus. Ele também reformou a administração e assumiu o controle sobre alguns dos notáveis provinciais, com exceção do Egito. Por ocasião da morte de Mahmud, o império estava mais consolidado e poderoso, mas ainda sujeito à interferência européia.</p>
<p>Os filhos de Mahmud, Abdulmecid I (1839-1861) e Abdulaziz (1861-1876) implementaram diversas reformas, especialmente na educação e no sistema legal. Não obstante, em meados do século era evidente que a causa otomana era uma causa perdida. O Czar Nicolau I da Rússia, em 1853 d.C, comentou sobre o Império Otomano: &#8220;Temos em nossas mãos um homem doente, muito doente.&#8221;</p>
<h3>As Guerras Turco-Russa</h3>
<p>Os interesses conflitantes dos estados europeus sustentaram o império otomano até depois da I Guerra Mundial. A Grã-Bretanha, em especial, estava determinada a manter a Rússia afastada do acesso ao Mediterrâneo pelo mar Negro. A Inglaterra, França e a Sardenha tinham ajudado os otomanos a bloquear os russos, durante a guerra da Criméia (1854-1856).</p>
<p>A guerra russo-turca de 1877/1878, trouxe a Rússia quase que a Constantinopla. Os otomanos foram forçados a assinar o duro Tratado de Santo Estéfano, pelo qual terminavam o seu governo na Europa, com exceção dos estados europeus do Congresso de Berlim. Isso ainda deu um fôlego ao antigo império por umas poucas décadas a mais. Abdulhamid II (1876-1909) estabeleceu laços fortes com a Alemanha a ponto de na I Guerra Mundial os otomanos lutarem ao lado dos alemães.</p>
<h3>O Fim do Império</h3>
<p>Os otomanos aliaram-se ao Império Alemão no início do século XX, com a ambição imperial de recuperar seus territórios perdidos, juntando-se à Tríplice Aliança na Primeira Guerra Mundial. O império foi capaz de se manter em grande parte do conflito global, apesar da Revolta Árabe em seus domínios. Com registros de antes da Primeira Guerra Mundial, mas com maior intensidade durante a guerra, há relatos de atrocidades cometidas pelo governo otomano contra os armênios.</p>
<p>Os armênios, de religião Greco Ortodoxa e alinhados historicamente com a Rússia,se recusaram a ajudar o impero otomano, muçulmano. A derrota do império otomano e a ocupação de parte de seu território pelas Potências Aliadas após a Primeira Guerra resultaram na sua divisão e na perda dos seus territórios do Oriente Médio, que foram divididos entre o Reino Unido e a França. A bem sucedida Guerra de Independência Turca contra as potências ocupantes levou ao surgimento da República da Turquia no coração anatoliano e à abolição da monarquia e do califado otomano.</p>
<p>Foi no início do século XX que os Jovens Turcos, um grupo reformista, passou a pregar reformas para a modernização do império. O grupo reformista teve êxito na deposição do sultão Abd Al-Hamid II, em 1909.</p>
<p>Mas ao centralizar o poder, esse grupo engendrou o início da própria derrocada do império, que foi obrigado a enfrentar a insatisfação geral de libaneses, sírios, macedônios, albaneses, cretenses, além de enfrentar as discórdias provindas da Bósnia, da Herzegovina, de Trípoli. Ainda na Primeira Guerra Mundial, os otomanos tinham sob controle grande parte do Oriente Médio, que se juntava aos Aliados em busca de sua independência.</p>
<p>Os tratados de paz de 1918 dissolveram o Império Otomano. Um novo governo, sob a liderança de Mustafa Kemal, conhecido como Ataturk, surgiu em Ancara. O último sultão, Mohammad VI fugiu depois que o sultanato foi abolido em 1922. Todos os membros da dinastia otomana foram expulsos do país dois anos mais tarde. A Turquia foi proclamada uma república, com Ataturk como seu primeiro presidente. Durante os 15 anos de seu governo, foi responsável pela introdução de costumes ocidentais, além da abolição do califado.</p>
<h3>A Guerra da Independência Nacional (1919-1923):</h3>
<p>Após o armistício, a maioria dos territórios Otomanos foi dividida entre os Estados vitoriosos. Mas em seguida formaram-se na Anatólia e na Trácia, frentes e organizações de resistência. O povo turco era obrigado a transformar estes esforços de resistência em um movimento de independência total e conseguiu sua realização na liderança de Mustafa Kemal. Com efeito, desembarcou em Samsun, porto do Mar Negro, no dia 19 de maio de 1919, na qualidade de Inspetor dos Exércitos.</p>
<p>Assim, começou a Guerra da Independência Nacional que iria durar quatro anos. A circular publicada em Amasya em 22 de junho de 1919, constituiu um apelo nacional para a liberação e um manifesto. Isto foi seguido pelos congressos de Erzurum e de Sivas. O povo turco gritou ao mundo inteiro a sua decisão a respeito da independência nacional que tomou no Congresso de Erzurum, assim: “Dentro da sua fronteira, o país é um completo não pode ser dividida. É inadmissível aceitar um mandato ou um protetorado”.</p>
<p>Os Estados do Entendimento no dia 16 de março de 1920 ocuparam İstanbul e dispersaram o Parlamento Otomano. Alguns deputados foram presos, alguns viajaram para Ankara e participaram da guerra de libertação nacional.</p>
<p>A Grande Assembléia Nacional da Turquia (GANT) foi inaugurada no dia 23 de abril de 1920 em Ankara e Mustafa Kemal foi eleito Presidente da Assembléia. A partir daí a luta da liberação nacional, em nome do povo, seria efetuada por esta assembléia.</p>
<p>Depois de nomear Mustafa Kemal comandante e chefe, iniciou-se, em todas as frentes, guerra a todos os estados imperialistas. No entanto, o governo de İstanbul, em 10 de agosto de 1920, havia assinado o Tratado do Sevres que tinha artigos muito pesados contra a Turquia.</p>
<p>Mustafa Kemal e o Governo de Ankara não reconheceram o Tratado de Sevres. Os exércitos na Anatólia do leste, sob o comando de Kazım Karabekir iniciaram um combate e ganharam. Foi assinado com Armênia em 2 de dezembro de 1920 o Tratado de Gümrü. Este era o primeiro tratado internacional assinado pela Assembléia Nacional.</p>
<p>Os problemas na frente oriental foram resolvidos depois de asinatura de Tratado de Moscou em 16 de Março de 1921 com governo de GANT e Rússia e também pelo Tratado de Kars assinado com Arménia, Azerbaijão e Geórgia em 13 de Outubro de 1921.</p>
<p>Na frente ocidental as forças gregas ocuparam İzmir em 15 de maio de 1919 e começam a avançar para o interior da Região do Egeu. Mas a progressão das forças gregas foi detida com a 1ª e 2ª batalhas de İnönü (janeiro e abril de 1921). Na batalha de Sakarya (agosto-setembro de 1921) foram derrotados de uma maneira muito amarga.</p>
<p>Pelo Tratado de Ankara assinado com a França (outubro de 1921), recuaram os seus exércitos de Adana e arredores. Em seguida, todas as forças do país foram preparadas para o grande assalto a ser realizado na frente ocidental. As forças gregas sofreram uma grande derrota na Batalha chamada “O Grande Ataque, do Supremo Chefe Comandante”, em agosto de 1922, e İzmir foi liberada (9 de setembro de 1922).</p>
<p>Esta vitória militar antecipou o período da criação do novo Estado Turco. Foi assinado entre o Governo de Ankara e os Estados do Entendimento, o Tratado de Mudanya (11 de outubro de 1922) logo foi decidida a realização de uma Conferência em Lausanne, na Suíça, para discutir os acordos de paz. Mas os Estados do Entendimento convidaram também para esta conferência o Governo de İstanbul. Este ato marcou o fim do Sultanato otomano. Efetivamente, a Grande Assembléia Nacional em 1 de novembro de 1922 decidiu separar o Califado do Sultanato e o aboliu. O último Sultão Otomano Mehmed o sexto (Vahidettin) deixou İstanbul em 17 de novembro de 1922.</p>
<h3>O Tratado de Paz de Lausanne (24 de julho de 1923):</h3>
<p>As negociações de Lausanne, do qual o Governo de Ankara participou só com um representante, começaram em 21 de novembro de 1922. A delegação turca foi chefiada pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros İsmet Pasha (İnönü).<br />
As entrevistas são interrompidas em fevereiro de 1923 por causa do desacordo no futuro dos privilégios econômicos concedidos pelo Império Otomano aos países estrangeiros, mas são retomadas em seguida a uma nota do İsmet Pasha em 23 de abril de 1923.</p>
<p>O Tratado de Paz, composto de 143 artigos, 17 convenções e protocolos anexos, coloca um um ponto final à guerra da Liberação Nacional, reconhece oficialmente o Governo da Grande Assembléia Nacional da Turquia, define as fronteiras da Turquia, suprime os privilégios econômicos, escalona as dívidas otomanas e enfim, reconhece oficialmente a independência política e econômica da Turquia. O Tratado assinado em 24 de julho de 1923 em Lousanne, cidade Suíça, foi ratificado em 23 de agosto de 1923 pela Grande Assembléia Nacional da Turquia.</p>
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<p><strong>REFERÊNCIAS UTILIZADAS NO TEXTO</strong></p>
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<li>A Cruz e o Crescente (Richard Fletcher – Ed. Nova Fronteira)</li>
<li>Ascensão do Império Otomano: a História do Estabelecimento do Império Turco através do Oriente Médio e Leste Europeu eBook Kindle (Charles River Editors)</li>
<li>Bizâncio ( Michel Angold – Ed. Imago)</li>
<li>Civilização – Ocidente &amp; Oriente (Niall Ferguson – Ed. Critica)</li>
<li>Dissolução do Império Otomano: A História e o Legado do Declínio dos Turco-Otomanos e a Criação do Oriente-Médio Moderno eBook Kindle (Charles River Editors).</li>
<li>História das Cruzadas (Steve Runciman – Ed. Imago)</li>
<li><em>Istanbul and the Civilization of the Ottoman Empire</em> (Bernard Lewis)</li>
<li>Suleiman, o Magnífico:A vida e o legado do sultão mais famoso do Império Otomano eBook Kindle ( Charles River Editors)</li>
<li>O Expresso Berlin – Bagdá (Sean McMeekin – Ed. Globo)</li>
<li>The Seljuks of Anatolia: Court and Society in the Medieval Middle East, (Peacock, Andrew and Sara Nur Yildiz,Sara) I.B. Tauris, 2013)</li>
<li>Osman I: A vida e o legado do primeiro sultão do Império Otomano eBook Kindle (Charles River Editors)</li>
<li>Wikipedia</li>
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